Vice-reitores promovidos

20-10-2000
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Universidade Moderna: estudantes pedem aos cooperantes que se preocupem com os 10 mil alunos da escola

Depois da próxima assembleia geral eleger os novos órgãos sociais, serão ouvidos os conselhos científico e pedagógico quanto aos nomes dos potenciais reitores. Se forem consensuais, a direcção fica apta para os nomear.

José Júlio Gonçalves pediu a demissão depois de pressões internas da Moderna.

Na carta tornada pública, o ex-reitor afirmava que «para sobreviver à violência dos ataques» que têm sido feitos à Moderna «é chegado o momento de eu deixar de servir de pretexto para a sua destruição».

Apesar da declaração de José Júlio Gonçalves, membros da direcção da associação de estudantes de Lisboa disseram ao «Diário de Notícias» não acreditar na autenticidade da carta, alegando que fora escrita sob pressão. Já a associação de estudantes da Moderna do Porto, «apoia a resignação do reitor» e apela aos cooperantes que na assembleia geral «se consciencializem que acima de qualquer problema está o futuro de 10 mil alunos».

Na assembleia, que não poderá aprovar o relatório e contas de 1999, por os elementos se encontrarem em posse da Polícia Judiciária, são esperadas divergências. A cooperativa, com cerca de 60 membros, está actualmente dividida em três grupos: um liderado pela família Gonçalves, outro encabeçado por Sousa Lara e Esmeraldo Azevedo e um terceiro dirigido por Rui Albuquerque, que conseguirá, segundo o próprio, cerca de metade dos votos. Rui Albuquerque não acredita que a facção de Sousa Lara e Esmeraldo Azevedo apresentem uma lista, uma vez que aceitaram tacitamente o pedido de impugnação de duas assembleias realizadas em 1999. Essas duas assembleias foram «julgadas improcedentes na primeira instância», adiantou uma fonte ligada ao processo.

«O que queremos é continuar a dar aulas e manter a normalidade na vida da universidade. Professores e alunos não podem ser prejudicados pelo processo de que são arguidos pessoas que já não estão no estabelecimento», adiantou Rui Albuquerque.

Ministério em silêncio

Pelo lado do Ministério da Educação, Oliveira Martins já disse que o caso Moderna não incidia sobre os aspecto pedagógico e científico, recusando-se assim a fazer mais comentários.

Posição semelhante tem David Justino, o ministro-sombra da Educação do PSD. «O problema é com a Dinensino. Devem salvaguardar-se os professores e os alunos e quanto mais depressa a universidade se autonomizar da Dinensino melhor», afirma David Justino. Segundo disse, «o Ministério da Educação deve estar atento para, em caso de necessidade, proteger os alunos. Mas agora é melhor estar sossegado porque com a maneira como divulgou o relatório relativo às universidades privadas já fez demasiados estragos», conclui.

MONICA CONTRERAS

Universidade Moderna: estudantes pedem aos cooperantes que se preocupem com os 10 mil alunos da escola

Depois da próxima assembleia geral eleger os novos órgãos sociais, serão ouvidos os conselhos científico e pedagógico quanto aos nomes dos potenciais reitores. Se forem consensuais, a direcção fica apta para os nomear.

José Júlio Gonçalves pediu a demissão depois de pressões internas da Moderna.

Na carta tornada pública, o ex-reitor afirmava que «para sobreviver à violência dos ataques» que têm sido feitos à Moderna «é chegado o momento de eu deixar de servir de pretexto para a sua destruição».

Apesar da declaração de José Júlio Gonçalves, membros da direcção da associação de estudantes de Lisboa disseram ao «Diário de Notícias» não acreditar na autenticidade da carta, alegando que fora escrita sob pressão. Já a associação de estudantes da Moderna do Porto, «apoia a resignação do reitor» e apela aos cooperantes que na assembleia geral «se consciencializem que acima de qualquer problema está o futuro de 10 mil alunos».

Na assembleia, que não poderá aprovar o relatório e contas de 1999, por os elementos se encontrarem em posse da Polícia Judiciária, são esperadas divergências. A cooperativa, com cerca de 60 membros, está actualmente dividida em três grupos: um liderado pela família Gonçalves, outro encabeçado por Sousa Lara e Esmeraldo Azevedo e um terceiro dirigido por Rui Albuquerque, que conseguirá, segundo o próprio, cerca de metade dos votos. Rui Albuquerque não acredita que a facção de Sousa Lara e Esmeraldo Azevedo apresentem uma lista, uma vez que aceitaram tacitamente o pedido de impugnação de duas assembleias realizadas em 1999. Essas duas assembleias foram «julgadas improcedentes na primeira instância», adiantou uma fonte ligada ao processo.

«O que queremos é continuar a dar aulas e manter a normalidade na vida da universidade. Professores e alunos não podem ser prejudicados pelo processo de que são arguidos pessoas que já não estão no estabelecimento», adiantou Rui Albuquerque.

Ministério em silêncio

Pelo lado do Ministério da Educação, Oliveira Martins já disse que o caso Moderna não incidia sobre os aspecto pedagógico e científico, recusando-se assim a fazer mais comentários.

Posição semelhante tem David Justino, o ministro-sombra da Educação do PSD. «O problema é com a Dinensino. Devem salvaguardar-se os professores e os alunos e quanto mais depressa a universidade se autonomizar da Dinensino melhor», afirma David Justino. Segundo disse, «o Ministério da Educação deve estar atento para, em caso de necessidade, proteger os alunos. Mas agora é melhor estar sossegado porque com a maneira como divulgou o relatório relativo às universidades privadas já fez demasiados estragos», conclui.

MONICA CONTRERAS

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