Rodrigo Adão da Fonseca

31-07-2017
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O confisco da morte

On Julho 24, 2017Julho 24, 2017 By Rodrigo Adão da FonsecaIn Diversos4 comentários

Quando os jornais tinham relevância, sabíamos das mortes pelas páginas da necrologia, ou simplesmente pela conversa da vizinha. O anúncio da morte não era algo que estivesse na disposição do burocrata, ou que tivesse de ser interpretada ao abrigo de uma qualquer novilíngua processual. Agora, as mortes são anunciadas pelo Ministério Público, e estão sujeitas – pasme-se – a “segredo de justiça”. Alguém me explica qual a razão jurídica que justifica que o anúncio da morte possa ser confiscado e silenciado?
Saber a real dimensão do desastre de Pedrógão, para lá das minudências burocráticas ou do newspeak orwelliano que pelos vistos capturou os poderes tradicionais do nosso sistema democrático, tornou-se um imperativo de liberdade. O jornalismo tem uma boa oportunidade para mostrar aos cidadãos que, perante a captura dos poderes tradicionais, enredados num duplopensar completamente oco, ainda tem capacidade de ser Quarto Poder, vital para o saudável funcionamento de uma sociedade livre.

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On Julho 24, 2017Julho 24, 2017 By Rodrigo Adão da FonsecaIn Diversos4 comentários

Quando os jornais tinham relevância, sabíamos das mortes pelas páginas da necrologia, ou simplesmente pela conversa da vizinha. O anúncio da morte não era algo que estivesse na disposição do burocrata, ou que tivesse de ser interpretada ao abrigo de uma qualquer novilíngua processual. Agora, as mortes são anunciadas pelo Ministério Público, e estão sujeitas – pasme-se – a “segredo de justiça”. Alguém me explica qual a razão jurídica que justifica que o anúncio da morte possa ser confiscado e silenciado?
Saber a real dimensão do desastre de Pedrógão, para lá das minudências burocráticas ou do newspeak orwelliano que pelos vistos capturou os poderes tradicionais do nosso sistema democrático, tornou-se um imperativo de liberdade. O jornalismo tem uma boa oportunidade para mostrar aos cidadãos que, perante a captura dos poderes tradicionais, enredados num duplopensar completamente oco, ainda tem capacidade de ser Quarto Poder, vital para o saudável funcionamento de uma sociedade livre.

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