Vou Beber Café

27-06-2020
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Local: Centro Cultural do Cartaxo. Evento: Congresso da Federação
Distrital de Santarém do Partido Socialista. Na sessão final, depois dos
discursos da praxe e antes do pessoal sair da sala, há um momento musical. 

Ao ouvir os primeiros acordes, apanhado de surpresa, olho para os papéis que trazia comigo e para os
rostos de quem está na mesa. Confirma-se, não me enganei na sala nem no evento.
Trata-se, realmente, de um congresso do PS e não do PCP. 

Só que, com aquela música, qualquer um fica com dúvidas. Em coro,
entusiasmados e muitos deles de braço no ar, entoam “A Internacional”. Estão muito à esquerda por estes dias, os
socialistas. Pelo menos, no que às escolhas musicais diz respeito, pois desde
os tempos de Guterres, que era mais habitual ouvir Vangelis nestes encontros.

Mas, obviamente, que depois da Internacional e a fechar o evento,
cantou-se o hino nacional. Enfim, uns cantaram, outros fingiram e outros nem
sequer tentaram. Se calhar, não era má ideia o re-eleito líder distrital,
António Gameiro, começar a enviar um e-mail com a letra do hino nacional aos
seus camaradas antes de se realizarem estas sessões. 

(Opinião, Jorge Eusébio)

Local: Centro Cultural do Cartaxo. Evento: Congresso da Federação
Distrital de Santarém do Partido Socialista. Na sessão final, depois dos
discursos da praxe e antes do pessoal sair da sala, há um momento musical. 

Ao ouvir os primeiros acordes, apanhado de surpresa, olho para os papéis que trazia comigo e para os
rostos de quem está na mesa. Confirma-se, não me enganei na sala nem no evento.
Trata-se, realmente, de um congresso do PS e não do PCP. 

Só que, com aquela música, qualquer um fica com dúvidas. Em coro,
entusiasmados e muitos deles de braço no ar, entoam “A Internacional”. Estão muito à esquerda por estes dias, os
socialistas. Pelo menos, no que às escolhas musicais diz respeito, pois desde
os tempos de Guterres, que era mais habitual ouvir Vangelis nestes encontros.

Mas, obviamente, que depois da Internacional e a fechar o evento,
cantou-se o hino nacional. Enfim, uns cantaram, outros fingiram e outros nem
sequer tentaram. Se calhar, não era má ideia o re-eleito líder distrital,
António Gameiro, começar a enviar um e-mail com a letra do hino nacional aos
seus camaradas antes de se realizarem estas sessões. 

(Opinião, Jorge Eusébio)

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