Rio substitui Castro Almeida no fim do julho

10-07-2019
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Há mesmo uma rutura entre Rui Rio e Castro Almeida, seu vice-presidente. E vai ter consequências: Rui Rio vai propor ao Conselho Nacional do PSD, que se realiza no final do mês, a substituição por outro dirigente nacional, confirmou ao Expresso fonte próxima da atual direção do partido, que cola o demissionário à linha mais crítica da liderança..

Sabendo já da intenção de afastamento do seu vice-presidente - transmitida ao próprio líder após as europeias -, percebendo que este tinha faltado a todas as reuniões desde aí, a direção nacional chegou a propor-lhe nos últimos dias uma solução para o impasse: precisamente a sua substituição. A mesma fonte garante ao Expresso que Rio percebeu que a situação acabaria por ser notada, pelo que preferiria oficializá-la no único momento disponível - já que só em Conselho Nacional o líder tem o poder de mudar a sua Comissão Permanente.

Mas a sugestão feita a Castro Almeida não teve resposta. Mais cedo veio a notícia do seu afastamento - o que deixou lastro de incómodo na São Caetano à Lapa. A versão noticiada dos motivos de Castro Almeida têm lado B, entre os mais chegados à direção de Rio: "Não é verdade que não se tenha discutido o resultado das europeias na Comissão Permanente; não é verdade que Rui Rio decida tudo sozinho e que não discuta os assuntos nas reuniões".

O caso dos professores é um dos motivos de tensão. Fonte próxima da direção diz que o "erro" que se cometeu foi apenas na comissão parlamentar, quando a deputada Margarida Mano "se esqueceu" de dizer - no fim das negociações na especialidade -, que o PSD só aprovaria a lei se estivesse explícito que a garantia da reposição dos nove anos de carreira só avançaria se houvesse condições financeiras. De resto, há quem garanta que nunca houve desalinho na direção do partido sobre o resto.

Mas a divulgação do afastamento não é surpresa, também, porque internamente já há meses que a direção de Rio tinha percebido as divergências estratégicas de Castro Almeida. Em fevereiro, numa das últimas entrevistas que concedeu, este tinha deixado cair várias frases que deixaram claro não haver uma sintonia. Por exemplo, dizendo isto: "Se o PSD não ganhar as eleições é porque somos incompetentes". E não respondendo se a direção se devia demitir em caso de derrota (o que. é sabido, Rio não dá por certo fazer).

"O pior é o momento escolhido para isto, numa semana em que o PSD marcou a atualidade - com as listas e o programa", diz a mesma fonte ao Expresso. "Mais uma vez, é uma forma de minar no nosso trabalho de preparação que durou meses e foi muito intensa", acrescenta, admitindo que exista um alinhamento do ainda vice com a linha mais crítica da liderança.

Há mesmo uma rutura entre Rui Rio e Castro Almeida, seu vice-presidente. E vai ter consequências: Rui Rio vai propor ao Conselho Nacional do PSD, que se realiza no final do mês, a substituição por outro dirigente nacional, confirmou ao Expresso fonte próxima da atual direção do partido, que cola o demissionário à linha mais crítica da liderança..

Sabendo já da intenção de afastamento do seu vice-presidente - transmitida ao próprio líder após as europeias -, percebendo que este tinha faltado a todas as reuniões desde aí, a direção nacional chegou a propor-lhe nos últimos dias uma solução para o impasse: precisamente a sua substituição. A mesma fonte garante ao Expresso que Rio percebeu que a situação acabaria por ser notada, pelo que preferiria oficializá-la no único momento disponível - já que só em Conselho Nacional o líder tem o poder de mudar a sua Comissão Permanente.

Mas a sugestão feita a Castro Almeida não teve resposta. Mais cedo veio a notícia do seu afastamento - o que deixou lastro de incómodo na São Caetano à Lapa. A versão noticiada dos motivos de Castro Almeida têm lado B, entre os mais chegados à direção de Rio: "Não é verdade que não se tenha discutido o resultado das europeias na Comissão Permanente; não é verdade que Rui Rio decida tudo sozinho e que não discuta os assuntos nas reuniões".

O caso dos professores é um dos motivos de tensão. Fonte próxima da direção diz que o "erro" que se cometeu foi apenas na comissão parlamentar, quando a deputada Margarida Mano "se esqueceu" de dizer - no fim das negociações na especialidade -, que o PSD só aprovaria a lei se estivesse explícito que a garantia da reposição dos nove anos de carreira só avançaria se houvesse condições financeiras. De resto, há quem garanta que nunca houve desalinho na direção do partido sobre o resto.

Mas a divulgação do afastamento não é surpresa, também, porque internamente já há meses que a direção de Rio tinha percebido as divergências estratégicas de Castro Almeida. Em fevereiro, numa das últimas entrevistas que concedeu, este tinha deixado cair várias frases que deixaram claro não haver uma sintonia. Por exemplo, dizendo isto: "Se o PSD não ganhar as eleições é porque somos incompetentes". E não respondendo se a direção se devia demitir em caso de derrota (o que. é sabido, Rio não dá por certo fazer).

"O pior é o momento escolhido para isto, numa semana em que o PSD marcou a atualidade - com as listas e o programa", diz a mesma fonte ao Expresso. "Mais uma vez, é uma forma de minar no nosso trabalho de preparação que durou meses e foi muito intensa", acrescenta, admitindo que exista um alinhamento do ainda vice com a linha mais crítica da liderança.

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