Dez dias depois do forte sismo que abalou o Equador, e ultrapassada a fase de socorro e salvamento, as autoridades tentam agora repor alguma normalidade nas zonas afectadas. Cerca de 10 mil edifícios foram total ou parcialmente danificados e alguns serviços básicos, como as escolas, estão nesta altura praticamente parados nas três regiões do país mais afectadas.
No terreno está uma equipa de dez peritos de Protecção Civil da União Europeia, que incluiu o português Miguel Cruz.
Em declarações à Renascença, este adjunto do Comando de Operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil faz uma actualização das consequências do grande sismo que chegou aos 7.8 na escala de Richter.
“Neste momento existe um total de 655 vítimas mortais, 48 pessoas ainda desaparecidas, cerca de 17.638 atendidas nos serviços de saúde com vários ferimentos e cerca de 30 mil abrigados em abrigos provisórios. Há um total de 201 escolas que também foram afectadas pelo sismo para além de um conjunto significativo de outros edifícios.”
O principal problema, neste momento, é a fragilidade dos edifícios, uma situação que mantém mais de 25 mil pessoas desalojadas.
Garantir um abrigo a quem perdeu a casa é agora a grande prioridade para os técnicos internacionais que ali se encontram, explica Miguel Cruz.
Montar escolas provisórias, fazer a gestão dos acampamentos de emergência e dos resíduos, para evitar doenças, são outras das tarefas que estão a mobilizar as autoridades locais e os elementos da Protecção Civil e das Nações Unidas, sublinha.
Os trabalhos das autoridades vai sendo dificultado pelo elevado número de réplicas que já se registaram. Ao todo, foram quase 800 nos últimos dez dias.
“Estas réplicas têm-se verificado, sobretudo, na região afectada, situada a cerca de sete horas de carro da capital, ainda relativamente longe. Têm causado sempre grande preocupação nas pessoas, porque ficam sempre com a sensação que poderá haver outro sismo. Há sempre medo. No dia da nossa chegada houve uma réplica que chegou aos 6.1 e isso causa um grande pânico, quer entre as pessoas, quer também entre os próprios elementos que estão a fazer a dimensão da desgraça e todo o apoio à população”, refere Miguel Cruz.
A missão da União Europeia começou a meio da semana passada e irá prolongar-se até ao dia 6 de Maio.
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Dez dias depois do forte sismo que abalou o Equador, e ultrapassada a fase de socorro e salvamento, as autoridades tentam agora repor alguma normalidade nas zonas afectadas. Cerca de 10 mil edifícios foram total ou parcialmente danificados e alguns serviços básicos, como as escolas, estão nesta altura praticamente parados nas três regiões do país mais afectadas.
No terreno está uma equipa de dez peritos de Protecção Civil da União Europeia, que incluiu o português Miguel Cruz.
Em declarações à Renascença, este adjunto do Comando de Operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil faz uma actualização das consequências do grande sismo que chegou aos 7.8 na escala de Richter.
“Neste momento existe um total de 655 vítimas mortais, 48 pessoas ainda desaparecidas, cerca de 17.638 atendidas nos serviços de saúde com vários ferimentos e cerca de 30 mil abrigados em abrigos provisórios. Há um total de 201 escolas que também foram afectadas pelo sismo para além de um conjunto significativo de outros edifícios.”
O principal problema, neste momento, é a fragilidade dos edifícios, uma situação que mantém mais de 25 mil pessoas desalojadas.
Garantir um abrigo a quem perdeu a casa é agora a grande prioridade para os técnicos internacionais que ali se encontram, explica Miguel Cruz.
Montar escolas provisórias, fazer a gestão dos acampamentos de emergência e dos resíduos, para evitar doenças, são outras das tarefas que estão a mobilizar as autoridades locais e os elementos da Protecção Civil e das Nações Unidas, sublinha.
Os trabalhos das autoridades vai sendo dificultado pelo elevado número de réplicas que já se registaram. Ao todo, foram quase 800 nos últimos dez dias.
“Estas réplicas têm-se verificado, sobretudo, na região afectada, situada a cerca de sete horas de carro da capital, ainda relativamente longe. Têm causado sempre grande preocupação nas pessoas, porque ficam sempre com a sensação que poderá haver outro sismo. Há sempre medo. No dia da nossa chegada houve uma réplica que chegou aos 6.1 e isso causa um grande pânico, quer entre as pessoas, quer também entre os próprios elementos que estão a fazer a dimensão da desgraça e todo o apoio à população”, refere Miguel Cruz.
A missão da União Europeia começou a meio da semana passada e irá prolongar-se até ao dia 6 de Maio.