A Ilusão da Visão: A escola de Paulo Portas

16-07-2018
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Em Esgueira, uma aluna agrediu uma professora. Paulo Portas não hesitou em enviar um comunicado sobre o caso concreto, afirmando que «na sociedade portuguesa está a perder-se o respeito por todas as funções da autoridade». O "respeitinho" é muito bonito.Paulo Portas vai ainda mais longe, defendendo que o CDS-PP «tinha razão quando defendeu que as agressões a professores deverão ser uma agravante em termos de processo penal».Sobre casos concretos que não conheço, nada posso dizer. Na generalidade, as agressões a professores ocorrem por alunos que não sentem a escola como algo seu, que não tem relação de pertença com a comunidade escolar. A hierarquização da escola, aulas expositivas e não participadas, conteúdos onde não cabe a cidadania, uma vida social muitas vezes também ela problemática são as raízes. Em suma, a autoridade e o respeitinho só agravam esse sentimento de não pertença aquela comunidade. Antes de mais é necessário evitar estas situações e melhorar a escola com medidas integrativas, com partilha de responsabilidades entre professores e alunos e através da dinamização de uma cidadania inclusiva. E, perante um caso de agressão, não é certamente por punir severamente e desistir da criança que se constrói uma sociedade e uma escola melhor e mais justa.Porém, o corajoso Portas que exige uma punição mais gravosa para a agressora de 13 anos revela-se pelo silêncio. Numa escola em Barcelos, 17 alunos ciganos estão numa turma à parte e, que ao contrário dos seus colegas, tem aulas num contentor. Sobre isto, todos os partidos da oposição parlamentar exigiram esclarecimentos à ministra, todos excepto o CDS-PP. Etiquetas: Aveiro, CDS-PP, Educação

Em Esgueira, uma aluna agrediu uma professora. Paulo Portas não hesitou em enviar um comunicado sobre o caso concreto, afirmando que «na sociedade portuguesa está a perder-se o respeito por todas as funções da autoridade». O "respeitinho" é muito bonito.Paulo Portas vai ainda mais longe, defendendo que o CDS-PP «tinha razão quando defendeu que as agressões a professores deverão ser uma agravante em termos de processo penal».Sobre casos concretos que não conheço, nada posso dizer. Na generalidade, as agressões a professores ocorrem por alunos que não sentem a escola como algo seu, que não tem relação de pertença com a comunidade escolar. A hierarquização da escola, aulas expositivas e não participadas, conteúdos onde não cabe a cidadania, uma vida social muitas vezes também ela problemática são as raízes. Em suma, a autoridade e o respeitinho só agravam esse sentimento de não pertença aquela comunidade. Antes de mais é necessário evitar estas situações e melhorar a escola com medidas integrativas, com partilha de responsabilidades entre professores e alunos e através da dinamização de uma cidadania inclusiva. E, perante um caso de agressão, não é certamente por punir severamente e desistir da criança que se constrói uma sociedade e uma escola melhor e mais justa.Porém, o corajoso Portas que exige uma punição mais gravosa para a agressora de 13 anos revela-se pelo silêncio. Numa escola em Barcelos, 17 alunos ciganos estão numa turma à parte e, que ao contrário dos seus colegas, tem aulas num contentor. Sobre isto, todos os partidos da oposição parlamentar exigiram esclarecimentos à ministra, todos excepto o CDS-PP. Etiquetas: Aveiro, CDS-PP, Educação

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