DN

09-06-2001
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Racismo não se combate com leis

Participantes em seminário defendem mais investimentos para melhorar vida das minorias étnicas

Paulo Santos

em Setúbal

"O racismo não se combate com meios jurídicos". Foi esta a ideia deixada por José Leitão, alto-comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, durante a abertura dos trabalhos do seminário internacional "Contra o Racismo" que durou dois dias no edifício do INATEL em Setúbal, organizado pelo Centro Cultural Africano. Esta estrutura foi criada por um conjunto de pessoas que estão ligadas a vários aspectos da cultura africana, nos seus países de origem ou em Portugal. Durante a sua intervenção, José Leitão referiu que "não é suficiente investir apenas em equipamentos ou infraestruturas nos ambientes mais degradados, como são os casos dos bairros onde existem comunidades de emigrantes e cidadãos das ex-colónias e de países africanos de língua portuguesa. José Leitão defendeu a necessidade de se reforçar o investimento na habitação, na educação e na saúde, de forma a garantir a qualidade de vida e bem estar "daquela camada mais carenciada e mais problemática da população", afirmou. Esta ideia foi também sublinhada pelo presidente da Câmara Municipal de Setúbal. Mata Cáceres lembrou "o esforço que a autarquia está a realizar para acabar com as desigualdades no concelho e na cidade de Setúbal". O autarca falou das cerca de mil casas atribuídas pela câmara a famílias do concelho e sublinhou os investimentos que esão a ser realizados para esbater as diferenças sociais "que são um sinal claro de racismo", disse. No seminário falou-se também do programa "Escolhas", um projecto lançado no início do ano e que já está a ser desenvolvido no terreno. Existem nesta altura, segundo os responsáveis, cerca de 50 locais identificados e referenciados em todo o país "onde o programa vai seguramente dar frutos", garantiu Maria João Freitas, coordenadora do programa. Este projecto resulta de um trabalho de equipa, articulado entre quem vive nos locais e os próprios organismos estatais. "É um projecto territorial", disse Maria João Freitas. O programa tem como missão prevenir a marginalidade juvenil e promover a inserção dos jovens em meios urbanos.

Racismo não se combate com leis

Participantes em seminário defendem mais investimentos para melhorar vida das minorias étnicas

Paulo Santos

em Setúbal

"O racismo não se combate com meios jurídicos". Foi esta a ideia deixada por José Leitão, alto-comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, durante a abertura dos trabalhos do seminário internacional "Contra o Racismo" que durou dois dias no edifício do INATEL em Setúbal, organizado pelo Centro Cultural Africano. Esta estrutura foi criada por um conjunto de pessoas que estão ligadas a vários aspectos da cultura africana, nos seus países de origem ou em Portugal. Durante a sua intervenção, José Leitão referiu que "não é suficiente investir apenas em equipamentos ou infraestruturas nos ambientes mais degradados, como são os casos dos bairros onde existem comunidades de emigrantes e cidadãos das ex-colónias e de países africanos de língua portuguesa. José Leitão defendeu a necessidade de se reforçar o investimento na habitação, na educação e na saúde, de forma a garantir a qualidade de vida e bem estar "daquela camada mais carenciada e mais problemática da população", afirmou. Esta ideia foi também sublinhada pelo presidente da Câmara Municipal de Setúbal. Mata Cáceres lembrou "o esforço que a autarquia está a realizar para acabar com as desigualdades no concelho e na cidade de Setúbal". O autarca falou das cerca de mil casas atribuídas pela câmara a famílias do concelho e sublinhou os investimentos que esão a ser realizados para esbater as diferenças sociais "que são um sinal claro de racismo", disse. No seminário falou-se também do programa "Escolhas", um projecto lançado no início do ano e que já está a ser desenvolvido no terreno. Existem nesta altura, segundo os responsáveis, cerca de 50 locais identificados e referenciados em todo o país "onde o programa vai seguramente dar frutos", garantiu Maria João Freitas, coordenadora do programa. Este projecto resulta de um trabalho de equipa, articulado entre quem vive nos locais e os próprios organismos estatais. "É um projecto territorial", disse Maria João Freitas. O programa tem como missão prevenir a marginalidade juvenil e promover a inserção dos jovens em meios urbanos.

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