Henrique Viana
(Grandela)
Eunice Muñoz
(sra. Vilaverde)
Joaquim Mendes
(Sebastião)
Julia Britton
Ruy Furtado
Isabel Ruth
Lia Gama
Inês Medeiros
Isabel de Castro Origem:
Portugal - 1988
Género:
Drama
Produção:
João Botelho
Realização:
João Botelho
Argumento:
João Botelho
Fotografia:
Elso Roque
Música:
António Pinho Vargas
Duração: 87 minutos
(P/B)
Classificação(C.C.E.):
Maiores de 12 anos / Filme de Qualidade
TEMPOS DIFÍCEIS Na RTP2, Sábado, 3 de Março O Poço do Mundo é um subúrbio português numa época qualquer da segunda metade do século XX. A maioria dos seus habitantes é um conjunto de miseráveis, desempregados e pedintes. Tomaz Cremalheira, director da escola e futuro deputado ao parlamento, norteia o seu comportamento e folosofia de vida numa crença inabalável sobre o milagre dos factos, teoria que de forma pragmática tenta incutir aos seus alunos, entre os quais descobre uma peça defeituosa na sua engrenagem educativa: Cecília, a filha de um saltimbanco. O sr. Grandela, é um homem de vastas posses e um autêntico tirano da humildade, cuja casa é governada por D. Josefina, uma aristocrata arruínada, motivo de orgulho do seu novo riquismo. Sebastião tem 40 anos e no meio do desemprego circundante, é um homem feliz: tem trabalho. Infelizmente, é casado com uma mulher deprimente. Em breve o Destino irá obrigar ricos e pobres do Poço do Mundo a cruzarem as suas trajectórias de vida.
Tempos Difíceis, exibido no Festival de Veneza, decorre num espaço imaginário, mas perfeitamente identificável como um deprimente subúrbio industrial português, povoado por uma série de personagens que representam estratos sociais diferentes e mesmo inconciliáveis, mergulhados na mesma atmosfera angustiante que se abate invariavelmente sobre todos. Uma engenhosa variação do Hard Times For These Times de Dickens, que João Botelho adaptou à realidade contemporânea portuguesa numa espécie de mordaz e irónica farsa tragi-cómica com sabor a fábula desencantada. De um grande rigor plástico, nas suas fascinantes imagens a preto e branco, Tempos Difíceis volta a confirmar Botelho como um dos raros cineastas portugueses capaz de olhar para a realidade circundante com sensibilidade esclarecida, genuíno sentido crítico e, sobretudo, sem complexas codificações intelectuais.
Henrique Viana
(Grandela)
Eunice Muñoz
(sra. Vilaverde)
Joaquim Mendes
(Sebastião)
Julia Britton
Ruy Furtado
Isabel Ruth
Lia Gama
Inês Medeiros
Isabel de Castro Origem:
Portugal - 1988
Género:
Drama
Produção:
João Botelho
Realização:
João Botelho
Argumento:
João Botelho
Fotografia:
Elso Roque
Música:
António Pinho Vargas
Duração: 87 minutos
(P/B)
Classificação(C.C.E.):
Maiores de 12 anos / Filme de Qualidade
TEMPOS DIFÍCEIS Na RTP2, Sábado, 3 de Março O Poço do Mundo é um subúrbio português numa época qualquer da segunda metade do século XX. A maioria dos seus habitantes é um conjunto de miseráveis, desempregados e pedintes. Tomaz Cremalheira, director da escola e futuro deputado ao parlamento, norteia o seu comportamento e folosofia de vida numa crença inabalável sobre o milagre dos factos, teoria que de forma pragmática tenta incutir aos seus alunos, entre os quais descobre uma peça defeituosa na sua engrenagem educativa: Cecília, a filha de um saltimbanco. O sr. Grandela, é um homem de vastas posses e um autêntico tirano da humildade, cuja casa é governada por D. Josefina, uma aristocrata arruínada, motivo de orgulho do seu novo riquismo. Sebastião tem 40 anos e no meio do desemprego circundante, é um homem feliz: tem trabalho. Infelizmente, é casado com uma mulher deprimente. Em breve o Destino irá obrigar ricos e pobres do Poço do Mundo a cruzarem as suas trajectórias de vida.
Tempos Difíceis, exibido no Festival de Veneza, decorre num espaço imaginário, mas perfeitamente identificável como um deprimente subúrbio industrial português, povoado por uma série de personagens que representam estratos sociais diferentes e mesmo inconciliáveis, mergulhados na mesma atmosfera angustiante que se abate invariavelmente sobre todos. Uma engenhosa variação do Hard Times For These Times de Dickens, que João Botelho adaptou à realidade contemporânea portuguesa numa espécie de mordaz e irónica farsa tragi-cómica com sabor a fábula desencantada. De um grande rigor plástico, nas suas fascinantes imagens a preto e branco, Tempos Difíceis volta a confirmar Botelho como um dos raros cineastas portugueses capaz de olhar para a realidade circundante com sensibilidade esclarecida, genuíno sentido crítico e, sobretudo, sem complexas codificações intelectuais.