Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas
Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo. Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
novembro 26, 2015
o CM tão rasteiro quão rasteiro se pode ser...
Não sei se o título da notícia também é da autoria do José Rodrigues... Também não sei porque só António Costa e Francisca Van Dunem têm direito a nome... Estou, até, com dificuldade em perceber porque cargas de água ser-se primo de conhecida figura ou filho de ex-ministro ou - veja-se lá -, de ex-presidente do Tribunal de Contas pode constituir circunstancialismo plural ou integrador... ou limitador, sequer, de exercício de cargo governamental...
Mas parece-me saber que o título e, até, a própria mensagem é tão rés, rés o nível de uma subcave pútrida e lamacenta que, ao ler-se tal, dá vontade de ir a correr à esquina do vómito.
Eu sei que o exercício da Liberdade nos traz estas abencerragens e nada há a fazer. Ou talvez haja, caros concidadãos: pensem que talvez constitua um acto de dignidade não comprar um jornal que se dê a estes desvarios.
E que o contrário de ser digno é ser indigno. A escolha é mesmo de cada um. Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico
novembro 23, 2015
Portugal (acróstico)
Por mares nunca dantes navegados
Ou porque tudo nele são sulcos já trilhados
Remos que nas ondas deixam rastos
Tantos como os braços e as velas e os mastros
Uns que apontam para os astros outros fundos
Guiados por se crer haver mais mundos
Além deste em que se pena e desespera
Lá ao longe há um futuro à nossa espera.
u porque tudo nele são sulcos já trilhadosemos que nas ondas deixam rastosantos como os braços e as velas e os mastrosns que apontam para os astros outros fundosuiados por se crer haver mais mundoslém deste em que se pena e desesperaá ao longe há um futuro à nossa espera. Etiquetas: Poemas
novembro 19, 2015
razão para viver
Está bem, está bem, eu traduzo já: Existe um mito estranho quanto ao facto de os ateus não terem razões para viver. É exactamente o contrário. Nós não temos razão nenhuma para morrer. Só temos razões para viver.
Quem o diz é Ricky Gervais. E eu digo-o com ele. Etiquetas: Opinião
novembro 17, 2015
Paris, 13 de Novembro de 2015
não há céu nem mar
nem tanto azul
nesse tanto sangue rubro derramado
nem nos fica tanto assim
lá para o sul
a urgência do saber ser solidário
é tão rubro e é tanto o sangramento
desse jovem que estilhaços dilaceram
que o horizonte todo ele se avermelha
e inflama um olhar tão sempre à espera
e o sangue é igual nessa corrente
sem ter cor de pele
nem rosto
nem idade
e é um rio
que se espraia numa rua
qu’inda há pouco era o centro da cidade
é um rio
cujas margens em vertigem
nos fazem soar ao longe
na nascente
de Brecht
um poema recorrente:
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem
mas nem tudo é sempre igual
que tudo muda
só nos resta perceber
o que é diferente… não há céu nem marnem tanto azulnesse tanto sangue rubro derramadonem nos fica tanto assimlá para o sula urgência do saber ser solidárioé tão rubro e é tanto o sangramentodesse jovem que estilhaços dilaceramque o horizonte todo ele se avermelhae inflama um olhar tão sempre à esperae o sangue é igual nessa correntesem ter cor de pelenem rostonem idadee é um rioque se espraia numa ruaqu’inda há pouco era o centro da cidadeé um riocujas margens em vertigemnos fazem soar ao longena nascentede Brechtum poema recorrente:mas nem tudo é sempre igualque tudo mudasó nos resta percebero que é diferente… Etiquetas: Poemas
novembro 15, 2015
Liberdade
Igualdade
Fraternidade mais do que nuncaLiberdadeIgualdadeFraternidade
novembro 13, 2015
um ligeiríssimo contributo...
Tanto se fala (mais à direita, claro) de legitimidades democráticas e outras coisas a modos que assim, que me lembrei de lançar mão de umas contitas que aqui partilho, para ver se se percebe o que está a acontecer na Assembleia da República, à luz de uma outra coisa que se chama Constituição da República Portuguesa:
Resultados eleitorais em Outubro de 2015 :
- PàF - PSD+CDS (tudo somadinho...) - 2.082.511 votos
- PS - 1.747.685 votos - BE - 550.892 votos - CDU - 445.980 votos - PAN - 75.140 votos TOTAL destes 4 grupos - 2.819.697 votos
A dúvida que se me coloca:
- Qual é a parte da Democracia que os senhores da coligação fundida, que andam tão desesperados e exaltados, não está a perceber?
Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico, Quotidiano delirante
novembro 10, 2015
Tanta dor, senhor doutor…!
