"..., porque tu cresces em Arte!": Visita de Estudo à "Igreja de São Francisco"

21-12-2019
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No âmbito do tema Património Cultural e Artístico, abordado na componente vocacional de Artes e Ofícios, no passado dia 11 de fevereiro, do ano letivo
de 2014-2015, a nossa turma, 9ºA, do curso vocacional “Vocação +”, realizou uma
visita de estudo à Igreja de São
Francisco, para obter mais informações sobre este edifício, que faz parte
do Património material e local, e
para ficarmos a conhecê-lo melhor. 

A
Igreja de São Francisco situa-se na freguesia
de Real (recentemente denominada união das freguesias de Real, Dume e
Semelhe), na cidade de Braga,
pertencente ao concelho e distrito de Braga,
tendo como morada o largo de São
Francisco. Este edifício pertence ao “estilo
barroco inicial maneirista-joanino”, visível na sua fachada. A data de início de construção desta igreja
foi a 18 de junho de 1728, na primeira metade do séc. XVIII, e teve como patrono D. Rodrigo de Moura Teles,
arcebispo de Braga (1704-1728).

Carlos Moutinho
Vista panorâmica do largo de São Francisco

A função atual
da Igreja de São Francisco é
religiosa e cultural. Religiosa, porque é igreja paroquial, onde se realizam casamentos, batizados,
comunhões, funerais e missas. Cultural, porque consta dos roteiros das visitas de “Braga visigótica e barroca”.

Podemos referir algumas curiosidades sobre este
edifício, como por exemplo o nome dado à Igreja “São Francisco” que se deve aos
religiosos capuchos “frades franciscanos” que habitaram o convento. 

Bruna Vidrago

Fachada da Igreja de São Francisco - Braga

Em aulas
anteriores, para obtermos informações concretas sobre a Igreja de São
Francisco, fizemos pesquisa em livros,
na biblioteca da nossa escola. 

Outras informações foram-nos dadas pelos nossos monitores que participaram numa dessas aulas,
partilhando conhecimentos que já tinham. Obtivemos ainda informações
complementares transmitidas pela nossa professora que, além de ter pesquisado
connosco, também entrevistou o padre Hermenegildo Faria, pároco da Igreja de S.
Francisco que colaborou e prestou a ajuda solicitada. O conjunto de todas estas
informações foram muito importantes para a elaboração do “Guião de análise” que
a nossa professora compilou.

Este guião é composto por várias questões às quais tivemos de responder, durante a visita de estudo. Desta maneira, conseguimos, de uma forma organizada, registar dados relevantes sobre o local que visitamos.

Guião de análise do edifício

Dia da visita de estudo à Igreja de São Francisco - 11 de fevereiro de 2015.

Nesta
visita fomos acompanhados pela
professora da área vocacional de Artes
e Ofícios, Augusta Lima, e pelos respetivos monitores das entidades
acolhedoras da prática simulada, nomeadamente o Sr. Arlindo Silva e o professor
Rui Silva.

Entramos para a igreja pelo
lado esquerdo da sua fachada e O Sr. Carvalho abriu a porta de acesso ao interior da Igreja

Dirigimo-nos em direção ao
altar principal, pela nave central, e sentámo-nos nos lugares da frente. 

Com a ajuda da nossa professora e dos monitores iniciámos o preenchimento do Guião de Análise, registando informações sobre os elementos  de maior interesse do interior da Igreja de São Francisco e relacionados com os materiais e as técnicas que temos vindo a aprender em Prática Simulada.

Voltados
para o presbitério pudemos observar a
tribuna de rica talha dourada, com
duas colunas “torcicoladas” em realce e, em cima e ao centro, a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Tribuna de rica talha dourada

Ladeiam o
altar principal dois Serafins. As
paredes estão revestidas de painéis de
azulejo de cor azul e ocre. 

De
ambos os lados observámos dois púlpitos policromados parcialmente dourados.

Na parte inferior, logo abaixo do presbitério, junto
aos bancos onde nos sentámos, pudemos observar de um lado o nicho do “Coração de Maria” e do outro lado o
nicho do “Coração de Jesus”.

