Câmara Corporativa: Nota sociológica (1)

05-01-2020
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A toda hora na televisão, nos blogues, em todo o lado.
A direita, parte substancial da direita, atira-se a José Sócrates como nunca. Ao Governo, ao PS, mas principalmente a Sócrates.
Há pouca novidade, é certo. Apenas a subida (que não a elevação) de tom. Estão mais assanhados e, especialmente, mais malcriados. Perdem o verniz. Não se tornaram, ainda, casos de polícia, mas muitos deles são já casos clínicos.

Essa direita não perdoa.
É uma direita que sempre esteve habituada a ter nas mãos o poder económico, da cultura, social. Elites, pensam eles.
Movimentam-se no eixo Lisboa-Cascais, com derivações à Foz.
Não perdoam aos socialistas que lhes tenham retirado o poder político, muito menos que se tenham revelado capazes de gerir o poder económico. No fundo, essa direita pensava-se insubstituível, eterna.

E não perdoam a Sócrates ter feito tudo o que fez. E de se manifestar disponível para continuar a fazer. Não lhe perdoam, principalmente, a coragem. O facto de existir politicamente. Por isso, no discurso dessa direita, o problema é Sócrates. Das mais diversas formas, várias vezes, várias vozes, com vários argumentos, sugeriram o seu afastamento. O PS que se livre dele e tudo correrá sobre rodas.

São tontos, obviamente.

E agora, como noutras vezes, insultam, insultam e insultam e não admitem, sequer, a crítica, ou o simples registo do insulto. O 'poder natural' que ainda julgam possuir coloca-os nesse estatuto. Impunidade total.

Eles são, de forma auto-assumida, o que nos resta da 'luta de classes', o que não deixa de ser patético.


A toda hora na televisão, nos blogues, em todo o lado.
A direita, parte substancial da direita, atira-se a José Sócrates como nunca. Ao Governo, ao PS, mas principalmente a Sócrates.
Há pouca novidade, é certo. Apenas a subida (que não a elevação) de tom. Estão mais assanhados e, especialmente, mais malcriados. Perdem o verniz. Não se tornaram, ainda, casos de polícia, mas muitos deles são já casos clínicos.

Essa direita não perdoa.
É uma direita que sempre esteve habituada a ter nas mãos o poder económico, da cultura, social. Elites, pensam eles.
Movimentam-se no eixo Lisboa-Cascais, com derivações à Foz.
Não perdoam aos socialistas que lhes tenham retirado o poder político, muito menos que se tenham revelado capazes de gerir o poder económico. No fundo, essa direita pensava-se insubstituível, eterna.

E não perdoam a Sócrates ter feito tudo o que fez. E de se manifestar disponível para continuar a fazer. Não lhe perdoam, principalmente, a coragem. O facto de existir politicamente. Por isso, no discurso dessa direita, o problema é Sócrates. Das mais diversas formas, várias vezes, várias vozes, com vários argumentos, sugeriram o seu afastamento. O PS que se livre dele e tudo correrá sobre rodas.

São tontos, obviamente.

E agora, como noutras vezes, insultam, insultam e insultam e não admitem, sequer, a crítica, ou o simples registo do insulto. O 'poder natural' que ainda julgam possuir coloca-os nesse estatuto. Impunidade total.

Eles são, de forma auto-assumida, o que nos resta da 'luta de classes', o que não deixa de ser patético.

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