Negrão diz que “a realidade não nos deixa descansados”, Cristas que “é preciso fazer mais do que já foi feito”

18-06-2018
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O líder da bancada social democrata disse em Vila Facaia que serão precisas duas décadas de políticas de aproximação para equilibrar o desenvolvimento do interior com o litoral. No mesmo sentido, a líder centrista, Assunção Cristas, defendeu que este trabalho "nunca está feito, é preciso continuar sempre a fazer e sempre a lembrar".

"Há um problema desproporcional entre o litoral e o interior e só uma razão para isso: esquecemo-nos do interior do país", referiu Fernando Negrão, em Vila Facaia, onde participou numa missa em memória das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande.

Aos jornalistas, reforçou a ideia de que este domingo “é dia para lamentar o que aconteceu há um ano, recordar o que se passou para que não se repita e para prestar homenagem aos que faleceram e aos que enfrentaram o drama dos incêndios”, mas deixou escapar que “basta ler a imprensa do fim de semana para ver que o que se fez foi muito pouco”.

Para o líder da bancada social democrata, o esquecimento a que o interior foi votado “é a causa disto tudo e, portanto, precisamos de mudar de atitude relativamente a esta situação, precisamos de ter políticas para o interior do país que fixem as pessoas”.

“O país não pode responder na totalidade [com medidas] nos próximos anos, mas têm de haver uma ou duas décadas de políticas de aproximação do desenvolvimento do interior com o litoral e isso tem de ser calendarizado e ter consenso e, principalmente, efetiva vontade política, que não tem acontecido”, salientou.

O deputado social-democrata considera que, “de uma vez por toda, temos de começar a olhar para o interior de outra forma”, referindo que as coisas já mudaram no último ano “com um motor que tem sido o Presidente da República, que está presente em todas as horas que o povo do interior precisou e precisa e que tem puxado os partidos políticos para as políticas do interior”.

Fernando Negrão disse ainda que a realidade não “nos deixa descansados” e que se deve manter o alerta para que não aconteçam tragédias iguais às de 2017. Contudo, reconhece que os portuguesas estão “mais conscientes, e isso é uma ajuda, e um bocadinho nada mais preparados”.

É preciso continuar trabalho, diz líder do CDS-PP

A líder centrista, Assunção Cristas foi perentória ao afirmar em Pedrógão Grande que o trabalho político de proximidade perante as vítimas da tragédia "nunca está feito" e é preciso continuá-lo.

"A verdade é que este trabalho de proximidade nunca está feito, é preciso continuar sempre a fazer e sempre a lembrar", disse Assunção Cristas aos jornalistas, à margem da cerimónia de homenagem às vítimas do incêndio de junho de 20127, na igreja matriz de Pedrógão Grande.

À chegada à igreja, a líder centrista conversou com algumas pessoas, uma das quais disse que a população está "esquecida". Cristas referiu aos jornalistas que a resposta a quem se sente esquecido e abandonado é estar presente naquele município do interior do distrito de Leiria e na região circundante afetada pelo incêndio.

"Vindo cá e estando cá muitas vezes, que foi o que fiz durante este ano, cumprindo e superando o meu compromisso de vir cá a cada dois meses. Num ano estive nove vezes em Pedrógão e na região, fazendo visitas sempre diferentes, mantendo o compromisso de vir sempre cá, por um lado, e levar sempre questões para Lisboa, para propor ao parlamento, perguntar ao Governo, para pressionar", sublinhou.

Assunção Cristas fez questão de salientar, entre outros temas, que os feridos graves foram indemnizados "muito por pressão do CDS", na sequência de uma das visitas à zona, em que se encontrou com vítimas que ficaram gravemente feridas.

Sobre o dia de hoje (domingo), em que acontecem diversas homenagens às vítimas, Assunção Cristas disse que é um dia para rezar e apoiar as famílias: "E dar o apoio, que eu sei que é pouco, mas é o apoio que podemos dar com a nossa presença".

Na cerimónia na igreja matriz de Pedrógão Grande participam, igualmente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, entre outros responsáveis políticos.

Em 17 de junho de 2017, as chamas que deflagraram no município de Pedrógão Grande, no interior do distrito de Leiria, e que alastraram a concelhos vizinhos, fizeram 66 mortos e 253 feridos, atingiram cerca de meio milhar de casas e quase 50 empresas, e devastaram 53 mil hectares de território, 20 mil hectares dos quais de floresta.

