A três meses das eleições europeias e a oito das legislativas, há uma mudança do Governo. Mais uma. A quarta remodelação. É motivada, precisamente, pelo primeiro sufrágio, mas é feita já a pensar, também, no núcleo que poderá continuar, caso o Partido Socialista consiga ter condições para formar Executivo após as eleições de outubro.
A remodelação traz vários factos: coloca três secretários de Estado a percorrer um caminho já feito nesta legislatura; diminui o leque de ministros que compõem o Governo desde o arranque da legislatura; aumenta a dimensão do Executivo; abre vagas na Caixa Geral de Depósitos, na Metro do Porto e nas autarquias de Lisboa e Abrantes.
Um resumo rápido das mudanças hoje aprovadas pelo Presidente da República e que serão concretizadas esta segunda-feira, 17 de Fevereiro, no Palácio de Belém, com a tomada de posse: Maria Manuel Leitão Marques e Pedro Marques saem de ministros, para concorrerem às europeias. Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva e Nelson de Souza passam de secretários de Estado a ministros. Há oito novas secretarias de Estado.
Governo só aguentou mais pequeno durante quatro meses
Com a remodelação aprovada pelo Presidente da República este domingo, António Costa volta a contar com 17 ministros ao seu lado. É o número original de governantes de quando o atual primeiro-ministro tomou posse, em novembro de 2015.
Desde aí, e pese embora todas as mudanças do Executivo, foram-se sempre mantendo 17 ministros. Por exemplo, quando Eduardo Cabrita transitou de ministro Adjunto para a Administração Interna, Costa chamou Pedro Siza Vieira para o suceder naquele cargo e manter intacta a dimensão.
A diminuição do número de ministros só aconteceu em outubro do ano passado, quando o líder do Executivo afastou Manuel Caldeira Cabral do Ministério da Economia e colocou Siza Vieira como ministro Adjunto e da Economia.
Agora, a pasta de Pedro Marques, que estava no Governo desde o início, é dividida em duas: Infraestruturas e Habitação ficam sob Pedro Nuno Santos; Planeamento passa para Nelson de Souza. Assim, o Governo volta a ter 17 ministros quatro meses depois.
Dez ministros desde o início
Da composição que permanece após a remodelação, apenas dez ministros estão desde o início da legislatura. São eles Augusto Santos Silva, Mário Centeno, Francisca Van Dunem, Eduardo Cabrita, Manuel Heitor, Brandão Rodrigues, Vieira da Silva, João Pedro Matos Fernandes, Luís Capoulas Santos e Ana Paula Vitorino.
Apesar de terem ficado em funções, houve mudanças nas suas pastas ou deu-se a integração de novas secretarias de Estado, como são exemplos Eduardo Cabrita e Matos Fernandes.
Do primeiro elenco governativo, o que tomou posse em 2015, já caíram Azeredo Lopes, da Defesa; Constança Urbano de Sousa, da Administração Interna; João Soares, da Cultura; Adalberto Campos Fernandes, da Saúde; e Manuel Caldeira Cabral, da Economia.
CGD, Metro do Porto e autarquias têm de “contratar”
São oito os secretários de Estado do Governo que tomam posse esta segunda-feira, bem como os três novos ministros. Se todos os ministros são secretários de Estado promovidos, o mesmo não acontece com os oito secretários de Estado: quatro já estavam no Executivo, quatro vêm de fora. E vão causar baixas nas entidades onde se encontravam.
Alberto Souto de Miranda deixa a administração não executiva da Caixa Geral de Depósitos, onde estava desde julho de 2017, obrigando o presidente da administração, Rui Vilar, o presidente executivo, Paulo Macedo, e o Ministério das Finanças à tarefa de pensar num novo nome. Alberto Souto é administrador não executivo do banco público desde julho de 2017. Esteve no Banco Europeu de Investimento e foi vice-presidente da Anacom, Autoridade Nacional das Comunicações, entre 2006 e 2012. É sobre as Comunicações que o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro terá responsabilidade na secretaria de Estado.
Já Jorge Delgado, que é o novo secretário de Estado das Infraestruturas, deixa a Metro do Porto sem presidente da administração em pleno momento de expansão da rede. O cargo era ocupado desde 2016.
No plano das autarquias também há mudanças. Desde logo Duarte Cordeiro, que é o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa presidida por Fernando Medina. A autarquia fica sem o número dois.
Também Maria do Céu Antunes Albuquerque terá de abandonar a presidência da Câmara Municipal de Abrantes, cargo que ocupa desde 2009.
Um caminho já percorrido
Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva e Nelson de Souza são promovidos. São três secretários de Estado a transitar para a liderança de ministérios. Não é uma novidade no Governo.
Graça Fonseca, que começou o percurso no Executivo como secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, subiu a ministra da Cultura.
Pai e filha reunidos
Nas reuniões do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva, embora já fosse adjunta do primeiro-ministro, ganha agora peso como ministra. Aí, estará ao lado do seu pai, José Vieira da Silva, numa composição que integra membros de outra família: o casal Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino.
Manutenção do recorde de cinco ministras
Com a quarta remodelação ministerial, António Costa perde a oportunidade de bater, sozinho, o recorde de mulheres como ministras. Contava até aqui com cinco governantes, o que igualava o recorde alcançado por José Sócrates.
Contudo, houve agora uma troca por troca que impediu que aumentasse esse número: saiu Maria Manuel Leitão Marques, entrou Mariana Vieira da Silva. Não há mais uma ministra. Junta-se a Francisca Van Dunem, Graça Fonseca, Ana Paula Vitorino e Marta Temido.
