Sindicato acha "vergonhosas" palavras do ministro sobre professores que lecionam sem ganhar

01-10-2019
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Para o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), as palavras do ministro Manuel Heitor são “vergonhosas”, quando considerou normal que se lecione no ensino superior sem receber qualquer remuneração.

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) - a maior associação sindical de docentes do ensino superior e investigadores, independente de qualquer central sindical - rejeita completamente as afirmações do ministro Manuel Heitor, que não só se recusou a promover imediatamente uma investigação rigorosa aos casos denunciados pelos órgãos de comunicação social, como procurou branquear situações ilegais, que promovem uma visão de sociedade baseada no trabalho não remunerado”, lê-se num comunicado da estrutura sindical.

Pela sua “particular gravidade”, defende o SNESup, as declarações do ministro “obrigam a uma reação dos diversos partidos políticos”.

A legitimação do trabalho sem remuneração como "normal e saudável" não pode passar em claro a nenhum partido, menos ainda num Governo que assenta em acordos contra a precariedade. Da esquerda à direita estas são declarações demasiado graves e que só podem merecer rejeição e repúdio”, criticou o sindicato.

"Tranquilo" porque "é normal"

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse na quarta-feira estar "tranquilo" e considerou que a situação de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração "é normal". Segundo Manuel Heitor, essa prática não é exclusiva de Portugal.

Em todo o mundo as instituições do ensino superior colaboram com técnicos, peritos e especialistas que não são pagos apenas no contexto das instituições", notou então Manuel Heitor.

Em causa está um artigo do Jornal de Notícias dando conta de que os reitores das universidades estão a contratar docentes e investigadores para dar aulas, mas sem receber qualquer remuneração.

Também o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Cunha considerou que a existência de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração é uma “situação pontual, está prevista na lei e não tem por objetivo a redução de custos”.

Sindicato fala de "claras ilegalidades"

Contestando as palavras de Manuel Heitor e de António Cunha, o SNESup afirma ter "recebido mensagens de membros da comunidade académica que rejeitam em absoluto as declarações do ministro e do Presidente do Conselho de Reitores, que têm vindo a ser classificadas como vergonhosas”.

O SNESup diz ter recolhido “documentos oficiais” que comprovam “claras ilegalidades” nas instituições, de casos que “não se enquadram na legislação vigente”.

Entre as denúncias recebidas relativas à Universidade do Porto, nenhum dos casos cumpre os Estatutos da Carreira Universitária, a qual “restringe a possibilidade de colaboração voluntária a colaborações entre instituições de ensino superior”. E dizem haver mesmo violação do "Código do Trabalho, que estabelece não só o princípio da retribuição, como de uma retribuição mínima (salário mínimo)”.

Na Universidade Nova de Lisboa surge uma igual violação, sendo que se tratam de casos em que bolseiros são "convidados" a lecionar integralmente unidades curriculares. Não se tratam de casos pontuais, ou de duração muito curta”, acrescenta o comunicado.

Para o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), as palavras do ministro Manuel Heitor são “vergonhosas”, quando considerou normal que se lecione no ensino superior sem receber qualquer remuneração.

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) - a maior associação sindical de docentes do ensino superior e investigadores, independente de qualquer central sindical - rejeita completamente as afirmações do ministro Manuel Heitor, que não só se recusou a promover imediatamente uma investigação rigorosa aos casos denunciados pelos órgãos de comunicação social, como procurou branquear situações ilegais, que promovem uma visão de sociedade baseada no trabalho não remunerado”, lê-se num comunicado da estrutura sindical.

Pela sua “particular gravidade”, defende o SNESup, as declarações do ministro “obrigam a uma reação dos diversos partidos políticos”.

A legitimação do trabalho sem remuneração como "normal e saudável" não pode passar em claro a nenhum partido, menos ainda num Governo que assenta em acordos contra a precariedade. Da esquerda à direita estas são declarações demasiado graves e que só podem merecer rejeição e repúdio”, criticou o sindicato.

"Tranquilo" porque "é normal"

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse na quarta-feira estar "tranquilo" e considerou que a situação de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração "é normal". Segundo Manuel Heitor, essa prática não é exclusiva de Portugal.

Em todo o mundo as instituições do ensino superior colaboram com técnicos, peritos e especialistas que não são pagos apenas no contexto das instituições", notou então Manuel Heitor.

Em causa está um artigo do Jornal de Notícias dando conta de que os reitores das universidades estão a contratar docentes e investigadores para dar aulas, mas sem receber qualquer remuneração.

Também o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Cunha considerou que a existência de docentes a trabalhar nas faculdades sem remuneração é uma “situação pontual, está prevista na lei e não tem por objetivo a redução de custos”.

Sindicato fala de "claras ilegalidades"

Contestando as palavras de Manuel Heitor e de António Cunha, o SNESup afirma ter "recebido mensagens de membros da comunidade académica que rejeitam em absoluto as declarações do ministro e do Presidente do Conselho de Reitores, que têm vindo a ser classificadas como vergonhosas”.

O SNESup diz ter recolhido “documentos oficiais” que comprovam “claras ilegalidades” nas instituições, de casos que “não se enquadram na legislação vigente”.

Entre as denúncias recebidas relativas à Universidade do Porto, nenhum dos casos cumpre os Estatutos da Carreira Universitária, a qual “restringe a possibilidade de colaboração voluntária a colaborações entre instituições de ensino superior”. E dizem haver mesmo violação do "Código do Trabalho, que estabelece não só o princípio da retribuição, como de uma retribuição mínima (salário mínimo)”.

Na Universidade Nova de Lisboa surge uma igual violação, sendo que se tratam de casos em que bolseiros são "convidados" a lecionar integralmente unidades curriculares. Não se tratam de casos pontuais, ou de duração muito curta”, acrescenta o comunicado.

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