portugal dos pequeninos

15-12-2019
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Na sua crónica de ontem no Público sobre televisões, Eduardo Cintra Torres dedicava uma coluna a Marcelo a minguar na RTP. Marcelo, mais "animal" de televisão do que os Gato, foi aos Gato apenas para dizer três coisas. A primeira, é que não está disposto a entrar no concurso de tascas que vai ser a sucessão de Ferreira Leite. A segunda, que a RTP o trata como quer, encolhendo-o, esticando-o, mudando-lhe o horário quando e como bem lhe apetece. Marcelo, segundo o próprio, faz um programa quase confidencial. E, finalmente, em jeito de concatenação das outras duas, o poder está naquilo que ele faz melhor (televisão) e não noutra coisa qualquer. O que, tudo junto, quer dizer que Marcelo usará a televisão (provavelmente outra) para continuar a fazer política e que continuar a fazer política, em "marcelês", pode ser transformar o tal concurso de tascas num restaurante em que ele seja chef de cuisine. Uma coisa é certa. Ao pé dele, aquele batalhão de comentadores tagarelas - que enchem os canais a todas as horas a botar trivialidades e conveniências - é redundante e nulo.


Na sua crónica de ontem no Público sobre televisões, Eduardo Cintra Torres dedicava uma coluna a Marcelo a minguar na RTP. Marcelo, mais "animal" de televisão do que os Gato, foi aos Gato apenas para dizer três coisas. A primeira, é que não está disposto a entrar no concurso de tascas que vai ser a sucessão de Ferreira Leite. A segunda, que a RTP o trata como quer, encolhendo-o, esticando-o, mudando-lhe o horário quando e como bem lhe apetece. Marcelo, segundo o próprio, faz um programa quase confidencial. E, finalmente, em jeito de concatenação das outras duas, o poder está naquilo que ele faz melhor (televisão) e não noutra coisa qualquer. O que, tudo junto, quer dizer que Marcelo usará a televisão (provavelmente outra) para continuar a fazer política e que continuar a fazer política, em "marcelês", pode ser transformar o tal concurso de tascas num restaurante em que ele seja chef de cuisine. Uma coisa é certa. Ao pé dele, aquele batalhão de comentadores tagarelas - que enchem os canais a todas as horas a botar trivialidades e conveniências - é redundante e nulo.

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