Retirar dez mil a cem mil é uma coisa; roubar cem euros a quem tem mil euros é outra bem diferente. Poder-se-á dizer que ele estava a falar do país, de uma forma global, mas também por aí, sabe-se, que a austeridade acaba por se reflectir nas pessoas. E é isto que este senhor parece não entender ou, se entende, politicamente, é uma nulidade. Politicamente e não só, porque do ponto de vista social, apresenta-se como um egoísta para não dizer desumano.
Ele que vá por esse Portugal forae tenha a coragem de dizer isso aos milhõesde pobres e aos desempregados!
Há frases que dão a volta ao estômago. Questionou-se o famigerado António Borges, consultor do governo da República: "O que é a austeridade? A austeridade é viver dentro dos nossos meios".
Ao ler esta declaração senti, confesso, uma enorme repulsa por este sem vergonha na cara. Não há outra maneira de o dizer. O que aquela declaração significa é que ele pode, com os seus milhares ou, porventura, milhões, mesmo com algum agravamento fiscal, manter o seu tipo de vida, porque está dentro dos seus "meios", quanto aos outros, os da ex-classe média, os que eram remediados e os pobres e excluídos, esses, não, têm de apertar, aguentar e sofrer porque os seus "meios" não permitem mais. Retirar dez mil a cem mil é uma coisa; roubar cem euros a quem tem mil euros é outra bem diferente. Poder-se-á dizer que ele estava a falar do país, de uma forma global, mas também por aí, sabe-se, que a austeridade acaba por se reflectir nas pessoas. E é isto que este senhor parece não entender ou, se entende, politicamente, é uma nulidade. Politicamente e não só, porque do ponto de vista social, apresenta-se como um egoísta para não dizer desumano.
Ora bem, a quem estamos entregues! Um, o Ulrich, depois de dizer que o povo "aguenta, aguenta" e, mais tarde de ter comparado os sem abrigo com os que têm essa necessidade primária resolvida, vem um tal Borges dizer que temos de viver "dentro dos nossos meios". Mas quais meios? Aqueles que tínhamos e que estão a ser, sucessivamente, roubados como não há memória? Os que dispúnhamos e que nos faziam, ainda assim, estar na cauda da Europa do bem-estar, com mais de dois milhões de pobres? Como vulgarmente se diz, por favor, desampare-me a loja, porque já não há paciência.
Ilustração: Google Imagens.
Categorias
Entidades
Retirar dez mil a cem mil é uma coisa; roubar cem euros a quem tem mil euros é outra bem diferente. Poder-se-á dizer que ele estava a falar do país, de uma forma global, mas também por aí, sabe-se, que a austeridade acaba por se reflectir nas pessoas. E é isto que este senhor parece não entender ou, se entende, politicamente, é uma nulidade. Politicamente e não só, porque do ponto de vista social, apresenta-se como um egoísta para não dizer desumano.
Ele que vá por esse Portugal forae tenha a coragem de dizer isso aos milhõesde pobres e aos desempregados!
Há frases que dão a volta ao estômago. Questionou-se o famigerado António Borges, consultor do governo da República: "O que é a austeridade? A austeridade é viver dentro dos nossos meios".
Ao ler esta declaração senti, confesso, uma enorme repulsa por este sem vergonha na cara. Não há outra maneira de o dizer. O que aquela declaração significa é que ele pode, com os seus milhares ou, porventura, milhões, mesmo com algum agravamento fiscal, manter o seu tipo de vida, porque está dentro dos seus "meios", quanto aos outros, os da ex-classe média, os que eram remediados e os pobres e excluídos, esses, não, têm de apertar, aguentar e sofrer porque os seus "meios" não permitem mais. Retirar dez mil a cem mil é uma coisa; roubar cem euros a quem tem mil euros é outra bem diferente. Poder-se-á dizer que ele estava a falar do país, de uma forma global, mas também por aí, sabe-se, que a austeridade acaba por se reflectir nas pessoas. E é isto que este senhor parece não entender ou, se entende, politicamente, é uma nulidade. Politicamente e não só, porque do ponto de vista social, apresenta-se como um egoísta para não dizer desumano.
Ora bem, a quem estamos entregues! Um, o Ulrich, depois de dizer que o povo "aguenta, aguenta" e, mais tarde de ter comparado os sem abrigo com os que têm essa necessidade primária resolvida, vem um tal Borges dizer que temos de viver "dentro dos nossos meios". Mas quais meios? Aqueles que tínhamos e que estão a ser, sucessivamente, roubados como não há memória? Os que dispúnhamos e que nos faziam, ainda assim, estar na cauda da Europa do bem-estar, com mais de dois milhões de pobres? Como vulgarmente se diz, por favor, desampare-me a loja, porque já não há paciência.
Ilustração: Google Imagens.