As autárquicas ficam marcadas no distrito de Santarém pela “notável” maioria de Moita Flores em Santarém, por uma autarquia monocolor (Golegã, PS), por um executivo «ingovernável» em Tomar e pela mudança de quatro autarquias.
Foi quase no final da contagem dos votos que o PS confirmou a passagem do “bastião laranja” de Ourém para as suas hostes, coroando o “tudo por tudo” do presidente da distrital socialista, Paulo Fonseca, para tirar ao PSD um concelho cujo eleitorado era tido por fiel por este partido.
O PS conquistou também a câmara de Alcanena, através da ex-deputada Fernanda Asseiceira, mas perdeu em Alpiarça e Rio Maior.
Silvino Sequeira, que esteve à frente da autarquia riomaiorense 24 anos, perdeu contra a presidente de junta Isaura Morais, do PSD. A CDU conseguiu uma reconquista significativa em Alpiarça, o que levou Jerónimo de Sousa, líder do PCP, a comemorar a vitória naquele local.
A noite eleitoral fica ainda marcada no distrito pela eleição de um município monocolor na Golegã, com o médico independente Veiga Maltez a fazer o “pleno” dos cinco eleitos (PS) no executivo, e pelo que pode vir a ser uma autarquia “ingovernável”, Tomar.
O PSD teve a maior percentagem neste concelho (34,96 por cento, três mandatos), mas não consegue a maioria, já que o PS e os Independentes por Tomar conseguem, juntos, ter quatro mandatos.
O independente reeleito pelo PS em Coruche, Dionísio Mendes, mantém a confortável maioria na Câmara, conseguindo destronar a CDU da Assembleia Municipal.
Em Salvaterra de Magos, a independente Ana Cristina Ribeiro manteve a maioria na Câmara (46,08 por cento, quatro mandatos) para o BE, mas perdeu na Assembleia Municipal, onde conseguiu eleger nove deputados, contra os sete do PS, três do PSD e um da CDU.
Na Câmara de Santarém, Moita Flores – que no executivo anterior teve de contar com a eleita da CDU, entretanto desvinculada do PCP, para conseguir aprovar muitos dos seus projectos – venceu por 64,21 por cento e elegeu sete mandatos contra apenas dois do PS (que tinha quatro eleitos).
Apesar de todas as polémicas e dissidências no PS local, este partido conseguiu manter intocável a maioria em Almeirim, concelho onde o PSD perde o seu único eleito a favor do Movimento Independente liderado pelo ex-vice de Sousa Gomes.
(TSF)
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As autárquicas ficam marcadas no distrito de Santarém pela “notável” maioria de Moita Flores em Santarém, por uma autarquia monocolor (Golegã, PS), por um executivo «ingovernável» em Tomar e pela mudança de quatro autarquias.
Foi quase no final da contagem dos votos que o PS confirmou a passagem do “bastião laranja” de Ourém para as suas hostes, coroando o “tudo por tudo” do presidente da distrital socialista, Paulo Fonseca, para tirar ao PSD um concelho cujo eleitorado era tido por fiel por este partido.
O PS conquistou também a câmara de Alcanena, através da ex-deputada Fernanda Asseiceira, mas perdeu em Alpiarça e Rio Maior.
Silvino Sequeira, que esteve à frente da autarquia riomaiorense 24 anos, perdeu contra a presidente de junta Isaura Morais, do PSD. A CDU conseguiu uma reconquista significativa em Alpiarça, o que levou Jerónimo de Sousa, líder do PCP, a comemorar a vitória naquele local.
A noite eleitoral fica ainda marcada no distrito pela eleição de um município monocolor na Golegã, com o médico independente Veiga Maltez a fazer o “pleno” dos cinco eleitos (PS) no executivo, e pelo que pode vir a ser uma autarquia “ingovernável”, Tomar.
O PSD teve a maior percentagem neste concelho (34,96 por cento, três mandatos), mas não consegue a maioria, já que o PS e os Independentes por Tomar conseguem, juntos, ter quatro mandatos.
O independente reeleito pelo PS em Coruche, Dionísio Mendes, mantém a confortável maioria na Câmara, conseguindo destronar a CDU da Assembleia Municipal.
Em Salvaterra de Magos, a independente Ana Cristina Ribeiro manteve a maioria na Câmara (46,08 por cento, quatro mandatos) para o BE, mas perdeu na Assembleia Municipal, onde conseguiu eleger nove deputados, contra os sete do PS, três do PSD e um da CDU.
Na Câmara de Santarém, Moita Flores – que no executivo anterior teve de contar com a eleita da CDU, entretanto desvinculada do PCP, para conseguir aprovar muitos dos seus projectos – venceu por 64,21 por cento e elegeu sete mandatos contra apenas dois do PS (que tinha quatro eleitos).
Apesar de todas as polémicas e dissidências no PS local, este partido conseguiu manter intocável a maioria em Almeirim, concelho onde o PSD perde o seu único eleito a favor do Movimento Independente liderado pelo ex-vice de Sousa Gomes.
(TSF)