 Nicho do “Coração de Maria”

Nicho do “Coração de Jesus”

Situados na nave central e de
frente para o altar-mor observamos quatro retábulos em
talha dourada: do lado esquerdo, o
retábulo da “Sagrada Família” e o “Altar colateral de Santo António”. Do lado direito, o retábulo de “Nossa Senhora das Dores” e o “Altar colateral de São Domingos”.  

Retábulo da Sagrada Família

Altar colateral de Santo António

Retábulo de Nossa Senhora das Dores

Altar colateral de São Domingos

Destacamos os dois alterais colaterais, o de “São Domingos” e o de “Santo António”, particularmente pelos ricos retábulos de talha dourada e,
porque foi sobre estes dois retábulos em particular que os nossos monitores de prática simulada se debruçaram. 

Explicaram-nos a técnica
utilizada para a aplicação da folha de
ouro sobre a talha de madeira e mostraram-nos os materiais necessários. 

Monitor Rui Silva

Folha de ouro fino 23 3/4 de quilate

Coxim, pigmentos, pincéis pêlo de marta, cola de coelho,...

Monitor Arlindo Silva

Cola de coelho

Coxim, folha de ouro fino e faca de dourar

Coluna em bolo (renascença), trincha e folha de ouro fino

Muitos destes materiais já são nossos conhecidos, e
alguns já os usámos nas aulas de prática simulada.

Identificação de materiais utilizados e das técnicas associadas

No fim da explicação dos monitores, fomos visitar a Sacristia cujo acesso é feito
através de um estreito corredor. Neste espaço, deparámo-nos com três peças de elevado valor material e artístico.

A primeira, a “Sagrada
Custódia”, de tamanho grande, dentro de uma vitrina.

A segunda, uma pintura denominada “Santo António dos Milagres”, cujo restauro
fora recentemente efetuado pelo nosso monitor Rui Silva e, de ressalvar a
curiosidade relativa à moldura que enquadra esta pintura, porque também foi
restaurada pelo seu próprio pai!

A terceira, a imagem de “Nossa Senhora dos Remédios”.

À entrada da Sacristia
destaca-se um brasão da “Ordem de São Francisco”.

Neste
espaço, de frente, é de destacar um altar
barroco, em talha, encimado por uma cruz, com a imagem de Jesus Cristo
crucificado. Num dos lados pudemos apreciar o famoso “Relicário de talha dourada policromada” sobre um “Arcaz quinhentista”.

Sacristia

Altar barroco com imagem de Jesus Cristo crucificado

Relicário de talha dourada policromada sobre Arcaz renascentista

À saída da Sacristia

Após a visita à Sacristia
descemos o corredor central da igreja (nave principal), deparando-se-nos, ao fundo, um grande arco abatido, que remata o varandim do coro alto e
emoldura o “Guarda-vento”.

Arco abatido

Marco Barbosa

Varandim do coro alto

Orgão de caixa de talha dourada

Por debaixo do orgão de caixa de talha dourada, um gradeamento seguido de escadas iria
conduzir-nos ao interior da capela de
São Frutuoso, datada do séc. VII,
no período visigótico.

Mas
antes de subirmos as escadas,
pudemos contemplar a estátua de S.
Frutuoso sobre uma pequena urna
que se destaca na parede, e vê-la em pormenor. Este objeto contém as relíquias de São Frutuoso, transladadas para a Igreja de
São Francisco em 16-04-1967, as quais tinham sido levadas para Santiago de
Compostela, por ordem de D. Diogo Gelmires, em 1102. 

Relíquias de São Frutuoso

Curiosidade: a Igreja de São
Francisco é contígua à capela de São Frutuoso, declarada como “Monumento
Nacional”, por decreto Nº 33587, de 27/03/1944 (há 71 anos!).

Acesso à Capela de São Frutuoso

Subindo as escadas de pedra, deparámo-nos de frente com uma estátua maior de São Frutuoso e várias colunas estreitas, terminadas em arco, que formam o mausoléu.

Entrada na Capela de São Frutuoso

Imagem de São Frutuoso

Colunas estreitas terminadas em arco

Saída da Capela de São Frutuoso

À saída da Capela para o
exterior, do
lado direito, tivemos acesso à entrada do coro.

Saída da Capela de São Frutuoso

O acesso ao coro é feito
por escadas, ao qual acedemos através de uma porta, sendo este o
único acesso. Realça-se o “Cadeiral
quinhentista” que veio da Sé de Braga, em 1739.

