A FOTOGRAFIA
Festa Espontânea nos Aliados
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2001
A Avenida dos Aliados, no Porto, viveu ontem um ambiente, no mínimo, estranho. "A RTP pôs seis câmaras no Gomes e uma aqui; agora anda a correr como doida", criticava um homem à porta da sede de candidatura de Rui Rio, que já estava a "calmantes". Na sede de candidatura do esperado vencedor "rosa", reinava o silêncio e o mal-estar.
Na sede da coligação PSD-CDS/PP, sucediam-se os gritos de vitória incrédulos, com os militantes e os candidatos a mordiscar aperitivos mais para calar os nervos do que para enganar a fome. "Isto é como a guerra no Afeganistão. Lá são as cidades dos 'taliban' a cair, aqui são as freguesias", comentava alegremente o vereador Paulo Cutileiro, revelando não haver plano de festa. "Ninguém esperava isto!".
Passava pouco das 22h00 quando a derrota de Gomes foi dada como certa e umas dezenas de condutores invadiram a avenida, a buzinar. As bandeiras laranja e azul foram colorindo o palco de repetidas cenas de beijos e abraços, pulos e cantorias. "Ganhámos!", "A câmara é nossa!", "Somos os maiores!" eram as frases mais batidas. A circulação era já impossível, com um rosário de carros estacionados em segunda fila, mas, lá dentro, Rio falava sobre o caos do trânsito que quer mudar.
A.C.P.
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Festa Espontânea nos Aliados
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2001
A Avenida dos Aliados, no Porto, viveu ontem um ambiente, no mínimo, estranho. "A RTP pôs seis câmaras no Gomes e uma aqui; agora anda a correr como doida", criticava um homem à porta da sede de candidatura de Rui Rio, que já estava a "calmantes". Na sede de candidatura do esperado vencedor "rosa", reinava o silêncio e o mal-estar.
Na sede da coligação PSD-CDS/PP, sucediam-se os gritos de vitória incrédulos, com os militantes e os candidatos a mordiscar aperitivos mais para calar os nervos do que para enganar a fome. "Isto é como a guerra no Afeganistão. Lá são as cidades dos 'taliban' a cair, aqui são as freguesias", comentava alegremente o vereador Paulo Cutileiro, revelando não haver plano de festa. "Ninguém esperava isto!".
Passava pouco das 22h00 quando a derrota de Gomes foi dada como certa e umas dezenas de condutores invadiram a avenida, a buzinar. As bandeiras laranja e azul foram colorindo o palco de repetidas cenas de beijos e abraços, pulos e cantorias. "Ganhámos!", "A câmara é nossa!", "Somos os maiores!" eram as frases mais batidas. A circulação era já impossível, com um rosário de carros estacionados em segunda fila, mas, lá dentro, Rio falava sobre o caos do trânsito que quer mudar.
A.C.P.