JORNAL PUBLICO: Contra a "ilusão" a "irreverência"

19-11-2000
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12/08/95

JSD ataca PP

Contra a "ilusão" a "irreverência"

O líder da JSD-Porto, Sérgio Vieira, admitiu ontem que parte da juventude portuguesa poderá optar pelo Partido Popular nas próximas eleições de Outubro. "É uma reacção natural de tendência para a mudança, sobretudo por parte dos jovens que votam pela primeira vez", declarou, ao ser confrontado com os indicadores das sondagens que apontam para uma perda de votos do PSD junto do eleitorado jovem. Nada que faça esmorecer o optimismo dos laranjinhas portuenses: "A juventude portuguesa não se deixará iludir, decidirá com inteligência e verá que a mudança está no PSD", preconizou.

Para Sérgio Vieira "nem a JS, nem a JC- Gerações Populares estão à altura de serem adversários da JSD". Exibindo o panfleto que a JS tem distribuído na campanha que está a desenvolver no distrito, Sérgio Vieira acusava os jovens socialistas de não apresentarem uma única proposta: "Quem ler este panfleto fica pasmado. Não se aponta uma única direcção, nem um único caminho. É a destruição, o pessimismo, a desgraça".

Convicto de que a "maioria absoluta está ao alcance do PSD", Sérgio Vieira acredita que três dos cinco candidatos da JSD que integram as listas do Porto têm hipóteses de ser eleitos. Assumindo o compromisso de se constituirem como as vozes da "irreverência e do inconformismo" na Assembleia da República, o líder dos laranjinhas portuenses aproveitava a conferência de imprensa de apresentação dos candidatos para divulgar o programa eleitoral da JSD-Porto e anunciar um intenso programa de campanha a levar a efeito até às eleições de Outubro.

Elegendo a educação como "a primeira prioridade" por oposição à "paixão que por vezes cega e engana" - numa directa alusão às propostas do PS - , as apostas do programa da JSD-Porto voltam-se ainda para a Ciência e a Tecnologia, o ambiente, o emprego e o desporto tendo em vista "consolidar a componente qualitativa do desenvolvimento". Já no plano internacional, dizem os laranjinhas portuenses, "importa pensar a Europa, apostar em África e resolver Timor".

Quanto ao trabalho no terreno, a JSD-Porto promete mobilizar a juventude, "com uma campanha contagiante" que passa por acções de rua, reuniões com todas as asociações de estudantes do ensino superior e secundário, com organizações juvenis, e comícios-festa em todos os concelhos do distrito. Uma mobilização que será posta à prova já a 8 ou 9 de Setembro (a data está ainda por definir), quando Fernando Nogueira voltar à Foz para participar na festa da juventude. Mas desta vez, com novos atractivos: a JSD quer montar o palco na praia, promete bar aberto ao longo da noite e quatro bandas para animar as hostes até às quatro da madrugada. Em aberto está ainda a possibilidade de participação de desportistas e artistas simpatizantes ou militantes do PSD, com breves intervenções, por entre os discursos políticos de Sérgio Vieira, Luís Filipe Menezes e Fernando Nogueira.

Filomena Fontes

12/08/95

JSD ataca PP

Contra a "ilusão" a "irreverência"

O líder da JSD-Porto, Sérgio Vieira, admitiu ontem que parte da juventude portuguesa poderá optar pelo Partido Popular nas próximas eleições de Outubro. "É uma reacção natural de tendência para a mudança, sobretudo por parte dos jovens que votam pela primeira vez", declarou, ao ser confrontado com os indicadores das sondagens que apontam para uma perda de votos do PSD junto do eleitorado jovem. Nada que faça esmorecer o optimismo dos laranjinhas portuenses: "A juventude portuguesa não se deixará iludir, decidirá com inteligência e verá que a mudança está no PSD", preconizou.

Para Sérgio Vieira "nem a JS, nem a JC- Gerações Populares estão à altura de serem adversários da JSD". Exibindo o panfleto que a JS tem distribuído na campanha que está a desenvolver no distrito, Sérgio Vieira acusava os jovens socialistas de não apresentarem uma única proposta: "Quem ler este panfleto fica pasmado. Não se aponta uma única direcção, nem um único caminho. É a destruição, o pessimismo, a desgraça".

Convicto de que a "maioria absoluta está ao alcance do PSD", Sérgio Vieira acredita que três dos cinco candidatos da JSD que integram as listas do Porto têm hipóteses de ser eleitos. Assumindo o compromisso de se constituirem como as vozes da "irreverência e do inconformismo" na Assembleia da República, o líder dos laranjinhas portuenses aproveitava a conferência de imprensa de apresentação dos candidatos para divulgar o programa eleitoral da JSD-Porto e anunciar um intenso programa de campanha a levar a efeito até às eleições de Outubro.

Elegendo a educação como "a primeira prioridade" por oposição à "paixão que por vezes cega e engana" - numa directa alusão às propostas do PS - , as apostas do programa da JSD-Porto voltam-se ainda para a Ciência e a Tecnologia, o ambiente, o emprego e o desporto tendo em vista "consolidar a componente qualitativa do desenvolvimento". Já no plano internacional, dizem os laranjinhas portuenses, "importa pensar a Europa, apostar em África e resolver Timor".

Quanto ao trabalho no terreno, a JSD-Porto promete mobilizar a juventude, "com uma campanha contagiante" que passa por acções de rua, reuniões com todas as asociações de estudantes do ensino superior e secundário, com organizações juvenis, e comícios-festa em todos os concelhos do distrito. Uma mobilização que será posta à prova já a 8 ou 9 de Setembro (a data está ainda por definir), quando Fernando Nogueira voltar à Foz para participar na festa da juventude. Mas desta vez, com novos atractivos: a JSD quer montar o palco na praia, promete bar aberto ao longo da noite e quatro bandas para animar as hostes até às quatro da madrugada. Em aberto está ainda a possibilidade de participação de desportistas e artistas simpatizantes ou militantes do PSD, com breves intervenções, por entre os discursos políticos de Sérgio Vieira, Luís Filipe Menezes e Fernando Nogueira.

Filomena Fontes

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