PSD-Lisboa teme que Leal Coelho dê maioria a Medina

11-11-2017
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Teresa Leal Coelho almoçou esta semana com Fernando Medina, e o resultado dessa conversa está a deixar o PSD-Lisboa à beira de um ataque de nervos. Nos bastidores do partido, é voz corrente que a candidata do PSD será o voto que falta a Medina no executivo municipal. O PS teve apenas oito vereadores, e para assegurar a maioria, precisa de nove ou, no mínimo, precisa de uma abstenção na oposição (em caso de empate, o presidente tem voto de qualidade).

Esta quarta-feira à noite, numa reunião da assembleia distrital de Lisboa, várias vozes denunciaram esse suposto acordo de Leal Coelho com Medina. A notícia caiu como uma bomba nas hostes sociais-democratas.

O Expresso confrontou esta manhã Leal Coelho com as informações que deixaram em choque o PSD-Lisboa. Por SMS, a ex-cabeça de lista do PSD negou qualquer entendimento com Medina. "Não! Não fiz nenhum acordo nem tão pouco negociei nada do género".

Fonte próxima de Fernando Medina deu ao Expresso a mesma garantia: "Isso é um disparate. Não há nenhhuma negociação com o PSD".

Apesar do desmentido, no PSD da capital, o entendimento, mesmo sem ser oficial, é já um dado adquirido. Questionados pelo Expresso, nem o presidente da distrital de Lisboa, Pedro Pinto, nem o cabeça de lista à Assembleia Municipal, José Eduardo Martins, são perentórios a negar um entendimento de Leal Coelho com Medina. Ambos se limitam a responder que não têm "conhecimento" de qualquer acordo.

À pergunta se admite qualquer tipo de entendimento que viabilize uma maioria a Medina, José Eduardo Martins respondeu ao Expresso "claro que não". E à pergunta se admite que um vereador do PSD venha a ser "muleta" de Medina, dá a mesma resposta: "Claro que não".

Assembleia distrital em polvorosa

Quarta-feira à noite, na primeira reunião da assembleia distrital do PSD depois das autárquicas – na qual Leal Coelho não tem assento – o ambiente era de polvorosa. Houve muitas críticas à campanha de Leal Coelho e à liderança distrital de Pedro Pinto. Nuno Morais Sarmento, Rodrigo Gonçalves e Pedro Rodrigues pediram mesmo a demissão de Pinto, eleito em julho.

O suposto acordo com Medina foi outro assunto quente da noite. Foi denunciado publicamente e várias vozes insurgiram-se contra a candidata escolhida para Lisboa por Pedro Passos Coelho.

Virgínia Estorninho, uma histórica do PSD-Lisboa e terceira candidata à Assembleia Municipal, foi uma das vozes que manifestaram o seu choque com a possibilidade de Leal Coelho ser o apoio que falta a Fernando Medina. "Não me candidatei para agora apoiar o Medina!", disse Estorninho, com todas as letras. Vítor Gonçalves, outro histórico do PSD-Lisboa e durante muitos anos deputado municipal, também se mostrou escandalizado com essa possibilidade. Também Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal, que foi n.º 2 da lista do PSD à Assembleia Municipal, tem sido muito ativo na denúncia do suposto acordo Leal Coelho/Medina.

Ainda esta manhã, Sofia Vala Rocha, a n.º 5 da lista de Leal Coelho, dava conta do clima no partido e escrevia no Facebook: "O PSD fez algum 'acordo' com Medina? Vai viabilizar-lhe o Executivo?". Recorde-se que Vala Rocha rompeu publicamente com Leal Coelho, ainda antes das eleições, com críticas muito duras à forma como a cabeça de lista conduziu a campanha.

Várias fontes sociais-democratas relataram ao Expresso que Teresa Leal Coelho terá admitido esse cenário depois das eleições. Tendo mesmo comunicado essa predisposição à terceira candidata da lista, Margarida Saavedra, que será a sua substituta sempre que Leal Coelho falte às reuniões do executivo municipal. Porém, também sobre esta questão Leal Coelho respondeu ao Expresso que "é mentira".

