Vieira de Castro e Miguel Frasquilho assumem lugares no Parlamento

18-04-2003
marcar artigo

Vieira de Castro e Miguel Frasquilho Assumem Lugares no Parlamento

Por HELENA PEREIRA

Terça-feira, 15 de Abril de 2003 Os ex-secretários de Estado do Tesouro e Finanças, Miguel Frasquilho, e das Obras Públicas, Vieira de Castro, já regressaram à Assembleia da República, depois de uma passagem curta pelo Governo. Para Frasquilho, trata-se de uma estreia. Foi, pela primeira vez, candidato ao Parlamento em 2002, como cabeça de lista pelo círculo de Setúbal. Em declarações ao PÚBLICO, o economista afirmou nada mais ter a acrescentar sobre a sua saída do Governo para além do que já dissera na tomada de posse dos novos secretários de Estado. Na altura, desabafou que um ano no Governo lhe pareceu dez anos. Frasquilho ainda não sabe ao certo que comissão parlamentar irá integrar, mas rejeitou desde logo a possibilidade de vir a participar na comissão de Agricultura, lugar que ocupava o deputado de Setúbal que agora substitui. Vieira de Castro, por seu lado, vai integrar a comissão de Execução Parlamentar. Este ex-secretário de Estado assumiu o seu lugar na segunda-feira da semana passada, uma vez que quando o ministro das Obras Públicas, Valente Oliveira, abandonou o Governo na sexta-feira anterior, dia 4, Vieira de Castro comunicou logo que não tencionava ficar no Executivo. Ao PÚBLICO, explicou que estava cansado e que o ritmo de trabalho era "alucinante", rejeitando que qualquer divergência estivesse na base da sua saída do Governo. Miguel Frasquilho e Vieira de Castro juntam-se, assim, no grupo parlamentar a outros elementos que já passaram pelo Governo ou que foram nomeados por este Executivo. É o caso de José Matos Correia, que ocupou durante vários meses o cargo de chefe de gabinete do primeiro-ministro, e de Luís Cirilo, que foi nomeado governador civil de Braga e depois exonerado na sequência de suspeitas de envolvimento no caso do alegado "saco azul" do Vitória de Guimarães, de que tinha sido um dos responsáveis. Dentro do grupo parlamentar, o facto de, na mudança de cadeiras do Governo, apenas ter sido escolhido um deputado (Rosário Águas para a Secretaria de Estado da Habitação) gerou algumas críticas. Um deputado afirmou ao PÚBLICO que isso é sinal de que a própria bancada parlamentar está pobre e que isso tem também a ver com o adormecimento do partido, pois, ao contrário do passado, o PSD não tem dado importância à formação política. Marco António, deputado e líder do PSD-Porto, nega qualquer contestação à recente remodelação, reconhecendo, no entanto, ser "importante que o Porto lance novos quadros políticos". OUTROS TÍTULOS EM NACIONAL Associação 25 Abril contra Ferreira Leite

Vieira de Castro e Miguel Frasquilho assumem lugares no Parlamento

Recurso dos renovadores comunistas entregue no TC

O parecer

O congresso

Governo português critica regime cubano

Vitorino quer debate sobre Defesa com todos Estados-membros da UE

Vieira de Castro e Miguel Frasquilho Assumem Lugares no Parlamento

Por HELENA PEREIRA

Terça-feira, 15 de Abril de 2003 Os ex-secretários de Estado do Tesouro e Finanças, Miguel Frasquilho, e das Obras Públicas, Vieira de Castro, já regressaram à Assembleia da República, depois de uma passagem curta pelo Governo. Para Frasquilho, trata-se de uma estreia. Foi, pela primeira vez, candidato ao Parlamento em 2002, como cabeça de lista pelo círculo de Setúbal. Em declarações ao PÚBLICO, o economista afirmou nada mais ter a acrescentar sobre a sua saída do Governo para além do que já dissera na tomada de posse dos novos secretários de Estado. Na altura, desabafou que um ano no Governo lhe pareceu dez anos. Frasquilho ainda não sabe ao certo que comissão parlamentar irá integrar, mas rejeitou desde logo a possibilidade de vir a participar na comissão de Agricultura, lugar que ocupava o deputado de Setúbal que agora substitui. Vieira de Castro, por seu lado, vai integrar a comissão de Execução Parlamentar. Este ex-secretário de Estado assumiu o seu lugar na segunda-feira da semana passada, uma vez que quando o ministro das Obras Públicas, Valente Oliveira, abandonou o Governo na sexta-feira anterior, dia 4, Vieira de Castro comunicou logo que não tencionava ficar no Executivo. Ao PÚBLICO, explicou que estava cansado e que o ritmo de trabalho era "alucinante", rejeitando que qualquer divergência estivesse na base da sua saída do Governo. Miguel Frasquilho e Vieira de Castro juntam-se, assim, no grupo parlamentar a outros elementos que já passaram pelo Governo ou que foram nomeados por este Executivo. É o caso de José Matos Correia, que ocupou durante vários meses o cargo de chefe de gabinete do primeiro-ministro, e de Luís Cirilo, que foi nomeado governador civil de Braga e depois exonerado na sequência de suspeitas de envolvimento no caso do alegado "saco azul" do Vitória de Guimarães, de que tinha sido um dos responsáveis. Dentro do grupo parlamentar, o facto de, na mudança de cadeiras do Governo, apenas ter sido escolhido um deputado (Rosário Águas para a Secretaria de Estado da Habitação) gerou algumas críticas. Um deputado afirmou ao PÚBLICO que isso é sinal de que a própria bancada parlamentar está pobre e que isso tem também a ver com o adormecimento do partido, pois, ao contrário do passado, o PSD não tem dado importância à formação política. Marco António, deputado e líder do PSD-Porto, nega qualquer contestação à recente remodelação, reconhecendo, no entanto, ser "importante que o Porto lance novos quadros políticos". OUTROS TÍTULOS EM NACIONAL Associação 25 Abril contra Ferreira Leite

Vieira de Castro e Miguel Frasquilho assumem lugares no Parlamento

Recurso dos renovadores comunistas entregue no TC

O parecer

O congresso

Governo português critica regime cubano

Vitorino quer debate sobre Defesa com todos Estados-membros da UE

marcar artigo