AO MINUTO: Últimas Covid-19 - BE e PCP criticam falha de comunicação da UE com cidadãos

05-11-2020
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BE e PCP criticaram hoje a falta de informação da União Europeia (UE) em relação aos aspetos do combate à pandemia que mais preocupam os cidadãos, com uma comunicação que se centra “nos testes e vacinas”.

“Aquilo que parece às pessoas é que foi o Conselho [Europeu] dos testes e das vacinas”, disse o deputado comunista Bruno Dias numa audição da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, em comissão parlamentar.

O deputado referia-se à reunião por videoconferência dos chefes de Estado e de Governo da UE, o Conselho Europeu, sobre a resposta coordenada à pandemia de covid-19, realizado na semana passada.

A questão foi também levantada pela deputada do Bloco Fabíola Cardoso, que elogiou a posição dos 27 para que as decisões sejam baseadas “em informação científica”, mas frisou como “igualmente importante que “as regras sejam comunicadas à população”, porque “a clareza da comunicação” permite “aumentar a confiança e a adesão das pessoas”.

PCP e BE apontaram designadamente a importância de, além dos testes e das vacinas, os cidadãos europeus serem informados sobre as medidas relativas a outros fatores que têm demonstrado ter um papel na expansão da pandemia, como é o caso da utilização dos transportes públicos.

Ana Paula Zacarias, que tinha referido a importância do combate à desinformação como uma das matérias abordadas pelos líderes europeus na reunião, respondeu que a Comissão Europeia está a tratar o tema e “apela aos Estados-membros para a realização de campanhas para combater as informações falsas”.

“E diz [a Comissão] uma frase que acho muito interessante: as vacinas não salvam vidas, a vacinação sim. Ou seja, não serve estarmos a fazer um esforço enorme para termos vacinas se depois as pessoas não se vacinarem”, frisou.

“A ideia de que é preciso conquistar a confiança do público para esta matéria é absolutamente fulcral e terá que ser feito um esforço de todos os Estados-membros neste sentido”, acrescentou, destacando que a própria Comissão Europeia já está a fazê-lo.

Bruno Dias retomou a questão, considerando “redutor” o que foi dito após o Conselho e frisando que “combater a epidemia não é só profilaxia e profilaxia não é só vacina”, para questionar “em que medida as questões do combate epidemia têm sido discutidas num contexto mais integrado”, nomeadamente em áreas de preocupação dos cidadãos como os transportes públicos.

Na resposta, Ana Paula Zacarias frisou que as múltiplas questões do combate à pandemia são tratadas nas diferentes reuniões europeias setoriais (Saúde, Economia, Finanças), o que “não é tão visível”, mas assegurou que os chefes de Estado e de Governo “têm uma visão de conjunto” e “falam de tudo”.

A secretária de Estado referiu-se noutro momento, e em resposta também ao deputado Paulo Pisco (PS), à importância do multilateralismo no combate à covid-19, apontando a desinformação que houve a propósito da ideia de que entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS) não estavam a cumprir a sua tarefa.

“O multilateralismo é a única forma que nós temos de poder obter algum resultado no meio de uma crise como esta. Se não é através da ação coordenada a nível dos Estados-membros da União Europeia, se não é através de uma ação coordenada a nível mundial, como é que vamos trabalhar?”, questionou.

O Conselho Europeu de 29 de outubro, hoje em análise na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, terminou com uma declaração de unidade entre os 27 no combate à pandemia.

No final da reunião, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que a discussão focou-se nos testes, rastreio de contactos e vacinas e na discussão do reforço da coordenação, por exemplo, no “reconhecimento mútuo de testes rápidos”, o que permitiria “reduzir o impacto negativo da liberdade de circulação e proteger o mercado único”.

A Comissão Europeia, por seu turno, anunciou uma verba de 220 milhões de euros para transferência de pacientes entre Estados-membros para evitar a rutura nos sistemas de saúde nacionais, nomeadamente nos cuidados intensivos, e um acordo para futura “distribuição justa” de vacinas entre os 27.