O líder da bancada social democrata disse em Vila Facaia que serão precisas duas décadas de políticas de aproximação para equilibrar o desenvolvimento do interior com o litoral. No mesmo sentido, a líder centrista, Assunção Cristas, defendeu que este trabalho "nunca está feito, é preciso continuar sempre a fazer e sempre a lembrar".

"Há um problema desproporcional entre o litoral e o interior e só uma razão para isso: esquecemo-nos do interior do país", referiu Fernando Negrão, em Vila Facaia, onde participou numa missa em memória das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande.

Aos jornalistas, reforçou a ideia de que este domingo “é dia para lamentar o que aconteceu há um ano, recordar o que se passou para que não se repita e para prestar homenagem aos que faleceram e aos que enfrentaram o drama dos incêndios”, mas deixou escapar que “basta ler a imprensa do fim de semana para ver que o que se fez foi muito pouco”.

Para o líder da bancada social democrata, o esquecimento a que o interior foi votado “é a causa disto tudo e, portanto, precisamos de mudar de atitude relativamente a esta situação, precisamos de ter políticas para o interior do país que fixem as pessoas”.

“O país não pode responder na totalidade [com medidas] nos próximos anos, mas têm de haver uma ou duas décadas de políticas de aproximação do desenvolvimento do interior com o litoral e isso tem de ser calendarizado e ter consenso e, principalmente, efetiva vontade política, que não tem acontecido”, salientou.

O deputado social-democrata considera que, “de uma vez por toda, temos de começar a olhar para o interior de outra forma”, referindo que as coisas já mudaram no último ano “com um motor que tem sido o Presidente da República, que está presente em todas as horas que o povo do interior precisou e precisa e que tem puxado os partidos políticos para as políticas do interior”.

Fernando Negrão disse ainda que a realidade não “nos deixa descansados” e que se deve manter o alerta para que não aconteçam tragédias iguais às de 2017. Contudo, reconhece que os portuguesas estão “mais conscientes, e isso é uma ajuda, e um bocadinho nada mais preparados”.

É preciso continuar trabalho, diz líder do CDS-PP

A líder centrista, Assunção Cristas foi perentória ao afirmar em Pedrógão Grande que o trabalho político de proximidade perante as vítimas da tragédia "nunca está feito" e é preciso continuá-lo.

"A verdade é que este trabalho de proximidade nunca está feito, é preciso continuar sempre a fazer e sempre a lembrar", disse Assunção Cristas aos jornalistas, à margem da cerimónia de homenagem às vítimas do incêndio de junho de 20127, na igreja matriz de Pedrógão Grande.

À chegada à igreja, a líder centrista conversou com algumas pessoas, uma das quais disse que a população está "esquecida". Cristas referiu aos jornalistas que a resposta a quem se sente esquecido e abandonado é estar presente naquele município do interior do distrito de Leiria e na região circundante afetada pelo incêndio.

"Vindo cá e estando cá muitas vezes, que foi o que fiz durante este ano, cumprindo e superando o meu compromisso de vir cá a cada dois meses. Num ano estive nove vezes em Pedrógão e na região, fazendo visitas sempre diferentes, mantendo o compromisso de vir sempre cá, por um lado, e levar sempre questões para Lisboa, para propor ao parlamento, perguntar ao Governo, para pressionar", sublinhou.

Assunção Cristas fez questão de salientar, entre outros temas, que os feridos graves foram indemnizados "muito por pressão do CDS", na sequência de uma das visitas à zona, em que se encontrou com vítimas que ficaram gravemente feridas.

Sobre o dia de hoje (domingo), em que acontecem diversas homenagens às vítimas, Assunção Cristas disse que é um dia para rezar e apoiar as famílias: "E dar o apoio, que eu sei que é pouco, mas é o apoio que podemos dar com a nossa presença".

Na cerimónia na igreja matriz de Pedrógão Grande participam, igualmente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, entre outros responsáveis políticos.

Em 17 de junho de 2017, as chamas que deflagraram no município de Pedrógão Grande, no interior do distrito de Leiria, e que alastraram a concelhos vizinhos, fizeram 66 mortos e 253 feridos, atingiram cerca de meio milhar de casas e quase 50 empresas, e devastaram 53 mil hectares de território, 20 mil hectares dos quais de floresta.

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