Sábado, 29 de Setembro de 2001
Das duas, uma: ou Francisco Assis já deu o que tinha a dar como líder da bancada socialista, ou as suas escolhas de duas "fracas figuras" (em termos políticos) para entrarem na direcção do grupo parlamentar (António Braga e Fernando Sarrasqueiro) não são de todo do agrado dos deputados socialistas. A verdade é que Francisco de Assis sofreu uma pesada derrota ao ser reeleito para a liderança da bancada apenas com 58 votos a favor num universo de 115 deputados socialistas, tendo arrecadado mesmo 31 votos contra. Numa bancada que representa neste momento um Governo fragilizado e com dificuldades em trazer algo de novo à política nacional e com um grupo de deputados "minado" por muita gente do contra, a atitude destas dezenas de insatisfeitos pode complicar significativamente a vida e a autoridade de Assis.
José Sócrates, o ministro que tutela as autarquias, continua a assobiar para ar quando houve falar no caso de Felgueiras. Não só deixa que continue a arder em lume brando o seu secretário de Estado José Augusto Carvalho, como parece esquecer que é ele o máximo responsável pela área. Mas mais grave ainda é que pretenda ignorar que o famoso "saco azul" do PS de Felgueiras era alimentado também com verbas provenientes de pretensos negócios da área do ambiente.
Há cinco meses sem quórum na câmara que preside devido a um caso que continua à espera do esclarecimento das autoridades judiciais competentes, Fátima Felgueiras persiste contra tudo e contra todos em exercer o poder. Não há leis que a parem, não há ética que a responsabilize, nem sensibilidade que a faça entender os custos que a sua arrogância está a trazer para o seu município. Só com a inexplicável ajuda dos seus correligionários políticos, entre os quais nomes grados, como Jorge Coelho ou Narciso Miranda, Fátima Felgueiras é o exemplo acabado da corrupção da democracia. Não há representatividade que funcione quando quem representa age assim. R.A./L.A.
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Sábado, 29 de Setembro de 2001
Das duas, uma: ou Francisco Assis já deu o que tinha a dar como líder da bancada socialista, ou as suas escolhas de duas "fracas figuras" (em termos políticos) para entrarem na direcção do grupo parlamentar (António Braga e Fernando Sarrasqueiro) não são de todo do agrado dos deputados socialistas. A verdade é que Francisco de Assis sofreu uma pesada derrota ao ser reeleito para a liderança da bancada apenas com 58 votos a favor num universo de 115 deputados socialistas, tendo arrecadado mesmo 31 votos contra. Numa bancada que representa neste momento um Governo fragilizado e com dificuldades em trazer algo de novo à política nacional e com um grupo de deputados "minado" por muita gente do contra, a atitude destas dezenas de insatisfeitos pode complicar significativamente a vida e a autoridade de Assis.
José Sócrates, o ministro que tutela as autarquias, continua a assobiar para ar quando houve falar no caso de Felgueiras. Não só deixa que continue a arder em lume brando o seu secretário de Estado José Augusto Carvalho, como parece esquecer que é ele o máximo responsável pela área. Mas mais grave ainda é que pretenda ignorar que o famoso "saco azul" do PS de Felgueiras era alimentado também com verbas provenientes de pretensos negócios da área do ambiente.
Há cinco meses sem quórum na câmara que preside devido a um caso que continua à espera do esclarecimento das autoridades judiciais competentes, Fátima Felgueiras persiste contra tudo e contra todos em exercer o poder. Não há leis que a parem, não há ética que a responsabilize, nem sensibilidade que a faça entender os custos que a sua arrogância está a trazer para o seu município. Só com a inexplicável ajuda dos seus correligionários políticos, entre os quais nomes grados, como Jorge Coelho ou Narciso Miranda, Fátima Felgueiras é o exemplo acabado da corrupção da democracia. Não há representatividade que funcione quando quem representa age assim. R.A./L.A.