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A três meses das eleições europeias e a oito das legislativas, há uma mudança do Governo. Mais uma. A quarta remodelação. É motivada, precisamente, pelo primeiro sufrágio, mas é feita já a pensar, também, no núcleo que poderá continuar, caso o Partido Socialista consiga ter condições para formar Executivo após as eleições de outubro.
A remodelação traz vários factos: coloca três secretários de Estado a percorrer um caminho já feito nesta legislatura; diminui o leque de ministros que compõem o Governo desde o arranque da legislatura; aumenta a dimensão do Executivo; abre vagas na Caixa Geral de Depósitos, na Metro do Porto e nas autarquias de Lisboa e Abrantes.
Um resumo rápido das mudanças hoje aprovadas pelo Presidente da República e que serão concretizadas esta segunda-feira, 17 de Fevereiro, no Palácio de Belém, com a tomada de posse: Maria Manuel Leitão Marques e Pedro Marques saem de ministros, para concorrerem às europeias. Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva e Nelson de Souza passam de secretários de Estado a ministros. Há oito novas secretarias de Estado.
Governo só aguentou mais pequeno durante quatro meses
Com a remodelação aprovada pelo Presidente da República este domingo, António Costa volta a contar com 17 ministros ao seu lado. É o número original de governantes de quando o atual primeiro-ministro tomou posse, em novembro de 2015.
Desde aí, e pese embora todas as mudanças do Executivo, foram-se sempre mantendo 17 ministros. Por exemplo, quando Eduardo Cabrita transitou de ministro Adjunto para a Administração Interna, Costa chamou Pedro Siza Vieira para o suceder naquele cargo e manter intacta a dimensão.
A diminuição do número de ministros só aconteceu em outubro do ano passado, quando o líder do Executivo afastou Manuel Caldeira Cabral do Ministério da Economia e colocou Siza Vieira como ministro Adjunto e da Economia.
Agora, a pasta de Pedro Marques, que estava no Governo desde o início, é dividida em duas: Infraestruturas e Habitação ficam sob Pedro Nuno Santos; Planeamento passa para Nelson de Souza. Assim, o Governo volta a ter 17 ministros quatro meses depois.
Dez ministros desde o início
Da composição que permanece após a remodelação, apenas dez ministros estão desde o início da legislatura. São eles Augusto Santos Silva, Mário Centeno, Francisca Van Dunem, Eduardo Cabrita, Manuel Heitor, Brandão Rodrigues, Vieira da Silva, João Pedro Matos Fernandes, Luís Capoulas Santos e Ana Paula Vitorino.
Apesar de terem ficado em funções, houve mudanças nas suas pastas ou deu-se a integração de novas secretarias de Estado, como são exemplos Eduardo Cabrita e Matos Fernandes.
Do primeiro elenco governativo, o que tomou posse em 2015, já caíram Azeredo Lopes, da Defesa; Constança Urbano de Sousa, da Administração Interna; João Soares, da Cultura; Adalberto Campos Fernandes, da Saúde; e Manuel Caldeira Cabral, da Economia.
CGD, Metro do Porto e autarquias têm de “contratar”
São oito os secretários de Estado do Governo que tomam posse esta segunda-feira, bem como os três novos ministros. Se todos os ministros são secretários de Estado promovidos, o mesmo não acontece com os oito secretários de Estado: quatro já estavam no Executivo, quatro vêm de fora. E vão causar baixas nas entidades onde se encontravam.
Alberto Souto de Miranda deixa a administração não executiva da Caixa Geral de Depósitos, onde estava desde julho de 2017, obrigando o presidente da administração, Rui Vilar, o presidente executivo, Paulo Macedo, e o Ministério das Finanças à tarefa de pensar num novo nome. Alberto Souto é administrador não executivo do banco público desde julho de 2017. Esteve no Banco Europeu de Investimento e foi vice-presidente da Anacom, Autoridade Nacional das Comunicações, entre 2006 e 2012. É sobre as Comunicações que o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro terá responsabilidade na secretaria de Estado.
Já Jorge Delgado, que é o novo secretário de Estado das Infraestruturas, deixa a Metro do Porto sem presidente da administração em pleno momento de expansão da rede. O cargo era ocupado desde 2016.
No plano das autarquias também há mudanças. Desde logo Duarte Cordeiro, que é o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa presidida por Fernando Medina. A autarquia fica sem o número dois.
Também Maria do Céu Antunes Albuquerque terá de abandonar a presidência da Câmara Municipal de Abrantes, cargo que ocupa desde 2009.
Um caminho já percorrido
Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva e Nelson de Souza são promovidos. São três secretários de Estado a transitar para a liderança de ministérios. Não é uma novidade no Governo.
Graça Fonseca, que começou o percurso no Executivo como secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, subiu a ministra da Cultura.
Pai e filha reunidos
Nas reuniões do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva, embora já fosse adjunta do primeiro-ministro, ganha agora peso como ministra. Aí, estará ao lado do seu pai, José Vieira da Silva, numa composição que integra membros de outra família: o casal Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino.
Manutenção do recorde de cinco ministras
Com a quarta remodelação ministerial, António Costa perde a oportunidade de bater, sozinho, o recorde de mulheres como ministras. Contava até aqui com cinco governantes, o que igualava o recorde alcançado por José Sócrates.
Contudo, houve agora uma troca por troca que impediu que aumentasse esse número: saiu Maria Manuel Leitão Marques, entrou Mariana Vieira da Silva. Não há mais uma ministra. Junta-se a Francisca Van Dunem, Graça Fonseca, Ana Paula Vitorino e Marta Temido.