Manuel Araujo, no Observador, relata a saga do Instituto Nun’Alvres, também conhecido por Colégio das Caldinhas. Durante a leitura da peça percebemos que a instituição já foi alvo de muitas tentativas de o estado português a fechar. Também percebemos que, perante todas essas tentativas, o colégio conseguiu sobreviver através da astúcia de quem o dirigia, dos alunos, e da população que serve.
Estamos no século XXI, o estado português, mais uma vez, toma medidas que ameaçam fechar o colégio -- repito: não é novo e, se há instituição que o sabe, é esta -- e parece que os alunos, a população, e a direcção dão-se como vencidos: é desta que o colégio fecha, dizem. Não percebo.
Estas pessoas são, supostamente, mais educadas do que todas as que as precederam, têm mais dinheiro e mais facilidade em angariar fundos, acesso a tecnologia, meios de divulgação de informação muito melhores do que as outras gerações que salvaram o colégio antes, etc., mas tudo isto culmina numa estratégia para salvar o colégio em que se ameaça fechar o colégio de vez, se o estado não o financiar. É isto o progresso? Se isto é o progresso, então acho melhor que esta escola feche de vez.
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Manuel Araujo, no Observador, relata a saga do Instituto Nun’Alvres, também conhecido por Colégio das Caldinhas. Durante a leitura da peça percebemos que a instituição já foi alvo de muitas tentativas de o estado português a fechar. Também percebemos que, perante todas essas tentativas, o colégio conseguiu sobreviver através da astúcia de quem o dirigia, dos alunos, e da população que serve.
Estamos no século XXI, o estado português, mais uma vez, toma medidas que ameaçam fechar o colégio -- repito: não é novo e, se há instituição que o sabe, é esta -- e parece que os alunos, a população, e a direcção dão-se como vencidos: é desta que o colégio fecha, dizem. Não percebo.
Estas pessoas são, supostamente, mais educadas do que todas as que as precederam, têm mais dinheiro e mais facilidade em angariar fundos, acesso a tecnologia, meios de divulgação de informação muito melhores do que as outras gerações que salvaram o colégio antes, etc., mas tudo isto culmina numa estratégia para salvar o colégio em que se ameaça fechar o colégio de vez, se o estado não o financiar. É isto o progresso? Se isto é o progresso, então acho melhor que esta escola feche de vez.