Entre outros elementos também se destacam um janelão com caixilhos de vidro, cujo centro está ornamentado com
uma grande cruz de vidro vermelho. 

A
vista panorâmica do coro alto é muito bonita. Desde o teto em arcos, à sanefa
central em talha “recortada”, aos pormenores do órgão, recentemente restaurado e em pleno funcionamento, percebe-se a singularidade da Igreja de São Francisco. 

Orgão 

Saída do coro

Curiosodade: à saída do coro deparámo-nos com uma
grande parede que tem à vista os vestígios de remoção da torre
sineira. A
Torre dos dois sinos, de tamanhos diferentes, outrora, encontrava-se situada à frente da capela de São
Frutuoso, tapando-a. Por este motivo foi movida para o sítio atual.

Caminhámos em direção ao
edifício em ruínas, o Convento de São
Francisco...

Curiosidade: o nome dado à igreja “São Francisco” deve-se aos
religiosos capuchos “frades franciscanos” que habitaram o convento. 

Ruínas do Convento de São Francisco

Contornando as faces da Capela de São Frutuoso, observámos um sarcófago, onde provavelmente repousaram os restos mortais de São Frutuoso, antes de serem “furtados” para Santiago de Compostela. 

À esquerda, Capela de São Frutuoso; ao centro, Igreja de São Francisco e
à direita, Ruínas do Convento de São Francisco

Descemos as escadas para um átrio onde está exposta
uma maqueta da Capela de São Frutuoso
que despertou a curiosidade de todos. 

Maqueta da Capela de São Frutuoso

Neste átrio existe por uma porta que dá acesso ao corredor da Sacristia, da Igreja de São Francisco.

No regresso, subimos as escadas e
fizemos o percurso inverso. 

Entramos novamente na Capela de São Frutuoso para acedermos ao interior da Igreja de São Francisco para dela sairmos pela entrada principal.

Aqui deparámo-nos com o “Guarda-vento”, em madeira pintada e dourada, com caixilhos de
vidro. 

Guarda-vento de madeira pintada e dourada, com caixilhos de vidro

Através das suas portas laterais saímos da Igreja para o átrio.

Neste átrio, o
Sr. Carvalho abriu cada um dos dois nichos existentes lateralmente. 

De frente para a porta de entrada principal, do lado esquerdo, no nicho do “Senhor dos Remédios” observamos a imagem de Jesus Cristo na cruz, com um braço descaído sobre os ombros da imagem de São Francisco. 

Pintura do cenário de autoria do monitor Sr. Arlindo Silva

A expressão do rosto de Jesus é muito realista e expressiva. 

Do
lado direito, encontra-se o nicho do “Senhor
dos Passos”. 

Nicho do "Senhor dos Passos"

Pintura da imagem de autoria do monitor Sr. Arlindo Silva

Terminada a visita dirigimo-nos para o
muro que delimita a Igreja. 

Sentámo-nos e, por momentos, apreciamos uma vista panorâmica do espaço envolvente.

Numa
breve descrição geral do edifício podemos identificar alguns dos materiais de construção como a pedra, a argamassa e o granito e também
o seu telhado de três águas.

José Fernandes

Bica de Santo António (séc. XVI)

Capela de São Frutuoso (séc. VII)

Ruínas do Convento de São Francisco (sécs. XVI e XVIII)

Cruzeiro do Largo de São Francisco

Bruna Vidrago

Ana Luísa Costa

Antes
de darmos por terminada a nossa visita de estudo, tivemos que concluir o guião de análise do edifício, descrevendo, in loco, os elementos arquitetónicos mais relevantes da fachada da Igreja de São
Francisco. 

Marco Barbosa
Fachada da Igreja de São Francisco

Na fachada do
edifício podemos observar diversos elementos arquitetónicos e artísticos, destacando-se os seguintes:

Carlos Moutinho

Frontão recortado com motivo decorativo encimado por uma cruz

Messias Mendes

Nicho de pedra de Nª Senhora da Conceição

Nuno Braga

Voluta

José Fernandes

Voluta

Bruno Peixoto

Parte central separada por um friso

Brasão da Ordem de São Francisco

Nuno Braga

Pedro Rodrigues

Nicho de São Francisco

André Fernandes

Brasão da Ordem de São Francisco

Pedro Rodrigues

Nicho de São Frutuoso

Sérgio Peixoto

Fachada da Igreja de São Francisco

Sérgio Peixoto

Três portadas em forma de arco de volta inteira ou romano

Arco de Volta Inteira ou Romano

O
adro é elevado por cinco degraus e
ladeado por dois cunhais em forma de volutas e encimados por coruchéus em bola. 

