Aeroporto no Montijo. Costa "perplexo" com PSD, PS critica “bipolaridade tática”

28-02-2020
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O primeiro-ministro reitera que não há "plano B" ao aeroporto no Montijo e avisa que "recomeçar do zero" terá "custos muito grandes para a economia do país". Nesta quinta-feira, António Costa afirmou-se "perplexo" com a posição do PSD.

"Toda a gente sabe que a cada dia a obra é cada vez mais urgente. Como eu sempre disse, não há plano B ao Montijo”, começou por afirmar.

“O plano B é recuar sete anos e recomeçar do zero agora com a hipótese de Alcochete. Isso terá custos muito grandes para a economia do país e, portanto, eu acho que todos devem agir com responsabilidade”, acrescentou aos jornalistas à entrada do Conselho de Ministros descentralizado, que decorre em Bragança.

António Costa lembrou depois que, em vez de reabrir o debate sobre a solução ideal, o Partido Socialista optou por aceitar "com toda a humildade" dar seguimento às decisões que, entretanto, tinham sido tomadas pelo Governo do PSD/CDS-PP de Passos Coelho.

"Porque nós não podemos chegar ao Governo e achar que vamos começar tudo do princípio. O país não começa quando nós chegamos ao Governo”, sustentou. “O país é um contínuo e nós temos de respeitar as decisões legítimas ainda que não concordemos com elas", reforçou, apelando à responsabilidade de todos para que esta obra, "de grande importância para o país", não seja novamente adiada.

“Bipolaridade tática” e “vertigem populista”

Também nesta quinta-feira, o secretário-geral adjunto do PS acusou o PSD de bipolaridade tática e de vertigem populista.

Em conferência de imprensa, de manhã, na sede do Partido Socialista, José Luís Carneiro lançou por várias vezes o desafio para que o presidente social-democrata defina, de uma vez por todas, a sua posição: “mantém a posição do Governo PSD/CDS que optava pela solução do Montijo ou o PSD está a ceder a uma vertigem populista ou vai demonstrar a sua cultura de responsabilidade de sempre?”

José Luís Carneiro garantiu que agora é tempo “para dialogar com os municípios e com todos os partidos com representação parlamentar”, mas apontou todas as críticas ao PSD, que na quarta-feira anunciou o chumbo das alterações à lei que permite a qualquer uma das autarquias afetadas pela construção do aeroporto do Montijo vetar o avanço do projeto.

O primeiro-ministro reitera que não há "plano B" ao aeroporto no Montijo e avisa que "recomeçar do zero" terá "custos muito grandes para a economia do país". Nesta quinta-feira, António Costa afirmou-se "perplexo" com a posição do PSD.

"Toda a gente sabe que a cada dia a obra é cada vez mais urgente. Como eu sempre disse, não há plano B ao Montijo”, começou por afirmar.

“O plano B é recuar sete anos e recomeçar do zero agora com a hipótese de Alcochete. Isso terá custos muito grandes para a economia do país e, portanto, eu acho que todos devem agir com responsabilidade”, acrescentou aos jornalistas à entrada do Conselho de Ministros descentralizado, que decorre em Bragança.

António Costa lembrou depois que, em vez de reabrir o debate sobre a solução ideal, o Partido Socialista optou por aceitar "com toda a humildade" dar seguimento às decisões que, entretanto, tinham sido tomadas pelo Governo do PSD/CDS-PP de Passos Coelho.

"Porque nós não podemos chegar ao Governo e achar que vamos começar tudo do princípio. O país não começa quando nós chegamos ao Governo”, sustentou. “O país é um contínuo e nós temos de respeitar as decisões legítimas ainda que não concordemos com elas", reforçou, apelando à responsabilidade de todos para que esta obra, "de grande importância para o país", não seja novamente adiada.

“Bipolaridade tática” e “vertigem populista”

Também nesta quinta-feira, o secretário-geral adjunto do PS acusou o PSD de bipolaridade tática e de vertigem populista.

Em conferência de imprensa, de manhã, na sede do Partido Socialista, José Luís Carneiro lançou por várias vezes o desafio para que o presidente social-democrata defina, de uma vez por todas, a sua posição: “mantém a posição do Governo PSD/CDS que optava pela solução do Montijo ou o PSD está a ceder a uma vertigem populista ou vai demonstrar a sua cultura de responsabilidade de sempre?”

José Luís Carneiro garantiu que agora é tempo “para dialogar com os municípios e com todos os partidos com representação parlamentar”, mas apontou todas as críticas ao PSD, que na quarta-feira anunciou o chumbo das alterações à lei que permite a qualquer uma das autarquias afetadas pela construção do aeroporto do Montijo vetar o avanço do projeto.

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