OPINIÃO
O gesto de Portas
Honrar a palavra dada não deveria merecer mais do que a tranquilidade de consciência do seu autor. Mas, na triste política à portuguesa dos nossos tempos, a coerência tornou-se um bem tão escasso que a simples menção da virtude é candidatura imediata a manchetes de jornal e a públicos elogios. É caso para dizer: ao qu'isto chegou! Não se pretende com o intróito apoucar quem quer que seja, tão-só reavivar memórias para o sinuoso caminho seguido pela moral e os bons costumes neste jardim à beira-mar plantado. No entanto, como a realidade não cede a considerações românticas, Paulo Portas tem direito a aplauso, sobretudo porque recusou fazer comércio dos princípios num caso que acarreta prejuízos eleitorais muito elevados para o seu partido. De facto, sobre o gesto de Daniel Campelo ao viabilizar o Orçamento 2000 já tudo foi dito. Nessa altura, teria sido muito fácil afastar o deputado limiano, se os estatutos acompanhassem a fúria indignada do seu líder. Só que o tempo passou e com ele vieram as dúvidas dissimuladas pelo pragmatismo de alguns militantes, num partido com fracos desempenhos nas municipais e em que não ter Campelo pode significar a derrota dos objectivos autárquicos de Paulo Portas. Mesmo assim, o presidente dos populares decidiu assumir o risco de afrontar a tradição recente de conformismo e conveniência e, desta forma, traçou uma clara fronteira moral que, inspirada no passado, bem pode servir de exemplo para o futuro. Paulo Portas pode a curto prazo ter penalizado o seu próprio partido, mas conquistou uma autoridade que, a médio prazo, tem todas as possibilidades de reverter a seu favor. Ser oposição está hoje longe de ser uma simples questão programática, é também o estabelecimento de uma convicta diferença de praxis. Ao afastar Campelo, o líder é bem capaz de ter seduzido um amplo sector dos desiludidos da política.
COMENTÁRIOS AO ARTIGO
100 comentários 11 a 20
16 Maio 2001 às 12:30
E eu só sabia do actor de teatro...
16 Maio 2001 às 11:39
E eu só sabia do Pateta
16 Maio 2001 às 10:38
E eu só sabia do mágico!
15 Maio 2001 às 23:08
Padeiro? Não sabia dessa, só sabia do bailarino!
15 Maio 2001 às 20:01
A que túnel te referes,Maria?
15 Maio 2001 às 19:48
Oh Maria!És tu o célebre padeiro?
15 Maio 2001 às 17:49
Maria Simões
ao longo do tempo, aprendi a não acreditar em políticos (fosse qual fosse o quadrante) ou nas suas promessas - tudo me soava a falso, era teatro. gostava de poder acreditar - Portugal merecia mais do que tem tido. Esta atitude do Dr. Paulo Portas, e não havendo, de facto, nada "na manga", é uma luz ao fundo do túnel - o sonho do regresso aos valores.
15 Maio 2001 às 16:05
Paulo Portas fez muito sangue no Independente ( é inegável )
Por isso teria que pagar a factura durante um tempo.
Esse tempo já passou.
Neste momento, como alguém bem diz,está a "fazer-se" como político credível, porque brilhante ele já é, inegavelmente.
Será talvez o único que pode vir a mudar a tristeza do nosso pindérico panorama político, se lhe derem tempo e espaço.
Não tenham medo dele, pior do que estamos não poderemos ficar.
Ao menos estaremos nas mãos de um Homem inteligente!
E sério, mas isso só dizem os que o conhecem bem!
15 Maio 2001 às 14:46
Necas
A verdade sobre o Paulinho das feiras
Não sei com que intenção é que o Sr. Jornalista escreve este artigo,
mas a verdade é que este artigo é muito pouco sério, se não vejamos:
O Paulinho das feiras aparece na política, servindo-se de um jornal
(que vergonha sr. fernando diogo)
onde de forma doentia ele perseguia
ou assassinava políticos da sua área ou próxima desta, tais como, Prof. Cavaco e Silva, Leonor Beleza, Marcelo, Durão, Duarte Lima, Manuel Monteiro, e outros.Lem
bra-se sr. fernando diogo?
O paulinho das feiras era todo naci
-onalista e era até contra a entrada de Portugal na União Europeia, lembra-se sr. fernando diogo?
Há um tempo atrás O Paulinho das feiras pediu a Basílio Horta que se candidata-se ao cargo de Presidente da República,e depois
lembra-se do que aconteceu, sr. fer
nando diogo?
O Paulinho das feiras, era muito amigo do Manuel Monteiro do C.D.s
e depois,lembra-se do que aconte-
ceu sr. fernando diogo?
O paulinho das feiras dizia que só
ia embora do seu jornal (independen
-te) depois deste vender mais um
exemplar do que o Expresso, lembra-se sr. fernando diogo?
sr. fernando diogo, diga-nos se a-
credita mesmo que o paulinho das feiras é um "Homem" a sério e de bom carácter, ou se pelo contrário
o sr. jornalista estava com preguiça, e nem se deu ao trabalho
de escolher outro assunto para o artigo que resolveu impingir aos leitores do Expresso
15 Maio 2001 às 14:00
Papas na Cabeça ( (só para quem quer, claro) )
Não nos comam as papas na cabeça. Nos bastidores, toda a gente diz que o acordo Campelo foi negociado com Portas ( e, até previa a demarcação e indignação deste no caso de "a coisa cair mal ao país").
Depois, ganhou gosto ao papel de ofendido e agora já nem sabe se o que diz é verdade ou ficção...
