O Pafúncio: Gerir a Raiva II

27-12-2019
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Uma vez, estava no parque do Centro Comercial e, quando me preparava paraestacionar num lugar livre, um tipo num BMW cortou-me o caminho e estacionou no lugar que eu tinha estado à espera que vagasse. Buzinei-lhe e disse-lhe que estava ali primeiro à espera daquele lugar, mas ele ignorou-me.Reparei que tinha um letreiro "Vende-se" no vidro de trás do carro, e tomeinota do número de telefone que lá estava.Uns dias mais tarde, depois de ligar ao primeiro parvalhão, pensei que eramelhor telefonar também para o parvalhão do BMW.Perguntei-lhe: "É o senhor que tem um BMW preto à venda?""Sim", disse ele."E onde é que o posso ver?", perguntei."Pode vir vê-lo a minha casa, aqui na Rua da Descobertas, Nº 36. É uma casaamarela e o carro está estacionado mesmo à frente.""E o senhor chama-se?..." perguntei."O meu nome é Alberto Palma", disse ele."E a que horas está disponível para mostrar o carro?""Estou em casa todos os dias depois das cinco.""Ouça, Alberto, posso dizer-lhe uma coisa?""Diga!""És um grande parvalhão!", e desliguei o telefone. Agora, sempre que tinhaum problema, tinha dois "parvalhões" a quem telefonar.Tive, então, uma ideia. Telefonei ao parvalhão Nº 1."Está?""És um parvalhão!" (mas não desliguei)"Ainda estás aí?" ele perguntou."Sim", disse-lhe."Deixa de me telefonar!" gritou."Impede-me", disse eu."Quem és tu?" perguntou."Chamo-me Alberto Palma", respondi."Ah sim? E onde é que moras?""Moro na Rua da Descobertas, Nº 36, tenho o meu BM preto mesmo em frente, ó parvalhão. Porquê?”"Vou já aí, Alberto. É melhor começares a rezar", disse ele."Estou mesmo cheio de medo de ti, ó parvalhão!" e desliguei. A seguir, liguei ao parvalhão Nº 2."Está?""Olá, parvalhão!", disse eu.Ele gritou-me: "Se descubro quem tu és...""Fazes o quê?" perguntei-lhe."Parto-te a tromba!" disse ele.E eu disse-lhe: "Olha, parvalhão, vais ter essa oportunidade. Vou agora aí atua casa, e já vais ver."Desliguei e telefonei à Polícia, dizendo que morava na Rua da Descobertas,Nº36 e que ia agora para casa matar o meu namorado gay.Depois liguei para as cadeias de TV e falei-lhes sobre a guerra de gangs quese estava a desenrolar nesse momento na Rua da Descobertas.Peguei no meu carro e fui para a Rua da Descobertas. Cheguei a tempo de verdois parvalhões a matarem-se à pancada em frente de seis viaturas da políciae uma série de repórteres de TV.Já me sinto muito melhor. Gerir a raiva sempre funciona.Recebido por mail


Uma vez, estava no parque do Centro Comercial e, quando me preparava paraestacionar num lugar livre, um tipo num BMW cortou-me o caminho e estacionou no lugar que eu tinha estado à espera que vagasse. Buzinei-lhe e disse-lhe que estava ali primeiro à espera daquele lugar, mas ele ignorou-me.Reparei que tinha um letreiro "Vende-se" no vidro de trás do carro, e tomeinota do número de telefone que lá estava.Uns dias mais tarde, depois de ligar ao primeiro parvalhão, pensei que eramelhor telefonar também para o parvalhão do BMW.Perguntei-lhe: "É o senhor que tem um BMW preto à venda?""Sim", disse ele."E onde é que o posso ver?", perguntei."Pode vir vê-lo a minha casa, aqui na Rua da Descobertas, Nº 36. É uma casaamarela e o carro está estacionado mesmo à frente.""E o senhor chama-se?..." perguntei."O meu nome é Alberto Palma", disse ele."E a que horas está disponível para mostrar o carro?""Estou em casa todos os dias depois das cinco.""Ouça, Alberto, posso dizer-lhe uma coisa?""Diga!""És um grande parvalhão!", e desliguei o telefone. Agora, sempre que tinhaum problema, tinha dois "parvalhões" a quem telefonar.Tive, então, uma ideia. Telefonei ao parvalhão Nº 1."Está?""És um parvalhão!" (mas não desliguei)"Ainda estás aí?" ele perguntou."Sim", disse-lhe."Deixa de me telefonar!" gritou."Impede-me", disse eu."Quem és tu?" perguntou."Chamo-me Alberto Palma", respondi."Ah sim? E onde é que moras?""Moro na Rua da Descobertas, Nº 36, tenho o meu BM preto mesmo em frente, ó parvalhão. Porquê?”"Vou já aí, Alberto. É melhor começares a rezar", disse ele."Estou mesmo cheio de medo de ti, ó parvalhão!" e desliguei. A seguir, liguei ao parvalhão Nº 2."Está?""Olá, parvalhão!", disse eu.Ele gritou-me: "Se descubro quem tu és...""Fazes o quê?" perguntei-lhe."Parto-te a tromba!" disse ele.E eu disse-lhe: "Olha, parvalhão, vais ter essa oportunidade. Vou agora aí atua casa, e já vais ver."Desliguei e telefonei à Polícia, dizendo que morava na Rua da Descobertas,Nº36 e que ia agora para casa matar o meu namorado gay.Depois liguei para as cadeias de TV e falei-lhes sobre a guerra de gangs quese estava a desenrolar nesse momento na Rua da Descobertas.Peguei no meu carro e fui para a Rua da Descobertas. Cheguei a tempo de verdois parvalhões a matarem-se à pancada em frente de seis viaturas da políciae uma série de repórteres de TV.Já me sinto muito melhor. Gerir a raiva sempre funciona.Recebido por mail

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