Bruna Vidrago

Muitos dos termos arquitetónicos não os sabíamos, pelo
que tivemos de ter a ajuda da nossa professora para realizar esta parte do
guião. Por esse motivo, nas aulas seguintes tivemos que fazer um glossário dos termos de Arte novos para
nós…

Tiago Gonçalves

Torre com dois sinos adossada à Igreja

Tiago Gonçalves

Portão Gradeado

À parte o frio que “apanhamos” no interior da igreja gostamos muito desta visita de estudo. Ficamos a saber mais sobre um importante monumento da nossa região e que faz parte do nosso património arquitetónico local. 

Este edifício que consideramos que se encontra num bom estado de conservação, naturalmente vai precisando de restauros para a sua boa manutenção, tendo tido a colaboração de artistas de arte sacra: entalhamento, douramento e pintura. Alguns desses artistas são naturais da região e, nalguns casos, oferecem o seu trabalho à igreja.

A Igreja de São Francisco serve a população em vários atos religiosos e culturais e ainda mantém vivas as festas religiosas, como é o caso da realização da procissão do “Senhor dos Passos”, no quarto domingo antes da Páscoa, que traz muitos visitantes à nossa freguesia e a da procissão do santo padroeiro da freguesia, São Jerónimo, no dia 30 de setembro (se as condições atmosféricas o permitirem). 

Bruno Peixoto
Igreja de São Francisco, Capela de São Frutuoso e Convento de São Francisco

No fim desta visita de
estudo, à Igreja de São Francisco achamos que, não só foi atingido o objetivo de reconhecimento
do Património material, local, assim como o da articulação com o que temos vindo a aprender na Prática Simulada.

A nossa visita de estudo à Igreja de São Francisco também está registada em vídeo.

Clica no link  Vídeo da Visita de Estudo à Igreja de São Francisco

No âmbito do tema Património Cultural e Artístico, abordado na componente vocacional de Artes e Ofícios, no passado dia 11 de fevereiro, do ano letivo
de 2014-2015, a nossa turma, 9ºA, do curso vocacional “Vocação +”, realizou uma
visita de estudo à Igreja de São
Francisco, para obter mais informações sobre este edifício, que faz parte
do Património material e local, e
para ficarmos a conhecê-lo melhor. 

A
Igreja de São Francisco situa-se na freguesia
de Real (recentemente denominada união das freguesias de Real, Dume e
Semelhe), na cidade de Braga,
pertencente ao concelho e distrito de Braga,
tendo como morada o largo de São
Francisco. Este edifício pertence ao “estilo
barroco inicial maneirista-joanino”, visível na sua fachada. A data de início de construção desta igreja
foi a 18 de junho de 1728, na primeira metade do séc. XVIII, e teve como patrono D. Rodrigo de Moura Teles,
arcebispo de Braga (1704-1728).

Carlos Moutinho
Vista panorâmica do largo de São Francisco

A função atual
da Igreja de São Francisco é
religiosa e cultural. Religiosa, porque é igreja paroquial, onde se realizam casamentos, batizados,
comunhões, funerais e missas. Cultural, porque consta dos roteiros das visitas de “Braga visigótica e barroca”.

Podemos referir algumas curiosidades sobre este
edifício, como por exemplo o nome dado à Igreja “São Francisco” que se deve aos
religiosos capuchos “frades franciscanos” que habitaram o convento. 

Bruna Vidrago

Fachada da Igreja de São Francisco - Braga

Em aulas
anteriores, para obtermos informações concretas sobre a Igreja de São
Francisco, fizemos pesquisa em livros,
na biblioteca da nossa escola. 

Outras informações foram-nos dadas pelos nossos monitores que participaram numa dessas aulas,
partilhando conhecimentos que já tinham. Obtivemos ainda informações
complementares transmitidas pela nossa professora que, além de ter pesquisado
connosco, também entrevistou o padre Hermenegildo Faria, pároco da Igreja de S.
Francisco que colaborou e prestou a ajuda solicitada. O conjunto de todas estas
informações foram muito importantes para a elaboração do “Guião de análise” que
a nossa professora compilou.

