Estamos a poucos dias da data de 25 de Novembro, data essa gravada indelevelmente na memória de muitos pelos acontecimentos decisivos que levaram à consolidação do processo de democratização da nossa vida coletiva, iniciado a 25 de Abril de 1974. Como escreveu uma vez o jornalista José Milhazes, foi Novembro que impediu que se fechasse a porta aberta em Abril e uma data não existe dissociada da outra.
Quando Pinheiro de Azevedo anuncia: “chegou a hora dos partidos políticos”, declarando assim que os militares deveriam ser por eles substituídos na condução da política nacional, é um novo ciclo que se inicia. Um ciclo que simbolicamente ficou associado às imagens de uma RTP a preto e branco, quando Duran Clemente foi interrompido abruptamente por imagens do comediante Danny Kaye. Icónico momento que assinalou a derrota da esquerda radical e do seu tentado golpe de estado, frustrado pelos militares que se identificavam com o “Grupo dos nove”, apoiados por um plano militar liderado por Ramalho Eanes.
Escrevendo num jornal de informação económica, é importante recordar o que pretendiam os militares golpistas de então e que hoje, em pleno séc. XXI, parecem ideias vindas de outro planeta: a coletivização dos meios de produção, a nacionalização de todas as grandes empresas, a expropriação de terras aos proprietários para entrega a cooperativas, em suma, a destruição da propriedade privada e da livre iniciativa de mercado. Após termos chegado à beira da guerra civil, com a derrota das forças radicais de esquerda, colapsam também essas intenções e, em seu lugar, são lançadas as sementes que germinariam depois na democracia cujos contornos hoje conhecemos e defendemos.
O CDS-PP celebra recorrentemente a data do 25 de Novembro com um jantar evocativo. Mas este ano pretendemos ir mais além e propusemos na Assembleia da República que seja feito um levantamento das personalidades envolvidas e que não tenham recebido a Ordem da Liberdade, para que essa distinção lhes seja atribuída, sejam militares ou civis, em vida ou até a título póstumo. A Ordem da Liberdade, recorde-se, destina-se a distinguir serviços relevantes à causa da liberdade, prestados em defesa dos valores da civilização e em prol da dignificação humana.
Para além disso, propomos igualmente que a Assembleia da República assinale a data com uma sessão evocativa da data que consideramos ser a da consolidação da democracia. Como declarou o deputado Telmo Correia: “O 25 de Novembro não foi um contra-25 de Abril. Antes pelo contrário, foi o cumprimento do 25 de Abril, foi o que garantiu cumprir a esperança que o 25 de Abril lançou de termos uma democracia pluralista, de tipo ocidental, com partidos democráticos, com liberdade de expressão”.
Regressou ao Netflix com nova e terceira temporada a série “The Crown”, embora com outros atores agora nos principais papéis. Mantêm-se os excelentes valores de produção e é para mim particularmente interessante seguir a relação institucional que se desenvolve entre a Rainha Isabel II e o primeiro-ministro britânico à época que esta temporada retrata, o trabalhista Harold Wilson. Se puderem, não deixem de ver.
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Estamos a poucos dias da data de 25 de Novembro, data essa gravada indelevelmente na memória de muitos pelos acontecimentos decisivos que levaram à consolidação do processo de democratização da nossa vida coletiva, iniciado a 25 de Abril de 1974. Como escreveu uma vez o jornalista José Milhazes, foi Novembro que impediu que se fechasse a porta aberta em Abril e uma data não existe dissociada da outra.
Quando Pinheiro de Azevedo anuncia: “chegou a hora dos partidos políticos”, declarando assim que os militares deveriam ser por eles substituídos na condução da política nacional, é um novo ciclo que se inicia. Um ciclo que simbolicamente ficou associado às imagens de uma RTP a preto e branco, quando Duran Clemente foi interrompido abruptamente por imagens do comediante Danny Kaye. Icónico momento que assinalou a derrota da esquerda radical e do seu tentado golpe de estado, frustrado pelos militares que se identificavam com o “Grupo dos nove”, apoiados por um plano militar liderado por Ramalho Eanes.
Escrevendo num jornal de informação económica, é importante recordar o que pretendiam os militares golpistas de então e que hoje, em pleno séc. XXI, parecem ideias vindas de outro planeta: a coletivização dos meios de produção, a nacionalização de todas as grandes empresas, a expropriação de terras aos proprietários para entrega a cooperativas, em suma, a destruição da propriedade privada e da livre iniciativa de mercado. Após termos chegado à beira da guerra civil, com a derrota das forças radicais de esquerda, colapsam também essas intenções e, em seu lugar, são lançadas as sementes que germinariam depois na democracia cujos contornos hoje conhecemos e defendemos.
O CDS-PP celebra recorrentemente a data do 25 de Novembro com um jantar evocativo. Mas este ano pretendemos ir mais além e propusemos na Assembleia da República que seja feito um levantamento das personalidades envolvidas e que não tenham recebido a Ordem da Liberdade, para que essa distinção lhes seja atribuída, sejam militares ou civis, em vida ou até a título póstumo. A Ordem da Liberdade, recorde-se, destina-se a distinguir serviços relevantes à causa da liberdade, prestados em defesa dos valores da civilização e em prol da dignificação humana.
Para além disso, propomos igualmente que a Assembleia da República assinale a data com uma sessão evocativa da data que consideramos ser a da consolidação da democracia. Como declarou o deputado Telmo Correia: “O 25 de Novembro não foi um contra-25 de Abril. Antes pelo contrário, foi o cumprimento do 25 de Abril, foi o que garantiu cumprir a esperança que o 25 de Abril lançou de termos uma democracia pluralista, de tipo ocidental, com partidos democráticos, com liberdade de expressão”.
Regressou ao Netflix com nova e terceira temporada a série “The Crown”, embora com outros atores agora nos principais papéis. Mantêm-se os excelentes valores de produção e é para mim particularmente interessante seguir a relação institucional que se desenvolve entre a Rainha Isabel II e o primeiro-ministro britânico à época que esta temporada retrata, o trabalhista Harold Wilson. Se puderem, não deixem de ver.