Nacional
BREVES
ONGs de mulheres
criticam silêncio do Governo
As Organizações Não Governamentais do Conselho Consultivo para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres expressaram a sua preocupação pelo silêncio, falta de atenção e de perspectivas evidenciadas pelo Governo no que respeita à temática da igualdade de oportunidades e aos direitos das mulheres.
Esta posição, tornada pública em comunicado, surge na sequência da exoneração pelo Governo da presidente da Comissão de Gestão das Organizações Não Governamentais. Um facto recebido com estranheza por aquelas organizações que criticam o facto de não terem sido ouvidas sobre a matéria. Tanto mais que, recordam, é reconhecido o seu estatuto de parceiros sociais nesta área de intervenção política, tal como o trabalho por si desenvolvido no âmbito do Conselho Consultivo, estrutura com 25 anos de existência dedicada aos problemas e à luta contra as discriminações que afectam as mulheres.
Verberado é ainda, por outro lado, a ausência de resposta do Governo aos pedidos de audiência solicitados pelas ONGs de Direitos das Mulheres, situação que consideram tanto mais grave quanto é certo que já ocorreu a extinção da Comissão Parlamentar da Paridade, Igualdade de Oportunidades e Família e continuam sem conhecer as propostas políticas do Executivo, nomeadamente em relação ao Plano Global para a Igualdade e ao Plano Nacional Contra a Violência Doméstica.
Homenagem em Alpiarça
A memória dos lutadores antifascistas Carlos Pinhão Correia e Maria Luísa Feliciano vai ser hoje recordada, em homenagem póstuma, em Alpiarça, sua terra natal. A iniciativa, que decorrerá junto das suas sepulturas, pelas 11.30 horas, no cemitério daquela localidade, é da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).
A evocação da figura daqueles dois militantes comunistas, com uma vida dedicada à luta pela causa da liberdade, insere-se no quadro de actividades desenvolvidas pelo núcleo da URAP do concelho do Seixal.
Emigrantes em defesa da RTPi
A comunidade portuguesa de Clermont Ferrand, região centro de França, mobilizou-se em defesa da RTP Internacional promovendo um abaixo-assinado dirigido ao Primeiro-Ministro. Exigida no texto é a adopção de medidas adequadas de forma a salvaguardar a manutenção do que consideram ser este importante serviço de televisão.
Esta é mais uma acção a juntar várias outras desenvolvidas pelas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que reflecte a importância da existência deste canal público enquanto veículo capaz de reforçar os laços com a nossa diáspora e garantir, simultaneamente, a expansão e valorização da língua e cultura portuguesa no estrangeiro.
Vieira da Silva na Moita
Uma exposição de gravuras de Vieira da Silva, cedida pela Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva, está patente ao público na Moita, por iniciativa da Câmara Municipal, até ao próximo dia 5 de Outubro.
Intitulada «Gravuras de Maria Helena Vieira da Silva», esta mostra de trabalhos da pintora poderá ser visitada na Galeria de Exposições do Posto de Turismo Municipal, de segunda a sexta-feira, das 9:00h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h, e aos sábados, das 14:00h às 20:00 horas.
Vieira da Silva (1908-1992), recorde-se, é a pintora portuguesa mais representada em colecções no mundo inteiro. No conjunto da sua obra plástica, a gravura assume um significado próprio, sendo o buril e a gravura a preto e branco as suas técnicas preferidas.
Educação Inclusiva em debate
«Educação, Porta Aberta para a Inclusão» é o lema que preside ao Simpósio sobre Educação Inclusiva, a realizar amanhã, dia 20, no Auditório Fernando Pessoa, no Bairro da Flamenga (Chelas), em Lisboa.
Do programa da iniciativa, da responsabilidade da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), consta a análise à evolução histórica da educação dos deficientes no nosso País, bem como aos princípios orientadores constantes dos quadros legislativos, desde 1960.
No decurso desta jornada de reflexão e debate, cujo início está previsto para as 9.30 horas, os participantes terão ainda oportunidade de identificar «sucessos e disfunções», o panorama da educação inclusiva e, por último, o papel das associações filiadas «como agentes criticos na defesa e promoção do direito universal dos deficientes à educação de qualidade para o sucesso».
e dirigido a todas as entidades e pessoas ligadas à educação, designadamente aos professores e encarregados de educação,
Não às portagens no IP3
A Associação de Sobreviventes do IP3 expressou a sua frontal oposição a qualquer introdução de portagens naqueles itinerário. Mesmo com quatro faixas actualmente uma das reivindicação das populações, depois de ter sido já satisfeita a instalação do separador central -, a posição daquela Associação é de «rejeição absoluta» por considerar, como salienta em comunicado, não ter aquela via «perfil de auto-estrada», nem oferecer as mesmas condições de segurança».
«É uma via que serve o interior, sem estradas alternativas capazes, e a necessitar de mais incentivos ao desenvolvimento e não de barreiras», observa a Associação de Sobreviventes do IP3, que afirma estar pronta para mobilizar as populações e dar combate ao Governo se este insistir em levar por diante a intenção de instaurar portagens naquela via rodoviária. .