Este guião é composto por várias questões às quais tivemos de responder, durante a visita de estudo. Desta maneira, conseguimos, de uma forma organizada, registar dados relevantes sobre o local que visitamos.

Guião de análise do edifício

Dia da visita de estudo à Igreja de São Francisco - 11 de fevereiro de 2015.

Nesta
visita fomos acompanhados pela
professora da área vocacional de Artes
e Ofícios, Augusta Lima, e pelos respetivos monitores das entidades
acolhedoras da prática simulada, nomeadamente o Sr. Arlindo Silva e o professor
Rui Silva.

Entramos para a igreja pelo
lado esquerdo da sua fachada e O Sr. Carvalho abriu a porta de acesso ao interior da Igreja

Dirigimo-nos em direção ao
altar principal, pela nave central, e sentámo-nos nos lugares da frente. 

Com a ajuda da nossa professora e dos monitores iniciámos o preenchimento do Guião de Análise, registando informações sobre os elementos  de maior interesse do interior da Igreja de São Francisco e relacionados com os materiais e as técnicas que temos vindo a aprender em Prática Simulada.

Voltados
para o presbitério pudemos observar a
tribuna de rica talha dourada, com
duas colunas “torcicoladas” em realce e, em cima e ao centro, a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Tribuna de rica talha dourada

Ladeiam o
altar principal dois Serafins. As
paredes estão revestidas de painéis de
azulejo de cor azul e ocre. 

De
ambos os lados observámos dois púlpitos policromados parcialmente dourados.

Na parte inferior, logo abaixo do presbitério, junto
aos bancos onde nos sentámos, pudemos observar de um lado o nicho do “Coração de Maria” e do outro lado o
nicho do “Coração de Jesus”.

 Nicho do “Coração de Maria”

Nicho do “Coração de Jesus”

Situados na nave central e de
frente para o altar-mor observamos quatro retábulos em
talha dourada: do lado esquerdo, o
retábulo da “Sagrada Família” e o “Altar colateral de Santo António”. Do lado direito, o retábulo de “Nossa Senhora das Dores” e o “Altar colateral de São Domingos”.  

Retábulo da Sagrada Família

Altar colateral de Santo António

Retábulo de Nossa Senhora das Dores

Altar colateral de São Domingos

Destacamos os dois alterais colaterais, o de “São Domingos” e o de “Santo António”, particularmente pelos ricos retábulos de talha dourada e,
porque foi sobre estes dois retábulos em particular que os nossos monitores de prática simulada se debruçaram. 

Explicaram-nos a técnica
utilizada para a aplicação da folha de
ouro sobre a talha de madeira e mostraram-nos os materiais necessários. 

Monitor Rui Silva

Folha de ouro fino 23 3/4 de quilate

Coxim, pigmentos, pincéis pêlo de marta, cola de coelho,...

Monitor Arlindo Silva

Cola de coelho

Coxim, folha de ouro fino e faca de dourar

Coluna em bolo (renascença), trincha e folha de ouro fino

Muitos destes materiais já são nossos conhecidos, e
alguns já os usámos nas aulas de prática simulada.

Identificação de materiais utilizados e das técnicas associadas

No fim da explicação dos monitores, fomos visitar a Sacristia cujo acesso é feito
através de um estreito corredor. Neste espaço, deparámo-nos com três peças de elevado valor material e artístico.

A primeira, a “Sagrada
Custódia”, de tamanho grande, dentro de uma vitrina.

A segunda, uma pintura denominada “Santo António dos Milagres”, cujo restauro
fora recentemente efetuado pelo nosso monitor Rui Silva e, de ressalvar a
curiosidade relativa à moldura que enquadra esta pintura, porque também foi
restaurada pelo seu próprio pai!

A terceira, a imagem de “Nossa Senhora dos Remédios”.

À entrada da Sacristia
destaca-se um brasão da “Ordem de São Francisco”.

Neste
espaço, de frente, é de destacar um altar
barroco, em talha, encimado por uma cruz, com a imagem de Jesus Cristo
crucificado. Num dos lados pudemos apreciar o famoso “Relicário de talha dourada policromada” sobre um “Arcaz quinhentista”.