BE e PCP criticaram hoje a falta de informação da União Europeia (UE) em relação aos aspetos do combate à pandemia que mais preocupam os cidadãos, com uma comunicação que se centra “nos testes e vacinas”.

“Aquilo que parece às pessoas é que foi o Conselho [Europeu] dos testes e das vacinas”, disse o deputado comunista Bruno Dias numa audição da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, em comissão parlamentar.

O deputado referia-se à reunião por videoconferência dos chefes de Estado e de Governo da UE, o Conselho Europeu, sobre a resposta coordenada à pandemia de covid-19, realizado na semana passada.

A questão foi também levantada pela deputada do Bloco Fabíola Cardoso, que elogiou a posição dos 27 para que as decisões sejam baseadas “em informação científica”, mas frisou como “igualmente importante que “as regras sejam comunicadas à população”, porque “a clareza da comunicação” permite “aumentar a confiança e a adesão das pessoas”.

PCP e BE apontaram designadamente a importância de, além dos testes e das vacinas, os cidadãos europeus serem informados sobre as medidas relativas a outros fatores que têm demonstrado ter um papel na expansão da pandemia, como é o caso da utilização dos transportes públicos.

Ana Paula Zacarias, que tinha referido a importância do combate à desinformação como uma das matérias abordadas pelos líderes europeus na reunião, respondeu que a Comissão Europeia está a tratar o tema e “apela aos Estados-membros para a realização de campanhas para combater as informações falsas”.

“E diz [a Comissão] uma frase que acho muito interessante: as vacinas não salvam vidas, a vacinação sim. Ou seja, não serve estarmos a fazer um esforço enorme para termos vacinas se depois as pessoas não se vacinarem”, frisou.

“A ideia de que é preciso conquistar a confiança do público para esta matéria é absolutamente fulcral e terá que ser feito um esforço de todos os Estados-membros neste sentido”, acrescentou, destacando que a própria Comissão Europeia já está a fazê-lo.

Bruno Dias retomou a questão, considerando “redutor” o que foi dito após o Conselho e frisando que “combater a epidemia não é só profilaxia e profilaxia não é só vacina”, para questionar “em que medida as questões do combate epidemia têm sido discutidas num contexto mais integrado”, nomeadamente em áreas de preocupação dos cidadãos como os transportes públicos.

Na resposta, Ana Paula Zacarias frisou que as múltiplas questões do combate à pandemia são tratadas nas diferentes reuniões europeias setoriais (Saúde, Economia, Finanças), o que “não é tão visível”, mas assegurou que os chefes de Estado e de Governo “têm uma visão de conjunto” e “falam de tudo”.

A secretária de Estado referiu-se noutro momento, e em resposta também ao deputado Paulo Pisco (PS), à importância do multilateralismo no combate à covid-19, apontando a desinformação que houve a propósito da ideia de que entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS) não estavam a cumprir a sua tarefa.

“O multilateralismo é a única forma que nós temos de poder obter algum resultado no meio de uma crise como esta. Se não é através da ação coordenada a nível dos Estados-membros da União Europeia, se não é através de uma ação coordenada a nível mundial, como é que vamos trabalhar?”, questionou.

O Conselho Europeu de 29 de outubro, hoje em análise na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, terminou com uma declaração de unidade entre os 27 no combate à pandemia.

No final da reunião, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que a discussão focou-se nos testes, rastreio de contactos e vacinas e na discussão do reforço da coordenação, por exemplo, no “reconhecimento mútuo de testes rápidos”, o que permitiria “reduzir o impacto negativo da liberdade de circulação e proteger o mercado único”.

A Comissão Europeia, por seu turno, anunciou uma verba de 220 milhões de euros para transferência de pacientes entre Estados-membros para evitar a rutura nos sistemas de saúde nacionais, nomeadamente nos cuidados intensivos, e um acordo para futura “distribuição justa” de vacinas entre os 27.

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