Autarquia adquire sinagoga

04-12-2019
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A antiga sinagoga de Viseu, situada no cruzamento da Rua Direita com a Rua da Árvore, vai ser adquirida pela câmara municipal. A autarquia encetou as negociações com o proprietário do imóvel. A aquisição do prédio quatrocentista, com duas portas em ogiva de arestas chanfradas, enquadra-se no projecto de revitalização da zona do centro histórico.

Segundo Fernando Ruas, a recuperação deste imóvel assume uma prioridade devido à sua localização estratégica. O autarca adianta que a antiga Sinagoga (Papelaria Dias) vai integrar a futura Rede Museológica de Viseu, que está a ser concebida pela autarquia e pelo Grupo de Missão do Museu Municipal, coordenado por Henrique Almeida.

Apesar da habitação ter sofrido alguma descaracterização na sua fachada, nomeadamente ao nível dos acessos interiores, vai permitir "recuperar uma faceta da história de Viseu que tem sido ignorada".

A Sinagoga e outras referências à Judiaria, que no século XV ocupava a Rua Nossa Senhora da Piedade e artérias periféricas, constituem uma referência importante sobre um povo que deu vida ao centro histórico com o seu comércio e oficinas.

Segundo Henrique Almeida, este passo da autarquia vai permitir "o levantamento rigoroso do acervo existente", nomeadamente de documentos e objectos directamente ligados à Sinagoga, para que o conhecimento das múltiplas facetas do povo Judeu, desde tradições, costumes, rituais e práticas cerimoniais, sejam dadas a conhecer à população através de uma "linguagem de modernidade" assente em diversos mecanismos pedagógicos e educativos.

"Trata-se de uma recuperação emblemática, de uma faceta esquecida da história, que permite o diálogo com outras culturas da época, dá a conhecer a dimensão comercial dos judeus e aborda a abertura ao outro e à diferença", refere.

Para o Grupo de Missão do Museu Municipal é imperativo que o património judaico, depois de estudado, seja empregue na criação de discursos e percursos museográficos, ao nível documental, iconográfico, apoiados por recursos audiovisuais.

Contudo, a futura utilização do Sinagoga dependerá do "Programa Museológico" que venha a ser proposto. Fernando Ruas acredita que o núcleo museológico da Sinagoga vai constituir um dos principais "cartões de visita do centro histórico".

A futura Rede Museológica de Viseu baseia-se na organização de "vários núcleos de diversa tipologia", mas que se encontrem articulados entre si. Henrique Almeida refere que se trata do "maior investimento no sector cultural autárquico, que será concretizado por fases".

Numa primeira fase, a rede vai incluir os núcleos de Várzea de Calde, do Quartzo e do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental. A Casa da Ribeira irá receber investimentos de fundo, com vista a vocacionar o núcleo para a área etnográfica, bem como a Casa-Museu Almeida Moreira e o Solar dos Condes de Prime. O objectivo é alertar para o subaproveitamento do património cultural pela autarquia.

A componente arqueológica também estará em destaque com a divulgação da colecção José Coelho e a constituição de um Centro de Documentação Municipal ou Arquivo Histórico. O "plano estratégico" apresentado pelo Grupo de Missão será avaliado pela autarquia.

A antiga sinagoga de Viseu, situada no cruzamento da Rua Direita com a Rua da Árvore, vai ser adquirida pela câmara municipal. A autarquia encetou as negociações com o proprietário do imóvel. A aquisição do prédio quatrocentista, com duas portas em ogiva de arestas chanfradas, enquadra-se no projecto de revitalização da zona do centro histórico.

Segundo Fernando Ruas, a recuperação deste imóvel assume uma prioridade devido à sua localização estratégica. O autarca adianta que a antiga Sinagoga (Papelaria Dias) vai integrar a futura Rede Museológica de Viseu, que está a ser concebida pela autarquia e pelo Grupo de Missão do Museu Municipal, coordenado por Henrique Almeida.

Apesar da habitação ter sofrido alguma descaracterização na sua fachada, nomeadamente ao nível dos acessos interiores, vai permitir "recuperar uma faceta da história de Viseu que tem sido ignorada".

A Sinagoga e outras referências à Judiaria, que no século XV ocupava a Rua Nossa Senhora da Piedade e artérias periféricas, constituem uma referência importante sobre um povo que deu vida ao centro histórico com o seu comércio e oficinas.

Segundo Henrique Almeida, este passo da autarquia vai permitir "o levantamento rigoroso do acervo existente", nomeadamente de documentos e objectos directamente ligados à Sinagoga, para que o conhecimento das múltiplas facetas do povo Judeu, desde tradições, costumes, rituais e práticas cerimoniais, sejam dadas a conhecer à população através de uma "linguagem de modernidade" assente em diversos mecanismos pedagógicos e educativos.

"Trata-se de uma recuperação emblemática, de uma faceta esquecida da história, que permite o diálogo com outras culturas da época, dá a conhecer a dimensão comercial dos judeus e aborda a abertura ao outro e à diferença", refere.

Para o Grupo de Missão do Museu Municipal é imperativo que o património judaico, depois de estudado, seja empregue na criação de discursos e percursos museográficos, ao nível documental, iconográfico, apoiados por recursos audiovisuais.

Contudo, a futura utilização do Sinagoga dependerá do "Programa Museológico" que venha a ser proposto. Fernando Ruas acredita que o núcleo museológico da Sinagoga vai constituir um dos principais "cartões de visita do centro histórico".

A futura Rede Museológica de Viseu baseia-se na organização de "vários núcleos de diversa tipologia", mas que se encontrem articulados entre si. Henrique Almeida refere que se trata do "maior investimento no sector cultural autárquico, que será concretizado por fases".

Numa primeira fase, a rede vai incluir os núcleos de Várzea de Calde, do Quartzo e do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental. A Casa da Ribeira irá receber investimentos de fundo, com vista a vocacionar o núcleo para a área etnográfica, bem como a Casa-Museu Almeida Moreira e o Solar dos Condes de Prime. O objectivo é alertar para o subaproveitamento do património cultural pela autarquia.

A componente arqueológica também estará em destaque com a divulgação da colecção José Coelho e a constituição de um Centro de Documentação Municipal ou Arquivo Histórico. O "plano estratégico" apresentado pelo Grupo de Missão será avaliado pela autarquia.

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