Sacristia

Altar barroco com imagem de Jesus Cristo crucificado

Relicário de talha dourada policromada sobre Arcaz renascentista

À saída da Sacristia

Após a visita à Sacristia
descemos o corredor central da igreja (nave principal), deparando-se-nos, ao fundo, um grande arco abatido, que remata o varandim do coro alto e
emoldura o “Guarda-vento”.

Arco abatido

Marco Barbosa

Varandim do coro alto

Orgão de caixa de talha dourada

Por debaixo do orgão de caixa de talha dourada, um gradeamento seguido de escadas iria
conduzir-nos ao interior da capela de
São Frutuoso, datada do séc. VII,
no período visigótico.

Mas
antes de subirmos as escadas,
pudemos contemplar a estátua de S.
Frutuoso sobre uma pequena urna
que se destaca na parede, e vê-la em pormenor. Este objeto contém as relíquias de São Frutuoso, transladadas para a Igreja de
São Francisco em 16-04-1967, as quais tinham sido levadas para Santiago de
Compostela, por ordem de D. Diogo Gelmires, em 1102. 

Relíquias de São Frutuoso

Curiosidade: a Igreja de São
Francisco é contígua à capela de São Frutuoso, declarada como “Monumento
Nacional”, por decreto Nº 33587, de 27/03/1944 (há 71 anos!).

Acesso à Capela de São Frutuoso

Subindo as escadas de pedra, deparámo-nos de frente com uma estátua maior de São Frutuoso e várias colunas estreitas, terminadas em arco, que formam o mausoléu.

Entrada na Capela de São Frutuoso

Imagem de São Frutuoso

Colunas estreitas terminadas em arco

Saída da Capela de São Frutuoso

À saída da Capela para o
exterior, do
lado direito, tivemos acesso à entrada do coro.

Saída da Capela de São Frutuoso

O acesso ao coro é feito
por escadas, ao qual acedemos através de uma porta, sendo este o
único acesso. Realça-se o “Cadeiral
quinhentista” que veio da Sé de Braga, em 1739.

Entre outros elementos também se destacam um janelão com caixilhos de vidro, cujo centro está ornamentado com
uma grande cruz de vidro vermelho. 

A
vista panorâmica do coro alto é muito bonita. Desde o teto em arcos, à sanefa
central em talha “recortada”, aos pormenores do órgão, recentemente restaurado e em pleno funcionamento, percebe-se a singularidade da Igreja de São Francisco. 

Orgão 

Saída do coro

Curiosodade: à saída do coro deparámo-nos com uma
grande parede que tem à vista os vestígios de remoção da torre
sineira. A
Torre dos dois sinos, de tamanhos diferentes, outrora, encontrava-se situada à frente da capela de São
Frutuoso, tapando-a. Por este motivo foi movida para o sítio atual.

Caminhámos em direção ao
edifício em ruínas, o Convento de São
Francisco...

Curiosidade: o nome dado à igreja “São Francisco” deve-se aos
religiosos capuchos “frades franciscanos” que habitaram o convento. 

Ruínas do Convento de São Francisco

Contornando as faces da Capela de São Frutuoso, observámos um sarcófago, onde provavelmente repousaram os restos mortais de São Frutuoso, antes de serem “furtados” para Santiago de Compostela. 

À esquerda, Capela de São Frutuoso; ao centro, Igreja de São Francisco e
à direita, Ruínas do Convento de São Francisco

Descemos as escadas para um átrio onde está exposta
uma maqueta da Capela de São Frutuoso
que despertou a curiosidade de todos. 

Maqueta da Capela de São Frutuoso

Neste átrio existe por uma porta que dá acesso ao corredor da Sacristia, da Igreja de São Francisco.

No regresso, subimos as escadas e
fizemos o percurso inverso. 

Entramos novamente na Capela de São Frutuoso para acedermos ao interior da Igreja de São Francisco para dela sairmos pela entrada principal.

Aqui deparámo-nos com o “Guarda-vento”, em madeira pintada e dourada, com caixilhos de
vidro. 

Guarda-vento de madeira pintada e dourada, com caixilhos de vidro

Através das suas portas laterais saímos da Igreja para o átrio.