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Entidades
Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério de todas as coisas
Sendo este um BLOG DE MARÉS, a inconstância delas reflectirá a intranquilidade do mundo. Ficar-nos-á este imperativo de respirar o ar em grandes golfadas.
novembro 26, 2015
o CM tão rasteiro quão rasteiro se pode ser...
Não sei se o título da notícia também é da autoria do José Rodrigues... Também não sei porque só António Costa e Francisca Van Dunem têm direito a nome... Estou, até, com dificuldade em perceber porque cargas de água ser-se primo de conhecida figura ou filho de ex-ministro ou - veja-se lá -, de ex-presidente do Tribunal de Contas pode constituir circunstancialismo plural ou integrador... ou limitador, sequer, de exercício de cargo governamental...
Mas parece-me saber que o título e, até, a própria mensagem é tão rés, rés o nível de uma subcave pútrida e lamacenta que, ao ler-se tal, dá vontade de ir a correr à esquina do vómito.
Eu sei que o exercício da Liberdade nos traz estas abencerragens e nada há a fazer. Ou talvez haja, caros concidadãos: pensem que talvez constitua um acto de dignidade não comprar um jornal que se dê a estes desvarios.
E que o contrário de ser digno é ser indigno. A escolha é mesmo de cada um. Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico
novembro 23, 2015
Portugal (acróstico)
Por mares nunca dantes navegados
Ou porque tudo nele são sulcos já trilhados
Remos que nas ondas deixam rastos
Tantos como os braços e as velas e os mastros
Uns que apontam para os astros outros fundos
Guiados por se crer haver mais mundos
Além deste em que se pena e desespera
Lá ao longe há um futuro à nossa espera.
u porque tudo nele são sulcos já trilhadosemos que nas ondas deixam rastosantos como os braços e as velas e os mastrosns que apontam para os astros outros fundosuiados por se crer haver mais mundoslém deste em que se pena e desesperaá ao longe há um futuro à nossa espera. Etiquetas: Poemas
novembro 19, 2015
razão para viver
Está bem, está bem, eu traduzo já: Existe um mito estranho quanto ao facto de os ateus não terem razões para viver. É exactamente o contrário. Nós não temos razão nenhuma para morrer. Só temos razões para viver.
Quem o diz é Ricky Gervais. E eu digo-o com ele. Etiquetas: Opinião
novembro 17, 2015
Paris, 13 de Novembro de 2015
não há céu nem mar
nem tanto azul
nesse tanto sangue rubro derramado
nem nos fica tanto assim
lá para o sul
a urgência do saber ser solidário
é tão rubro e é tanto o sangramento
desse jovem que estilhaços dilaceram
que o horizonte todo ele se avermelha
e inflama um olhar tão sempre à espera
e o sangue é igual nessa corrente
sem ter cor de pele
nem rosto
nem idade
e é um rio
que se espraia numa rua
qu’inda há pouco era o centro da cidade
é um rio
cujas margens em vertigem
nos fazem soar ao longe
na nascente
de Brecht
um poema recorrente:
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem
mas nem tudo é sempre igual
que tudo muda
só nos resta perceber
o que é diferente… não há céu nem marnem tanto azulnesse tanto sangue rubro derramadonem nos fica tanto assimlá para o sula urgência do saber ser solidárioé tão rubro e é tanto o sangramentodesse jovem que estilhaços dilaceramque o horizonte todo ele se avermelhae inflama um olhar tão sempre à esperae o sangue é igual nessa correntesem ter cor de pelenem rostonem idadee é um rioque se espraia numa ruaqu’inda há pouco era o centro da cidadeé um riocujas margens em vertigemnos fazem soar ao longena nascentede Brechtum poema recorrente:mas nem tudo é sempre igualque tudo mudasó nos resta percebero que é diferente… Etiquetas: Poemas
novembro 15, 2015
Liberdade
Igualdade
Fraternidade mais do que nuncaLiberdadeIgualdadeFraternidade
novembro 13, 2015
um ligeiríssimo contributo...
Tanto se fala (mais à direita, claro) de legitimidades democráticas e outras coisas a modos que assim, que me lembrei de lançar mão de umas contitas que aqui partilho, para ver se se percebe o que está a acontecer na Assembleia da República, à luz de uma outra coisa que se chama Constituição da República Portuguesa:
Resultados eleitorais em Outubro de 2015 :
- PàF - PSD+CDS (tudo somadinho...) - 2.082.511 votos
- PS - 1.747.685 votos - BE - 550.892 votos - CDU - 445.980 votos - PAN - 75.140 votos TOTAL destes 4 grupos - 2.819.697 votos
A dúvida que se me coloca:
- Qual é a parte da Democracia que os senhores da coligação fundida, que andam tão desesperados e exaltados, não está a perceber?
Etiquetas: Opinião, Pensamento crítico, Quotidiano delirante
novembro 10, 2015
Tanta dor, senhor doutor…!