Teresa Leal Coelho almoçou esta semana com Fernando Medina, e o resultado dessa conversa está a deixar o PSD-Lisboa à beira de um ataque de nervos. Nos bastidores do partido, é voz corrente que a candidata do PSD será o voto que falta a Medina no executivo municipal. O PS teve apenas oito vereadores, e para assegurar a maioria, precisa de nove ou, no mínimo, precisa de uma abstenção na oposição (em caso de empate, o presidente tem voto de qualidade).

Esta quarta-feira à noite, numa reunião da assembleia distrital de Lisboa, várias vozes denunciaram esse suposto acordo de Leal Coelho com Medina. A notícia caiu como uma bomba nas hostes sociais-democratas.

O Expresso confrontou esta manhã Leal Coelho com as informações que deixaram em choque o PSD-Lisboa. Por SMS, a ex-cabeça de lista do PSD negou qualquer entendimento com Medina. "Não! Não fiz nenhum acordo nem tão pouco negociei nada do género".

Fonte próxima de Fernando Medina deu ao Expresso a mesma garantia: "Isso é um disparate. Não há nenhhuma negociação com o PSD".

Apesar do desmentido, no PSD da capital, o entendimento, mesmo sem ser oficial, é já um dado adquirido. Questionados pelo Expresso, nem o presidente da distrital de Lisboa, Pedro Pinto, nem o cabeça de lista à Assembleia Municipal, José Eduardo Martins, são perentórios a negar um entendimento de Leal Coelho com Medina. Ambos se limitam a responder que não têm "conhecimento" de qualquer acordo.

À pergunta se admite qualquer tipo de entendimento que viabilize uma maioria a Medina, José Eduardo Martins respondeu ao Expresso "claro que não". E à pergunta se admite que um vereador do PSD venha a ser "muleta" de Medina, dá a mesma resposta: "Claro que não".

Assembleia distrital em polvorosa

Quarta-feira à noite, na primeira reunião da assembleia distrital do PSD depois das autárquicas – na qual Leal Coelho não tem assento – o ambiente era de polvorosa. Houve muitas críticas à campanha de Leal Coelho e à liderança distrital de Pedro Pinto. Nuno Morais Sarmento, Rodrigo Gonçalves e Pedro Rodrigues pediram mesmo a demissão de Pinto, eleito em julho.

O suposto acordo com Medina foi outro assunto quente da noite. Foi denunciado publicamente e várias vozes insurgiram-se contra a candidata escolhida para Lisboa por Pedro Passos Coelho.

Virgínia Estorninho, uma histórica do PSD-Lisboa e terceira candidata à Assembleia Municipal, foi uma das vozes que manifestaram o seu choque com a possibilidade de Leal Coelho ser o apoio que falta a Fernando Medina. "Não me candidatei para agora apoiar o Medina!", disse Estorninho, com todas as letras. Vítor Gonçalves, outro histórico do PSD-Lisboa e durante muitos anos deputado municipal, também se mostrou escandalizado com essa possibilidade. Também Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal, que foi n.º 2 da lista do PSD à Assembleia Municipal, tem sido muito ativo na denúncia do suposto acordo Leal Coelho/Medina.

Ainda esta manhã, Sofia Vala Rocha, a n.º 5 da lista de Leal Coelho, dava conta do clima no partido e escrevia no Facebook: "O PSD fez algum 'acordo' com Medina? Vai viabilizar-lhe o Executivo?". Recorde-se que Vala Rocha rompeu publicamente com Leal Coelho, ainda antes das eleições, com críticas muito duras à forma como a cabeça de lista conduziu a campanha.

Várias fontes sociais-democratas relataram ao Expresso que Teresa Leal Coelho terá admitido esse cenário depois das eleições. Tendo mesmo comunicado essa predisposição à terceira candidata da lista, Margarida Saavedra, que será a sua substituta sempre que Leal Coelho falte às reuniões do executivo municipal. Porém, também sobre esta questão Leal Coelho respondeu ao Expresso que "é mentira".

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