Alargar a cidadania: Excertos (111.205)

01-09-2020
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[205/2005]O debate Alegre-SoaresTinha receio de o debate de ontem ser de picardias, rasteiras e caneladas. Afinal, foi civilizado. Em princípio, era um debate importante para o eleitorado do PS. Não sei como terá reagido. Sobre o conteúdo, gostaria de realçar um aspecto importante, que já é leit-motif destes debates: o dos poderes presidenciais. Alegre é o candidato que, nesta matéria, se tem aventurado mais e, por isso, tem sido criticado. A sua posição de ontem sobre a dissolução em virtude de medidas como a hipotética privatização da água ou da rede eléctrica é certamente polémica mas não leviana.Para mim, há alguma incongruência na relação entre a importância dada ao cargo e os seus poderes. Assistimos a uma campanha renhida e com grande investimento de meios. Candidatam-se pessoas de grande peso político. Os eleitores interessam-se, como se vê pela audiência dos debates. É o único cargo para o qual há eleições directas e com candidatos uninominais. No entanto, grande parte das respostas nos debates repete infindamente que respeitarão os poderes constitucionais, mas que estes são reduzidos (bem, segundo os candidatos) e repetem as coisas vagas que podem fazer: conversar com o primeiro ministro, enviar mensagens à Assembleia da República, vetar leis, mas com o veto sujeito à confirmação da lei pelo parlamento.(...)(continue a ler)João Vasconcelos CostaBlog João Vasconcelos Costa


[205/2005]O debate Alegre-SoaresTinha receio de o debate de ontem ser de picardias, rasteiras e caneladas. Afinal, foi civilizado. Em princípio, era um debate importante para o eleitorado do PS. Não sei como terá reagido. Sobre o conteúdo, gostaria de realçar um aspecto importante, que já é leit-motif destes debates: o dos poderes presidenciais. Alegre é o candidato que, nesta matéria, se tem aventurado mais e, por isso, tem sido criticado. A sua posição de ontem sobre a dissolução em virtude de medidas como a hipotética privatização da água ou da rede eléctrica é certamente polémica mas não leviana.Para mim, há alguma incongruência na relação entre a importância dada ao cargo e os seus poderes. Assistimos a uma campanha renhida e com grande investimento de meios. Candidatam-se pessoas de grande peso político. Os eleitores interessam-se, como se vê pela audiência dos debates. É o único cargo para o qual há eleições directas e com candidatos uninominais. No entanto, grande parte das respostas nos debates repete infindamente que respeitarão os poderes constitucionais, mas que estes são reduzidos (bem, segundo os candidatos) e repetem as coisas vagas que podem fazer: conversar com o primeiro ministro, enviar mensagens à Assembleia da República, vetar leis, mas com o veto sujeito à confirmação da lei pelo parlamento.(...)(continue a ler)João Vasconcelos CostaBlog João Vasconcelos Costa

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