No Porto, Entre Lisboa e Bruxelas
Sábado, 14 de Abril de 2001
Os concertos duplos dedicados ao jazz europeu incluídos na programação do Porto 2001 voltam esta noite a Serralves, com o quarteto de Carlos Martins e um colectivo dirigido pelo pianista Ivan Paduart.
Do saxofonista Carlos Martins sabe-se há muito o peso que tem na cena nacional. O seu quarteto (com Mário Delgado, guitarra, Carlos Barretto, contrabaixo, e Alexandre Frazão, bateria) é uma das raras "workin' bands" nacionais e um dos principais protagonistas de um tímido mas crescente movimento dos músicos de jazz portugueses em direcção às (ou em busca das) fontes populares das suas próprias raízes culturais. Uma opção que acompanha uma tendência que se firma no continente europeu, embora o alentejano Carlos Martins continue com os pés bem assentes nas terras do jazz que há muito tempo escolheu e pratica. Depois do álbum "Sempre", as responsabilidades de Carlos Martins (e do seu quinteto/quarteto) aumentaram. Mas esses são os desafios que valem realmente a pena.
A segunda metade da noite traz de volta a Portugal o pianista belga Ivan Paduart, que há anos levou o seu trio ao Guimarães Jazz e há meses esteve em Matosinhos, no clube B-Flat. Desta vez, Paduart apresenta projecto com nome, "True Stories", e vivido em septeto de instrumentação inabitual: dois teclistas (o próprio líder e Nathalie Loriers), sax alto (Ben Sluijs), violino (Christophe Cravero), guitarra e baixo (Patrick Deltenre e Stefan Lievestro) mais bateria (Mimi Verderame). Uma formação que indicia rumos diferentes da influência de Bill Evans que costuma habitar o trio regular de Paduart.
Longe da sua época de ouro dos anos 50/60, o jazz belga vem dando sinais de poder estar em fase de reafirmação. O que sublinha a curiosidade em torno de "True Stories".
António Curvelo
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No Porto, Entre Lisboa e Bruxelas
Sábado, 14 de Abril de 2001
Os concertos duplos dedicados ao jazz europeu incluídos na programação do Porto 2001 voltam esta noite a Serralves, com o quarteto de Carlos Martins e um colectivo dirigido pelo pianista Ivan Paduart.
Do saxofonista Carlos Martins sabe-se há muito o peso que tem na cena nacional. O seu quarteto (com Mário Delgado, guitarra, Carlos Barretto, contrabaixo, e Alexandre Frazão, bateria) é uma das raras "workin' bands" nacionais e um dos principais protagonistas de um tímido mas crescente movimento dos músicos de jazz portugueses em direcção às (ou em busca das) fontes populares das suas próprias raízes culturais. Uma opção que acompanha uma tendência que se firma no continente europeu, embora o alentejano Carlos Martins continue com os pés bem assentes nas terras do jazz que há muito tempo escolheu e pratica. Depois do álbum "Sempre", as responsabilidades de Carlos Martins (e do seu quinteto/quarteto) aumentaram. Mas esses são os desafios que valem realmente a pena.
A segunda metade da noite traz de volta a Portugal o pianista belga Ivan Paduart, que há anos levou o seu trio ao Guimarães Jazz e há meses esteve em Matosinhos, no clube B-Flat. Desta vez, Paduart apresenta projecto com nome, "True Stories", e vivido em septeto de instrumentação inabitual: dois teclistas (o próprio líder e Nathalie Loriers), sax alto (Ben Sluijs), violino (Christophe Cravero), guitarra e baixo (Patrick Deltenre e Stefan Lievestro) mais bateria (Mimi Verderame). Uma formação que indicia rumos diferentes da influência de Bill Evans que costuma habitar o trio regular de Paduart.
Longe da sua época de ouro dos anos 50/60, o jazz belga vem dando sinais de poder estar em fase de reafirmação. O que sublinha a curiosidade em torno de "True Stories".
António Curvelo