PSD de Viana do Castelo questiona demolição do prédio
Moradores do Coutinho Vão Recorrer a Guterres
Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2000
A Comissão de Moradores do Prédio Coutinho, em Viana do Castelo, recebeu os representantes dos órgãos concelhio e distrital do PSD local e o deputado Carvalho Martins, do mesmo partido, no seu "gabinete de crise" instalado no último andar do edifício, com o objectivo de contestar a demolição do imóvel a realizar no âmbito do programa Polis. Com este encontro, os habitantes do imóvel quiseram iniciar uma nova fase do protesto contra a intenção da câmara municipal, presidida pelo socialista Defensor Moura, e em breve irão solicitar audiências aos restantes partidos a nível distrital (PS, PP e Bloco de Esquerda), aos líderes dos vários grupos parlamentares na Assembleia da República e ao seu presidente, Almeida Santos, e, posteriormente, ao ministro do Ambiente, José Sócrates, e ao primeiro-ministro António Guterres.
"Isto é a continuação de uma caminhada, estamos a procurar reunir com as pessoas ligadas ao poder e sensibilizá-las para que juntem a voz deles à nossa e levem as nossas preocupações a quem possa travar esta hedionda ideia", afirmou ao PÚBLICO o porta-voz da Comissão de Moradores, Abílio Teixeira. E acrescentou: "O sr. presidente da câmara continua também a sua guerra permanente connosco; ainda há dias conseguiu, de uma forma que nós consideramos ardilosa, que o D. Duarte de Bragança também levantasse a sua voz para apoiar a demolição do prédio".
Entretanto, os residentes do Coutinho tentaram conquistar o apoio do presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Francisco Araújo, para a sua causa, e este, depois de ouvir os seus argumentos, considerou necessária a ponderação de questões como "o nível etário das pessoas que habitam o prédio e se a demolição se trata de uma prioridade de investimento". "Investir milhões de contos na correcção de um presumível erro urbanístico não se constitui como prioridade quando existem carências básicas por satisfazer", afirmou, defendendo também que "não se deverá partir para a discussão antes de ter o estudo e o planeamento devidamente ponderado e aprovado".
Sobre este assunto, o deputado social-democrata Carvalho Martins considerou fundamental fazer a análise "custo/benefício" da demolição, tendo em conta outras "prioridades" no distrito e dando como exemplo o apoio às vítimas da explosão da fábrica de pirotecnia de Lanhelas. "Temos um governo que falou tanto nas pessoas mas que são atiradas para o caixote do lixo quando é necessário resolver os seus problemas", referiu. A.P.F.
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PSD de Viana do Castelo questiona demolição do prédio
Moradores do Coutinho Vão Recorrer a Guterres
Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2000
A Comissão de Moradores do Prédio Coutinho, em Viana do Castelo, recebeu os representantes dos órgãos concelhio e distrital do PSD local e o deputado Carvalho Martins, do mesmo partido, no seu "gabinete de crise" instalado no último andar do edifício, com o objectivo de contestar a demolição do imóvel a realizar no âmbito do programa Polis. Com este encontro, os habitantes do imóvel quiseram iniciar uma nova fase do protesto contra a intenção da câmara municipal, presidida pelo socialista Defensor Moura, e em breve irão solicitar audiências aos restantes partidos a nível distrital (PS, PP e Bloco de Esquerda), aos líderes dos vários grupos parlamentares na Assembleia da República e ao seu presidente, Almeida Santos, e, posteriormente, ao ministro do Ambiente, José Sócrates, e ao primeiro-ministro António Guterres.
"Isto é a continuação de uma caminhada, estamos a procurar reunir com as pessoas ligadas ao poder e sensibilizá-las para que juntem a voz deles à nossa e levem as nossas preocupações a quem possa travar esta hedionda ideia", afirmou ao PÚBLICO o porta-voz da Comissão de Moradores, Abílio Teixeira. E acrescentou: "O sr. presidente da câmara continua também a sua guerra permanente connosco; ainda há dias conseguiu, de uma forma que nós consideramos ardilosa, que o D. Duarte de Bragança também levantasse a sua voz para apoiar a demolição do prédio".
Entretanto, os residentes do Coutinho tentaram conquistar o apoio do presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Francisco Araújo, para a sua causa, e este, depois de ouvir os seus argumentos, considerou necessária a ponderação de questões como "o nível etário das pessoas que habitam o prédio e se a demolição se trata de uma prioridade de investimento". "Investir milhões de contos na correcção de um presumível erro urbanístico não se constitui como prioridade quando existem carências básicas por satisfazer", afirmou, defendendo também que "não se deverá partir para a discussão antes de ter o estudo e o planeamento devidamente ponderado e aprovado".
Sobre este assunto, o deputado social-democrata Carvalho Martins considerou fundamental fazer a análise "custo/benefício" da demolição, tendo em conta outras "prioridades" no distrito e dando como exemplo o apoio às vítimas da explosão da fábrica de pirotecnia de Lanhelas. "Temos um governo que falou tanto nas pessoas mas que são atiradas para o caixote do lixo quando é necessário resolver os seus problemas", referiu. A.P.F.