Sete Mares

11-07-2018
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Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas

Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo. Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

novembro 26, 2015

o CM tão rasteiro quão rasteiro se pode ser...

Não sei se o título da notícia também é da autoria do José Rodrigues... Também não sei porque só António Costa e Francisca Van Dunem têm direito a nome... Estou, até, com dificuldade em perceber porque cargas de água ser-se primo de conhecida figura ou filho de ex-ministro ou - veja-se lá -, de ex-presidente do Tribunal de Contas pode constituir circunstancialismo plural ou integrador... ou limitador, sequer, de exercício de cargo governamental...

Mas parece-me saber que o título e, até, a própria mensagem é tão rés, rés o nível de uma subcave pútrida e lamacenta que, ao ler-se tal, dá vontade de ir a correr à esquina do vómito.

Eu sei que o exercício da Liberdade nos traz estas abencerragens e nada há a fazer. Ou talvez haja, caros concidadãos: pensem que talvez constitua um acto de dignidade não comprar um jornal que se dê a estes desvarios.

E que o contrário de ser digno é ser indigno. A escolha é mesmo de cada um. Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico

novembro 23, 2015

Portugal (acróstico)

Por mares nunca dantes navegados

Ou porque tudo nele são sulcos já trilhados

Remos que nas ondas deixam rastos

Tantos como os braços e as velas e os mastros

Uns que apontam para os astros outros fundos

Guiados por se crer haver mais mundos

Além deste em que se pena e desespera

Lá ao longe há um futuro à nossa espera.

u porque tudo nele são sulcos já trilhadosemos que nas ondas deixam rastosantos como os braços e as velas e os mastrosns que apontam para os astros outros fundosuiados por se crer haver mais mundoslém deste em que se pena e desesperaá ao longe há um futuro à nossa espera. Etiquetas: Poemas

novembro 19, 2015

razão para viver

Está bem, está bem, eu traduzo já: Existe um mito estranho quanto ao facto de os ateus não terem razões para viver. É exactamente o contrário. Nós não temos razão nenhuma para morrer. Só temos razões para viver.

Quem o diz é Ricky Gervais. E eu digo-o com ele. Etiquetas: Opinião

novembro 17, 2015

Paris, 13 de Novembro de 2015

não há céu nem mar

nem tanto azul

nesse tanto sangue rubro derramado

nem nos fica tanto assim

lá para o sul

a urgência do saber ser solidário

é tão rubro e é tanto o sangramento

desse jovem que estilhaços dilaceram

que o horizonte todo ele se avermelha

e inflama um olhar tão sempre à espera

e o sangue é igual nessa corrente

sem ter cor de pele

nem rosto

nem idade

e é um rio

que se espraia numa rua

qu’inda há pouco era o centro da cidade

é um rio

cujas margens em vertigem

nos fazem soar ao longe

na nascente

de Brecht

um poema recorrente:

Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.

Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem

mas nem tudo é sempre igual

que tudo muda

só nos resta perceber

o que é diferente… não há céu nem marnem tanto azulnesse tanto sangue rubro derramadonem nos fica tanto assimlá para o sula urgência do saber ser solidárioé tão rubro e é tanto o sangramentodesse jovem que estilhaços dilaceramque o horizonte todo ele se avermelhae inflama um olhar tão sempre à esperae o sangue é igual nessa correntesem ter cor de pelenem rostonem idadee é um rioque se espraia numa ruaqu’inda há pouco era o centro da cidadeé um riocujas margens em vertigemnos fazem soar ao longena nascentede Brechtum poema recorrente:mas nem tudo é sempre igualque tudo mudasó nos resta percebero que é diferente… Etiquetas: Poemas

novembro 15, 2015

Liberdade

Igualdade

Fraternidade mais do que nuncaLiberdadeIgualdadeFraternidade

novembro 13, 2015

um ligeiríssimo contributo...

Tanto se fala (mais à direita, claro) de legitimidades democráticas e outras coisas a modos que assim, que me lembrei de lançar mão de umas contitas que aqui partilho, para ver se se percebe o que está a acontecer na Assembleia da República, à luz de uma outra coisa que se chama Constituição da República Portuguesa:

Resultados eleitorais em Outubro de 2015 :

- PàF - PSD+CDS (tudo somadinho...) - 2.082.511 votos

- PS - 1.747.685 votos - BE - 550.892 votos - CDU - 445.980 votos - PAN - 75.140 votos TOTAL destes 4 grupos - 2.819.697 votos

A dúvida que se me coloca:

- Qual é a parte da Democracia que os senhores da coligação fundida, que andam tão desesperados e exaltados, não está a perceber?

Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico, Quotidiano delirante

novembro 10, 2015

Tanta dor, senhor doutor…!

Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas

Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo. Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.

novembro 26, 2015

o CM tão rasteiro quão rasteiro se pode ser...

Não sei se o título da notícia também é da autoria do José Rodrigues... Também não sei porque só António Costa e Francisca Van Dunem têm direito a nome... Estou, até, com dificuldade em perceber porque cargas de água ser-se primo de conhecida figura ou filho de ex-ministro ou - veja-se lá -, de ex-presidente do Tribunal de Contas pode constituir circunstancialismo plural ou integrador... ou limitador, sequer, de exercício de cargo governamental...

Mas parece-me saber que o título e, até, a própria mensagem é tão rés, rés o nível de uma subcave pútrida e lamacenta que, ao ler-se tal, dá vontade de ir a correr à esquina do vómito.

Eu sei que o exercício da Liberdade nos traz estas abencerragens e nada há a fazer. Ou talvez haja, caros concidadãos: pensem que talvez constitua um acto de dignidade não comprar um jornal que se dê a estes desvarios.

E que o contrário de ser digno é ser indigno. A escolha é mesmo de cada um. Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico

novembro 23, 2015

Portugal (acróstico)

Por mares nunca dantes navegados

Ou porque tudo nele são sulcos já trilhados

Remos que nas ondas deixam rastos

Tantos como os braços e as velas e os mastros

Uns que apontam para os astros outros fundos

Guiados por se crer haver mais mundos

Além deste em que se pena e desespera

Lá ao longe há um futuro à nossa espera.

u porque tudo nele são sulcos já trilhadosemos que nas ondas deixam rastosantos como os braços e as velas e os mastrosns que apontam para os astros outros fundosuiados por se crer haver mais mundoslém deste em que se pena e desesperaá ao longe há um futuro à nossa espera. Etiquetas: Poemas

novembro 19, 2015

razão para viver

Está bem, está bem, eu traduzo já: Existe um mito estranho quanto ao facto de os ateus não terem razões para viver. É exactamente o contrário. Nós não temos razão nenhuma para morrer. Só temos razões para viver.

Quem o diz é Ricky Gervais. E eu digo-o com ele. Etiquetas: Opinião

novembro 17, 2015

Paris, 13 de Novembro de 2015

não há céu nem mar

nem tanto azul

nesse tanto sangue rubro derramado

nem nos fica tanto assim

lá para o sul

a urgência do saber ser solidário

é tão rubro e é tanto o sangramento

desse jovem que estilhaços dilaceram

que o horizonte todo ele se avermelha

e inflama um olhar tão sempre à espera

e o sangue é igual nessa corrente

sem ter cor de pele

nem rosto

nem idade

e é um rio

que se espraia numa rua

qu’inda há pouco era o centro da cidade

é um rio

cujas margens em vertigem

nos fazem soar ao longe

na nascente

de Brecht

um poema recorrente:

Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.

Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem

mas nem tudo é sempre igual

que tudo muda

só nos resta perceber

o que é diferente… não há céu nem marnem tanto azulnesse tanto sangue rubro derramadonem nos fica tanto assimlá para o sula urgência do saber ser solidárioé tão rubro e é tanto o sangramentodesse jovem que estilhaços dilaceramque o horizonte todo ele se avermelhae inflama um olhar tão sempre à esperae o sangue é igual nessa correntesem ter cor de pelenem rostonem idadee é um rioque se espraia numa ruaqu’inda há pouco era o centro da cidadeé um riocujas margens em vertigemnos fazem soar ao longena nascentede Brechtum poema recorrente:mas nem tudo é sempre igualque tudo mudasó nos resta percebero que é diferente… Etiquetas: Poemas

novembro 15, 2015

Liberdade

Igualdade

Fraternidade mais do que nuncaLiberdadeIgualdadeFraternidade

novembro 13, 2015

um ligeiríssimo contributo...

Tanto se fala (mais à direita, claro) de legitimidades democráticas e outras coisas a modos que assim, que me lembrei de lançar mão de umas contitas que aqui partilho, para ver se se percebe o que está a acontecer na Assembleia da República, à luz de uma outra coisa que se chama Constituição da República Portuguesa:

Resultados eleitorais em Outubro de 2015 :

- PàF - PSD+CDS (tudo somadinho...) - 2.082.511 votos

- PS - 1.747.685 votos - BE - 550.892 votos - CDU - 445.980 votos - PAN - 75.140 votos TOTAL destes 4 grupos - 2.819.697 votos

A dúvida que se me coloca:

- Qual é a parte da Democracia que os senhores da coligação fundida, que andam tão desesperados e exaltados, não está a perceber?

Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico, Quotidiano delirante

novembro 10, 2015

Tanta dor, senhor doutor…!

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