“Um dever cívico” para o primeiro-ministro António Costa (que já descarregou a aplicação), “um exercício de responsabilidade”, para a ministra da Saúde Marta Temido (que ainda não conseguiu descarregá-la), uma aberração para os seus detratores. A app Stayaway Covid foi esta terça-feira oficialmente apresentada no Porto, mas a aplicação que permite rastrear eventuais contactos com pessoas infetadas com Covid-19 já está nos telemóveis de mais de 80 mil portugueses.
O Governo apresentou a aplicação destinada a detetar potenciais exposições a pessoas infetadas com Covid-19. Segundo o executivo, o seu funcionamento é simples: cada utilizador que tenha testado positivo poderá inserir o código do teste na app, depois de aderir à aplicação. Após a validação da Direção-Geral da Saúde, a aplicação irá alertar outros utilizadores que tenham estado próximos do utilizador infetado durante um mínimo de 15 minutos, sempre sem revelar a sua identidade.
Durante a apresentação desta manhã, António Costa preocupou-se em explicar que a Stataway Covid é mais um instrumento que, por um lado, permite o combate à expansão da pandemia e a quebra das cadeias de contaminação e, por outro, contribui para que o regresso e a abertura social e económica possam impedir que um novo confinamento severo venha a ser necessário.
“Não devem ter receio da aplicação”, disse António Costa, uma vez que “cada pessoa decide se informa ou não informa” se estiver infetada. E salientou que a app é à prova de qualquer falsificação, uma vez que “só se pode dar o alerta de contaminação com um código que só um médico pode fornecer”. É, portanto, no seu entender “uma forma de evitar que a pandemia se descontrole”, sendo certo, como admitiu, que é esse o risco que o país (como todos os outros) enfrenta numa altura em que “como sabemos, ficamos mais doentes durante os meses frios”.
O Governo aprovou em julho a legislação que determina que a Direção-Geral de Saúde é a entidade responsável pelo tratamento dos dados gerados pela aplicação, sendo os dados online eliminados quando o sistema for fechado, mas ficando guardados num servidor da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
A app foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, um laboratório associado do sistema público que a ofereceu à área de Governo da Saúde sem qualquer custo.
A app será também integrável com as de outros países europeus que funcionem segundo o mesmo modelo no quadro do grupo técnico eHealth Network e pode ser descarregada a partir da App Store e da Google Play.
A Stayaway Covid começou a chegar aos smartphones no final da semana passada, primeiro para o sistema Android e depois para os equipamentos da Apple. Segundo dados entretanto conhecidos, a aplicação foi uma das mais procuradas desde que está disponível, o que permite inferir que a adesão está a atingir as metas que o Governo se propôs.
Mas a aplicação tem muitos detratores. O Bloco de Esquerda disse já que “A associação de Defesa dos Direitos Digitais salienta que a aplicação irá enviar informação para a Apple e a Google e aponta que não existe enquadramento legal para a não discriminação por não utilizar a app”. Vários analistas têm afirmado que a app induzirá o policiamento, a vigilância excessiva – uma espécie de bisbilhotice social tão ao gosto nacional – e abrirá a criação de uma bolsa de dados pessoais difícil de controlar.
De qualquer modo, e segundo análise técnica, nem todos os aparelhos são capazes de baixar a aplicação. Marta Temido, que ainda não o conseguiu, admitiu que o sistema “tem limitações”, mas é “fundamental” para auxiliar os técnicos de saúde a controlar a expansão da Covid-19.
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“Um dever cívico” para o primeiro-ministro António Costa (que já descarregou a aplicação), “um exercício de responsabilidade”, para a ministra da Saúde Marta Temido (que ainda não conseguiu descarregá-la), uma aberração para os seus detratores. A app Stayaway Covid foi esta terça-feira oficialmente apresentada no Porto, mas a aplicação que permite rastrear eventuais contactos com pessoas infetadas com Covid-19 já está nos telemóveis de mais de 80 mil portugueses.
O Governo apresentou a aplicação destinada a detetar potenciais exposições a pessoas infetadas com Covid-19. Segundo o executivo, o seu funcionamento é simples: cada utilizador que tenha testado positivo poderá inserir o código do teste na app, depois de aderir à aplicação. Após a validação da Direção-Geral da Saúde, a aplicação irá alertar outros utilizadores que tenham estado próximos do utilizador infetado durante um mínimo de 15 minutos, sempre sem revelar a sua identidade.
Durante a apresentação desta manhã, António Costa preocupou-se em explicar que a Stataway Covid é mais um instrumento que, por um lado, permite o combate à expansão da pandemia e a quebra das cadeias de contaminação e, por outro, contribui para que o regresso e a abertura social e económica possam impedir que um novo confinamento severo venha a ser necessário.
“Não devem ter receio da aplicação”, disse António Costa, uma vez que “cada pessoa decide se informa ou não informa” se estiver infetada. E salientou que a app é à prova de qualquer falsificação, uma vez que “só se pode dar o alerta de contaminação com um código que só um médico pode fornecer”. É, portanto, no seu entender “uma forma de evitar que a pandemia se descontrole”, sendo certo, como admitiu, que é esse o risco que o país (como todos os outros) enfrenta numa altura em que “como sabemos, ficamos mais doentes durante os meses frios”.
O Governo aprovou em julho a legislação que determina que a Direção-Geral de Saúde é a entidade responsável pelo tratamento dos dados gerados pela aplicação, sendo os dados online eliminados quando o sistema for fechado, mas ficando guardados num servidor da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
A app foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, um laboratório associado do sistema público que a ofereceu à área de Governo da Saúde sem qualquer custo.
A app será também integrável com as de outros países europeus que funcionem segundo o mesmo modelo no quadro do grupo técnico eHealth Network e pode ser descarregada a partir da App Store e da Google Play.
A Stayaway Covid começou a chegar aos smartphones no final da semana passada, primeiro para o sistema Android e depois para os equipamentos da Apple. Segundo dados entretanto conhecidos, a aplicação foi uma das mais procuradas desde que está disponível, o que permite inferir que a adesão está a atingir as metas que o Governo se propôs.
Mas a aplicação tem muitos detratores. O Bloco de Esquerda disse já que “A associação de Defesa dos Direitos Digitais salienta que a aplicação irá enviar informação para a Apple e a Google e aponta que não existe enquadramento legal para a não discriminação por não utilizar a app”. Vários analistas têm afirmado que a app induzirá o policiamento, a vigilância excessiva – uma espécie de bisbilhotice social tão ao gosto nacional – e abrirá a criação de uma bolsa de dados pessoais difícil de controlar.
De qualquer modo, e segundo análise técnica, nem todos os aparelhos são capazes de baixar a aplicação. Marta Temido, que ainda não o conseguiu, admitiu que o sistema “tem limitações”, mas é “fundamental” para auxiliar os técnicos de saúde a controlar a expansão da Covid-19.