«Avante!» Nº 1503 - 19.Setembro.2002
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ONGs de mulheres
criticam silêncio do Governo
As Organizações Não Governamentais do Conselho Consultivo para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres expressaram a sua preocupação pelo silêncio, falta de atenção e de perspectivas evidenciadas pelo Governo no que respeita à temática da igualdade de oportunidades e aos direitos das mulheres.
Esta posição, tornada pública em comunicado, surge na sequência da exoneração pelo Governo da presidente da Comissão de Gestão das Organizações Não Governamentais. Um facto recebido com estranheza por aquelas organizações que criticam o facto de não terem sido ouvidas sobre a matéria. Tanto mais que, recordam, é reconhecido o seu estatuto de parceiros sociais nesta área de intervenção política, tal como o trabalho por si desenvolvido no âmbito do Conselho Consultivo, estrutura com 25 anos de existência dedicada aos problemas e à luta contra as discriminações que afectam as mulheres.
Verberado é ainda, por outro lado, a ausência de resposta do Governo aos pedidos de audiência solicitados pelas ONGs de Direitos das Mulheres, situação que consideram tanto mais grave quanto é certo que já ocorreu a extinção da Comissão Parlamentar da Paridade, Igualdade de Oportunidades e Família e continuam sem conhecer as propostas políticas do Executivo, nomeadamente em relação ao Plano Global para a Igualdade e ao Plano Nacional Contra a Violência Doméstica.
Homenagem em Alpiarça
A memória dos lutadores antifascistas Carlos Pinhão Correia e Maria Luísa Feliciano vai ser hoje recordada, em homenagem póstuma, em Alpiarça, sua terra natal. A iniciativa, que decorrerá junto das suas sepulturas, pelas 11.30 horas, no cemitério daquela localidade, é da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).
A evocação da figura daqueles dois militantes comunistas, com uma vida dedicada à luta pela causa da liberdade, insere-se no quadro de actividades desenvolvidas pelo núcleo da URAP do concelho do Seixal.
Emigrantes em defesa da RTPi
A comunidade portuguesa de Clermont Ferrand, região centro de França, mobilizou-se em defesa da RTP Internacional promovendo um abaixo-assinado dirigido ao Primeiro-Ministro. Exigida no texto é a adopção de medidas adequadas de forma a salvaguardar a manutenção do que consideram ser este importante serviço de televisão.
Esta é mais uma acção a juntar várias outras desenvolvidas pelas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que reflecte a importância da existência deste canal público enquanto veículo capaz de reforçar os laços com a nossa diáspora e garantir, simultaneamente, a expansão e valorização da língua e cultura portuguesa no estrangeiro.
Vieira da Silva na Moita
Uma exposição de gravuras de Vieira da Silva, cedida pela Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva, está patente ao público na Moita, por iniciativa da Câmara Municipal, até ao próximo dia 5 de Outubro.
Intitulada «Gravuras de Maria Helena Vieira da Silva», esta mostra de trabalhos da pintora poderá ser visitada na Galeria de Exposições do Posto de Turismo Municipal, de segunda a sexta-feira, das 9:00h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h, e aos sábados, das 14:00h às 20:00 horas.
Vieira da Silva (1908-1992), recorde-se, é a pintora portuguesa mais representada em colecções no mundo inteiro. No conjunto da sua obra plástica, a gravura assume um significado próprio, sendo o buril e a gravura a preto e branco as suas técnicas preferidas.
Educação Inclusiva em debate
«Educação, Porta Aberta para a Inclusão» é o lema que preside ao Simpósio sobre Educação Inclusiva, a realizar amanhã, dia 20, no Auditório Fernando Pessoa, no Bairro da Flamenga (Chelas), em Lisboa.
Do programa da iniciativa, da responsabilidade da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), consta a análise à evolução histórica da educação dos deficientes no nosso País, bem como aos princípios orientadores constantes dos quadros legislativos, desde 1960.
No decurso desta jornada de reflexão e debate, cujo início está previsto para as 9.30 horas, os participantes terão ainda oportunidade de identificar «sucessos e disfunções», o panorama da educação inclusiva e, por último, o papel das associações filiadas «como agentes criticos na defesa e promoção do direito universal dos deficientes à educação de qualidade para o sucesso».
e dirigido a todas as entidades e pessoas ligadas à educação, designadamente aos professores e encarregados de educação,
Não às portagens no IP3
A Associação de Sobreviventes do IP3 expressou a sua frontal oposição a qualquer introdução de portagens naqueles itinerário. Mesmo com quatro faixas actualmente uma das reivindicação das populações, depois de ter sido já satisfeita a instalação do separador central -, a posição daquela Associação é de «rejeição absoluta» por considerar, como salienta em comunicado, não ter aquela via «perfil de auto-estrada», nem oferecer as mesmas condições de segurança».
«É uma via que serve o interior, sem estradas alternativas capazes, e a necessitar de mais incentivos ao desenvolvimento e não de barreiras», observa a Associação de Sobreviventes do IP3, que afirma estar pronta para mobilizar as populações e dar combate ao Governo se este insistir em levar por diante a intenção de instaurar portagens naquela via rodoviária. .
«Avante!» Nº 1503 - 19.Setembro.2002