Neste átrio, o
Sr. Carvalho abriu cada um dos dois nichos existentes lateralmente. 

De frente para a porta de entrada principal, do lado esquerdo, no nicho do “Senhor dos Remédios” observamos a imagem de Jesus Cristo na cruz, com um braço descaído sobre os ombros da imagem de São Francisco. 

Pintura do cenário de autoria do monitor Sr. Arlindo Silva

A expressão do rosto de Jesus é muito realista e expressiva. 

Do
lado direito, encontra-se o nicho do “Senhor
dos Passos”. 

Nicho do "Senhor dos Passos"

Pintura da imagem de autoria do monitor Sr. Arlindo Silva

Terminada a visita dirigimo-nos para o
muro que delimita a Igreja. 

Sentámo-nos e, por momentos, apreciamos uma vista panorâmica do espaço envolvente.

Numa
breve descrição geral do edifício podemos identificar alguns dos materiais de construção como a pedra, a argamassa e o granito e também
o seu telhado de três águas.

José Fernandes

Bica de Santo António (séc. XVI)

Capela de São Frutuoso (séc. VII)

Ruínas do Convento de São Francisco (sécs. XVI e XVIII)

Cruzeiro do Largo de São Francisco

Bruna Vidrago

Ana Luísa Costa

Antes
de darmos por terminada a nossa visita de estudo, tivemos que concluir o guião de análise do edifício, descrevendo, in loco, os elementos arquitetónicos mais relevantes da fachada da Igreja de São
Francisco. 

Marco Barbosa
Fachada da Igreja de São Francisco

Na fachada do
edifício podemos observar diversos elementos arquitetónicos e artísticos, destacando-se os seguintes:

Carlos Moutinho

Frontão recortado com motivo decorativo encimado por uma cruz

Messias Mendes

Nicho de pedra de Nª Senhora da Conceição

Nuno Braga

Voluta

José Fernandes

Voluta

Bruno Peixoto

Parte central separada por um friso

Brasão da Ordem de São Francisco

Nuno Braga

Pedro Rodrigues

Nicho de São Francisco

André Fernandes

Brasão da Ordem de São Francisco

Pedro Rodrigues

Nicho de São Frutuoso

Sérgio Peixoto

Fachada da Igreja de São Francisco

Sérgio Peixoto

Três portadas em forma de arco de volta inteira ou romano

Arco de Volta Inteira ou Romano

O
adro é elevado por cinco degraus e
ladeado por dois cunhais em forma de volutas e encimados por coruchéus em bola. 

Bruna Vidrago

Muitos dos termos arquitetónicos não os sabíamos, pelo
que tivemos de ter a ajuda da nossa professora para realizar esta parte do
guião. Por esse motivo, nas aulas seguintes tivemos que fazer um glossário dos termos de Arte novos para
nós…

Tiago Gonçalves

Torre com dois sinos adossada à Igreja

Tiago Gonçalves

Portão Gradeado

À parte o frio que “apanhamos” no interior da igreja gostamos muito desta visita de estudo. Ficamos a saber mais sobre um importante monumento da nossa região e que faz parte do nosso património arquitetónico local. 

Este edifício que consideramos que se encontra num bom estado de conservação, naturalmente vai precisando de restauros para a sua boa manutenção, tendo tido a colaboração de artistas de arte sacra: entalhamento, douramento e pintura. Alguns desses artistas são naturais da região e, nalguns casos, oferecem o seu trabalho à igreja.

A Igreja de São Francisco serve a população em vários atos religiosos e culturais e ainda mantém vivas as festas religiosas, como é o caso da realização da procissão do “Senhor dos Passos”, no quarto domingo antes da Páscoa, que traz muitos visitantes à nossa freguesia e a da procissão do santo padroeiro da freguesia, São Jerónimo, no dia 30 de setembro (se as condições atmosféricas o permitirem). 

Bruno Peixoto
Igreja de São Francisco, Capela de São Frutuoso e Convento de São Francisco

No fim desta visita de
estudo, à Igreja de São Francisco achamos que, não só foi atingido o objetivo de reconhecimento
do Património material, local, assim como o da articulação com o que temos vindo a aprender na Prática Simulada.

A nossa visita de estudo à Igreja de São Francisco também está registada em vídeo.

Clica no link  Vídeo da Visita de Estudo à Igreja de São Francisco

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