Há crise na direita? Cristas não responde mas garante que analisou “com atenção” os resultados eleitorais

04-06-2019
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A pergunta foi feita uma, duas, três vezes. Mas a resposta não chegou. Pelo menos diretamente. Sobre o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa que agitou o fim de semana político - “há uma forte possibilidade de haver crise na direita nos próximos anos” - Assunção Cristas não quis falar, mas garantiu já estar a apanhar os cacos das europeias e a olhar para outubro: “Lemos com atenção os resultados eleitorais e estamos a trabalhar com muito afinco”.

De regresso ao papel de analista político, Marcelo falou na sexta-feira, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, para defender que “o que aconteceu à direita é muito preocupante”. Rui Rio apressou-se a responder: a análise do Presidente da República é otimista porque o que está em crise não é apenas a direita, mas antes o regime como um todo. Mas, confrontada com as palavras de ambos no arranque de umas jornadas parlamentares dedicadas à Saúde, no distrito do Porto, Cristas preferiu chutar para canto.

E porquê? Porque o momento é o de “sublinhar o que é o trabalho [do CDS]”, “certamente com uma preocupação que é também a do senhor Presidente, que é a de sermos uma oposição forte, construtiva, uma alternativa para o país”. Para isso, é preciso ir para a estrada - esta manhã os deputados centristas estiveram a pintar as paredes do Centro Social e Cultural da Paróquia de Valbom - e “mostrar as propostas e a visão diferentes do CDS”.

A estratégia está definida e isso tem razão de ser: é que Cristas garante ter “lido, olhado e analisado com atenção” os resultados eleitorais e com eles o que os eleitores que votaram “quiseram dizer”, embora também “o que foi a atuação de todos aqueles que não quiseram ir às urnas e o que está por trás disso”. Agora, é trabalhar para outubro - e para que “em outubro as coisas sejam diferentes” - e não se perder em comentários e bate-bocas políticos, pelo menos a julgar pelas declarações da líder nesta segunda-feira. Cristas tem quatro meses para mostrar que as europeias não passaram de um deslize.

A pergunta foi feita uma, duas, três vezes. Mas a resposta não chegou. Pelo menos diretamente. Sobre o comentário de Marcelo Rebelo de Sousa que agitou o fim de semana político - “há uma forte possibilidade de haver crise na direita nos próximos anos” - Assunção Cristas não quis falar, mas garantiu já estar a apanhar os cacos das europeias e a olhar para outubro: “Lemos com atenção os resultados eleitorais e estamos a trabalhar com muito afinco”.

De regresso ao papel de analista político, Marcelo falou na sexta-feira, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, para defender que “o que aconteceu à direita é muito preocupante”. Rui Rio apressou-se a responder: a análise do Presidente da República é otimista porque o que está em crise não é apenas a direita, mas antes o regime como um todo. Mas, confrontada com as palavras de ambos no arranque de umas jornadas parlamentares dedicadas à Saúde, no distrito do Porto, Cristas preferiu chutar para canto.

E porquê? Porque o momento é o de “sublinhar o que é o trabalho [do CDS]”, “certamente com uma preocupação que é também a do senhor Presidente, que é a de sermos uma oposição forte, construtiva, uma alternativa para o país”. Para isso, é preciso ir para a estrada - esta manhã os deputados centristas estiveram a pintar as paredes do Centro Social e Cultural da Paróquia de Valbom - e “mostrar as propostas e a visão diferentes do CDS”.

A estratégia está definida e isso tem razão de ser: é que Cristas garante ter “lido, olhado e analisado com atenção” os resultados eleitorais e com eles o que os eleitores que votaram “quiseram dizer”, embora também “o que foi a atuação de todos aqueles que não quiseram ir às urnas e o que está por trás disso”. Agora, é trabalhar para outubro - e para que “em outubro as coisas sejam diferentes” - e não se perder em comentários e bate-bocas políticos, pelo menos a julgar pelas declarações da líder nesta segunda-feira. Cristas tem quatro meses para mostrar que as europeias não passaram de um deslize.

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