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O gesto de Portas
Honrar a palavra dada não deveria merecer mais do que a tranquilidade de consciência do seu autor. Mas, na triste política à portuguesa dos nossos tempos, a coerência tornou-se um bem tão escasso que a simples menção da virtude é candidatura imediata a manchetes de jornal e a públicos elogios. É caso para dizer: ao qu'isto chegou! Não se pretende com o intróito apoucar quem quer que seja, tão-só reavivar memórias para o sinuoso caminho seguido pela moral e os bons costumes neste jardim à beira-mar plantado. No entanto, como a realidade não cede a considerações românticas, Paulo Portas tem direito a aplauso, sobretudo porque recusou fazer comércio dos princípios num caso que acarreta prejuízos eleitorais muito elevados para o seu partido. De facto, sobre o gesto de Daniel Campelo ao viabilizar o Orçamento 2000 já tudo foi dito. Nessa altura, teria sido muito fácil afastar o deputado limiano, se os estatutos acompanhassem a fúria indignada do seu líder. Só que o tempo passou e com ele vieram as dúvidas dissimuladas pelo pragmatismo de alguns militantes, num partido com fracos desempenhos nas municipais e em que não ter Campelo pode significar a derrota dos objectivos autárquicos de Paulo Portas. Mesmo assim, o presidente dos populares decidiu assumir o risco de afrontar a tradição recente de conformismo e conveniência e, desta forma, traçou uma clara fronteira moral que, inspirada no passado, bem pode servir de exemplo para o futuro. Paulo Portas pode a curto prazo ter penalizado o seu próprio partido, mas conquistou uma autoridade que, a médio prazo, tem todas as possibilidades de reverter a seu favor. Ser oposição está hoje longe de ser uma simples questão programática, é também o estabelecimento de uma convicta diferença de praxis. Ao afastar Campelo, o líder é bem capaz de ter seduzido um amplo sector dos desiludidos da política.
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16 Maio 2001 às 12:30
E eu só sabia do actor de teatro...
16 Maio 2001 às 11:39
E eu só sabia do Pateta
16 Maio 2001 às 10:38
E eu só sabia do mágico!
15 Maio 2001 às 23:08
Padeiro? Não sabia dessa, só sabia do bailarino!
15 Maio 2001 às 20:01
A que túnel te referes,Maria?
15 Maio 2001 às 19:48
Oh Maria!És tu o célebre padeiro?
15 Maio 2001 às 17:49
Maria Simões
ao longo do tempo, aprendi a não acreditar em políticos (fosse qual fosse o quadrante) ou nas suas promessas - tudo me soava a falso, era teatro. gostava de poder acreditar - Portugal merecia mais do que tem tido. Esta atitude do Dr. Paulo Portas, e não havendo, de facto, nada "na manga", é uma luz ao fundo do túnel - o sonho do regresso aos valores.
15 Maio 2001 às 16:05
Paulo Portas fez muito sangue no Independente ( é inegável )
Por isso teria que pagar a factura durante um tempo.
Esse tempo já passou.
Neste momento, como alguém bem diz,está a "fazer-se" como político credível, porque brilhante ele já é, inegavelmente.
Será talvez o único que pode vir a mudar a tristeza do nosso pindérico panorama político, se lhe derem tempo e espaço.
Não tenham medo dele, pior do que estamos não poderemos ficar.
Ao menos estaremos nas mãos de um Homem inteligente!
E sério, mas isso só dizem os que o conhecem bem!
15 Maio 2001 às 14:46
Necas
A verdade sobre o Paulinho das feiras
Não sei com que intenção é que o Sr. Jornalista escreve este artigo,
mas a verdade é que este artigo é muito pouco sério, se não vejamos:
O Paulinho das feiras aparece na política, servindo-se de um jornal
(que vergonha sr. fernando diogo)
onde de forma doentia ele perseguia
ou assassinava políticos da sua área ou próxima desta, tais como, Prof. Cavaco e Silva, Leonor Beleza, Marcelo, Durão, Duarte Lima, Manuel Monteiro, e outros.Lem
bra-se sr. fernando diogo?
O paulinho das feiras era todo naci
-onalista e era até contra a entrada de Portugal na União Europeia, lembra-se sr. fernando diogo?
Há um tempo atrás O Paulinho das feiras pediu a Basílio Horta que se candidata-se ao cargo de Presidente da República,e depois
lembra-se do que aconteceu, sr. fer
nando diogo?
O Paulinho das feiras, era muito amigo do Manuel Monteiro do C.D.s
e depois,lembra-se do que aconte-
ceu sr. fernando diogo?
O paulinho das feiras dizia que só
ia embora do seu jornal (independen
-te) depois deste vender mais um
exemplar do que o Expresso, lembra-se sr. fernando diogo?
sr. fernando diogo, diga-nos se a-
credita mesmo que o paulinho das feiras é um "Homem" a sério e de bom carácter, ou se pelo contrário
o sr. jornalista estava com preguiça, e nem se deu ao trabalho
de escolher outro assunto para o artigo que resolveu impingir aos leitores do Expresso
15 Maio 2001 às 14:00
Papas na Cabeça ( (só para quem quer, claro) )
Não nos comam as papas na cabeça. Nos bastidores, toda a gente diz que o acordo Campelo foi negociado com Portas ( e, até previa a demarcação e indignação deste no caso de "a coisa cair mal ao país").
Depois, ganhou gosto ao papel de ofendido e agora já nem sabe se o que diz é verdade ou ficção...
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