Importância do Achado Suscita Opiniões Divergentes
Sábado, 28 de Abril de 2001
A importância das gravuras agora encontradas da margem portuguesa do Guadiana suscitou opiniões divergentes. António Martinho Baptista, director do Centro Nacional de Arte Rupestre (CNART), considera que o conjunto "merece a mesma importância que as gravuras do Côa". Mas João Zilhão, director do Instituto Português de Arqueologia (IPA), do qual depende o CNART, está convicto que estes núcleos não terão senão uma "importância nacional". A confirmar-se este grau de importância, o responsável do IPA revela, em declarações ao PÚBLICO, que o que foi combinado com a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA): "Ficou acordado com a EDIA que, se fossem encontrados conjuntos deste tipo, poderiam ser submersos." Vai ainda mais longe: "Dentro da mesma área de intervenção, existem descobertas bem mais importantes e que mereciam mais cinco anos de trabalho e vão ficar debaixo de água."
Questionado sobre a razão por que só agora se descobriram estas gravuras numa zona de fácil acesso, Zilhão afirma: "Está a pagar-se o preço da estagnação, durante décadas, da arqueologia em Portugal."
Sérgio B. Gomes (PÚBLICO.pt)
Importância do Achado Suscita Opiniões Divergentes
Sábado, 28 de Abril de 2001
A importância das gravuras agora encontradas da margem portuguesa do Guadiana suscitou opiniões divergentes. António Martinho Baptista, director do Centro Nacional de Arte Rupestre (CNART), considera que o conjunto "merece a mesma importância que as gravuras do Côa". Mas João Zilhão, director do Instituto Português de Arqueologia (IPA), do qual depende o CNART, está convicto que estes núcleos não terão senão uma "importância nacional". A confirmar-se este grau de importância, o responsável do IPA revela, em declarações ao PÚBLICO, que o que foi combinado com a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA): "Ficou acordado com a EDIA que, se fossem encontrados conjuntos deste tipo, poderiam ser submersos." Vai ainda mais longe: "Dentro da mesma área de intervenção, existem descobertas bem mais importantes e que mereciam mais cinco anos de trabalho e vão ficar debaixo de água."
Questionado sobre a razão por que só agora se descobriram estas gravuras numa zona de fácil acesso, Zilhão afirma: "Está a pagar-se o preço da estagnação, durante décadas, da arqueologia em Portugal."
Sérgio B. Gomes (PÚBLICO.pt)