Não obstante as proximidades de percurso, quer Parreirão quer Baptista estão a protagonizar uma campanha abertamente agressiva, com vista a contabilizar e mobilizar os respectivos apoiantes, um pouco por todo o distrito. O primeiro - que é líder da concelhia de Soure, para além de secretário de Estado das Obras Públicas - leva a vantagem de ser apoiado pelas principais figuras socialistas de Coimbra, como Fernando Vale, Manuel Alegre, António Arnaut, Manuel Machado, Luís Marinho, António Campos, João Rui de Almeida, Fausto Correia e o actual governador civil, Horácio Antunes. Já os principais apoios de Vítor Baptista situam-se fora do aparelho do partido e concentram-se sobretudo na concelhia de Coimbra (a que preside há três mandatos consecutivos), bem como nas de Cantanhede, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Oliveira do Hospital.
Acusações e justificações
Acusa o seu adversário de não dar a cara pelo PS e de ter vindo a fazer carreira política atrás de outras figuras do partido: «Ele é presidente da concelhia de Soure desde há cinco anos e nem um comunicado publicou contra a gestão do PSD na Câmara Municipal», diz Vítor Baptista. E acrescenta: «Eu nunca me escondi atrás de nenhum biombo e venho desde 1992 a dar a cara pelo PS em Coimbra».
Luís Parreirão refuta estas acusações, dizendo que durante mais de dez anos defendeu posições minoritárias nos órgãos federativos e recorda mesmo que ele e Romero de Magalhães foram, nos finais dos anos 80, os únicos apoiantes de Jaime Gama em Coimbra, quando este e Jorge Sampaio se candidataram à sucessão de Vítor Constâncio na liderança do PS.
Diz que se for eleito vai dinamizar o partido no distrito, colocando-o mais próximo dos cidadãos e das organizações da sociedade civil. «O PS precisa de se renovar e de se requalificar, com mais jovens, mais mulheres e mais quadros políticos», explica. Garante que irá promover a realização de um grande congresso do Distrito de Coimbra, aberto a «todas as pessoas que se identifiquem minimamente com os ideais do partido». Em sua opinião, o PS deverá propor «um novo modelo de desenvolvimento para o distrito de Coimbra, assente na contratualização com a sociedade civil», mas frisa que isso não significa «uma visão estatizante ou partidocrática da sociedade».
Luís Parreirão considera-se, por outro lado, o melhor candidato para «fazer a transição entre a geração de 50 anos que tem detido o poder na Federação e a jovem geração de 30 anos. A transição não pode fazer-se com intervalos de 20 anos», sublinha.
ANTÓNIO MARINHO
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Não obstante as proximidades de percurso, quer Parreirão quer Baptista estão a protagonizar uma campanha abertamente agressiva, com vista a contabilizar e mobilizar os respectivos apoiantes, um pouco por todo o distrito. O primeiro - que é líder da concelhia de Soure, para além de secretário de Estado das Obras Públicas - leva a vantagem de ser apoiado pelas principais figuras socialistas de Coimbra, como Fernando Vale, Manuel Alegre, António Arnaut, Manuel Machado, Luís Marinho, António Campos, João Rui de Almeida, Fausto Correia e o actual governador civil, Horácio Antunes. Já os principais apoios de Vítor Baptista situam-se fora do aparelho do partido e concentram-se sobretudo na concelhia de Coimbra (a que preside há três mandatos consecutivos), bem como nas de Cantanhede, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Oliveira do Hospital.
Acusações e justificações
Acusa o seu adversário de não dar a cara pelo PS e de ter vindo a fazer carreira política atrás de outras figuras do partido: «Ele é presidente da concelhia de Soure desde há cinco anos e nem um comunicado publicou contra a gestão do PSD na Câmara Municipal», diz Vítor Baptista. E acrescenta: «Eu nunca me escondi atrás de nenhum biombo e venho desde 1992 a dar a cara pelo PS em Coimbra».
Luís Parreirão refuta estas acusações, dizendo que durante mais de dez anos defendeu posições minoritárias nos órgãos federativos e recorda mesmo que ele e Romero de Magalhães foram, nos finais dos anos 80, os únicos apoiantes de Jaime Gama em Coimbra, quando este e Jorge Sampaio se candidataram à sucessão de Vítor Constâncio na liderança do PS.
Diz que se for eleito vai dinamizar o partido no distrito, colocando-o mais próximo dos cidadãos e das organizações da sociedade civil. «O PS precisa de se renovar e de se requalificar, com mais jovens, mais mulheres e mais quadros políticos», explica. Garante que irá promover a realização de um grande congresso do Distrito de Coimbra, aberto a «todas as pessoas que se identifiquem minimamente com os ideais do partido». Em sua opinião, o PS deverá propor «um novo modelo de desenvolvimento para o distrito de Coimbra, assente na contratualização com a sociedade civil», mas frisa que isso não significa «uma visão estatizante ou partidocrática da sociedade».
Luís Parreirão considera-se, por outro lado, o melhor candidato para «fazer a transição entre a geração de 50 anos que tem detido o poder na Federação e a jovem geração de 30 anos. A transição não pode fazer-se com intervalos de 20 anos», sublinha.
ANTÓNIO MARINHO